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Conceição Borges Ribeiro Camargo
Conceição Borges

  A professora Conceição Borges nasceu em Aparecida-SP, em 5 de setembro de 1914, numa chácara situada onde hoje está a igreja de São Benedito. Filha do padeiro Jaime Ribeiro e de Julieta Borges Ribeiro, estudou no Grupo Escolar de Aparecida até a terceira série e da quarta série em diante na Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves (antiga Escola Normal), em Guaratinguetá.

  Fez parte da famosa turma de 36, entre as quais se incluem suas irmãs e várias personalidades em vários ramos do saber. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, serviu como enfermeira voluntária no antigo Grupo Escolar Chagas Pereira, transformado em Hospital de Emergência. Nesse período sofreu um acidente de caminhão em que fraturou o maxilar inferior.

  Em 1936, com o pulmão doente, internou-se em São José dos Campos, terminando o tratamento em 1942. Em 1948, submeteu-se a uma operação para acertar o maxilar, após ter passado 16 anos de sofrimento. Escrevia sempre no início de seus cadernos: “Se tua dor te aflige, faças dela um poema”.

  Entre 1947 e 1957 trabalhou como Escrevente habilitada e Oficial Maior do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais e Anexos de Aparecida. Em outubro de 1957, casou-se com o fotógrafo Vicente Camargo, que se tornou o seu Anjo da Guarda e seu parceiro em todas as suas atividades culturais. Fundou, em 10 de março de 1955, a Guarda Mirim de Aparecida, juntamente com o sargento Aristeu de Oliveira. Manteve-se frente à Guardinha até 1964.

  Difundiu e ajudou a fundar essa instituição em várias partes do Brasil. Em 10 de março de 1965, com o Cabo Francisco Moreira dos Santos (Cabo Chicão) ajudou a organizar a Guarda-Mirim de Guaratinguetá. Em 8 de setembro de 1956, Dona Conceição fundou o Museu Nossa Senhora Aparecida que, ao longo do tempo, foi bem administrado e enriquecido por Dona Conceição e seu esposo Vicente Camargo.

  Em 20 de setembro de 1975, foi inaugurado o Museu dos Ciclos Econômicos do Vale do Paraíba, museu didático, com rico acervo, organizado pelo historiador e museólogo taubateano, professor Paulo Florenzano.
Dona Conceição sempre influenciou as autoridades civis e eclesiásticas quanto ao enriquecimento cultural da cidade.

  Através de sua influência, vários logradouros e vias públicas tiveram suas respectivas denominações, tais como, a título de exemplo: Praça Dr. Benedito Meirelles, as ruas João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, na Ponte Alta, entre outras. O museu era o seu filho mais querido. Dedicava sua vida ao museu.

  Não era uma historiadora profunda, mas colocava poesia, sentimento e muito amor em tudo o que escrevia. Tinha um estilo próprio, apegado a minúcias, valorizando reminiscências. Nunca escreveu um livro, mas participou de muitos. Escreveu inúmeros artigos em revistas e jornais, sempre falando de Aparecida, sua história, suas romarias.

   Fazia questão de comemorar cada ano o aniversário do museu com missa e festa à qual convidava autoridades e amigos. Entretanto, paralelamente a suas atividades sócio-educativas, escrevia sempre.

  Não era uma historiadora profunda, mas colocava poesia, sentimento e muito amor em tudo o que escrevia. Tinha um estilo próprio, apegado a minúcias, valorizando reminiscências. Nunca escreveu um livro, mas participou de muitos. Escreveu inúmeros artigos em revistas e jornais, sempre falando de Aparecida, sua história, suas romarias.

  Foi uma das fundadores, instituição a qual ela tinha o maior carinho. Recebeu em vida muitas comendas e honrarias. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, à Sociedade Geográfica Brasileira, ao Instituto Genealógico Brasileiro e a muitas outras instituições culturais.

  Luiz Antonio de Moura
Obras de Conceição Borges

  A Passagem da Princesa Isabel em Aparecida [ler]

  Arqueologia no Vale do Paraíba [ler]

  Assumar e os sete altares [ler]

  O Centenário da Estação Ferroviária [ler]

  Cronistas, pintores e viajantes [ler]

  Doce de baú [ler]

  Escravos de Nossa Senhora Aparecida [ler]

  Euclides da Cunha em Aparecida [ler]

  Festa de São Benedito em Aparecida [ler]

  Foi Rei e foi escravo [ler]

  Imagem partida [ler]

  Passarela [ler]

  Romaria em carro-de-boi [ler]
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