Nº 59 | setembro / outubro 2014
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Publicações dessa edição | Da Redação

Artes & Letras: Segunda antologia da ACLA



Com dedicação especial à escritora cachoeirense Ruth Guimarães, que faleceu no dia 21 de maio deste ano, a Academia Cachoeirense de Letras e Artes (ACLA) lançou, no último dia 6 de setembro, no Centro Cultural Gertrud Schubert dos Santos, a sua 2ª Antologia em uma noite de autógrafos coletiva.

Artes & Letras - II Antologia da Academia Cachoeirense de Letras e Artes traz textos de dezessete escritores convidados a produzir inspirados em obras de onze artistas plásticos.

Sobre o livro, Jurandir Rodrigues, professor, escritor e presidente da ACLA esclarece:

"Autores de várias gerações e estilos. Autores com pinceladas mais fortes ou autores mais sutis. Cores vibrantes, quentes ou cores pastéis. Artistas com vontade de gritar, espernear; outros mais estoicos, serenos, impassíveis. Autores com uma ligação muito forte com Cachoeira, todos. Cachoeirenses, a maioria. Órfãos de Ruth Guimarães, fundadora da ACLA e eterna presidente de honra da Academia, também todos. Esse é o tom e o som da 2ª Antologia da ACLA. Essa obra é um pouco do que cachoeirenses têm produzido nas artes. Obra que ficará para a história da cidade juntamente com a 1ª Antologia, lançada em 2013."

Na antologia de 2013, os artistas plásticos escolheram textos literários para ilustrar. Nessa, de 2014, foram os literatos que criaram seus textos inspirados nas obras pictóricas e de escultura que escolheram.


Costelas de Heitor Batalha - Os prazeres e as dores de um anti-herói



Presidente, em segundo mandato, da União Brasileira de Escritores (UBE), o jornalista Joaquim Maria Botelho lança o seu primeiro romance.

A primeira sessão de autógrafos, por escolha do autor, aconteceu no Centro Cultural de sua cidade natal, Cachoeira Paulista-SP, na noite de 11 de outubro.

"Apesar de viver na capital há muitos anos, fiz questão de marcar o lançamento na nossa cidade antes mesmo de realizá-lo em São Paulo. Afinal, é minha terra, e o livro tem, como pano de fundo, lugares e pessoas que conheci em Cachoeira, ou de quem pelo menos tive informações ou notícias", esclarece.

Sobre o livro, o jornalista declara:

"Apesar de ser um livro de ficção, sobre o tema do amor, muitos acontecimentos são reais. Troquei nomes, para não comprometer pessoas, mas mantive os relatos, naturalmente mais românticos, e com tratamento literário."

Heitor é um jovem que, de repente, vê sua tranquilidade atormentada por uma decepção amorosa que o faz mergulhar num delírio de emoções que fazem de sua vida um inferno.

De estilo envolvente, Joaquim Maria enreda o leitor do início ao fim, como na passagem:

"O pensamento vagava sem lógica. Lembranças emergiam, desordenadas. Tinha encontrado uma posição, no sofá. A dor persistia latejante. Acostumara-se a ela.

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Incomodava, naquele momento, uma pontinha da etiqueta da camisa nova. Não conseguia mover o corpo e por isso foi obrigado a aguentar, como o algemado acometido de coceira no nariz. Procurou desviar a atenção do incômodo e o pensamento passeou de novo, de etiquetas para rótulos. Engraçado, pensou como as pessoas pregam rótulos em si mesmas. Parecem desesperadas para dizer, a todo mundo, quem são. Heitor observava essa exibição da vida privada e se achava diferente da maioria dos jovens da sua geração."

O livro de 256 páginas, no formato 16x23cm, traz o selo Generale da Editora Évora.

O lavrador do alto da serra



Lançado na 23a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o mais recente livro de Darci Queluz "conta a história de José Onofre, um lavrador misterioso e solitário, que habita uma casa de pau-a-pique, muito bem cuidada lá no meio da serra, a alguma distância de um pobre vilarejo onde a população é formada principalmente por mulheres e crianças, pois os homens com idade e força para trabalhar, migraram para longe. Estamos entre 1981 e 82, período de ditadura militar no Brasil. Esta vila perdida entre as serras do sudeste do país é escolhida por alguns poderosos daquele tempo como local para a construção de um galpão cuja função seria armazenar materiais que deveriam ficar em segredo. A partir do momento em que os peões construtores do galpão chegam à vila, a vida de José Onofre e de toda a população da vila se alteram significativamente. Violências de vários tipos ocorrem: mulheres surradas, brigas entre os peões e os habitantes da vila, um incêndio desastroso, assassinatos, tentativa de estupro... e o único amparo principalmente para todas as mulheres é o enigmático José Onofre, o lavrador que semeia tanto nos campos quanto nas almas dos aflitos habitantes deste local. Como contraponto a este personagem, aparece Ana Paula, a repórter de uma grande cidade, determinada a desvendar os acontecimentos misteriosos envolvendo os moradores desta comunidade e José Onofre".
Publicação da Editora Scortecci.
 
 
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