Nº 59 | setembro / outubro 2014
Panopticum

Vale Paraibanos no Dicionário de Escritores Paulistas | Luis Correia de Melo

Pindamonhangaba I



Abelardo Vilas-Boas - Nasceu em Pindamonhangaba a 8 de abril de 1921. Fes seus estudos no Ginásio Municipal de sua cidade natal. Formado, em 1942, pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Durante o curso, foi assistente particular do Prof. Maurice Byé, da Faculdade de Direito de Toulose, que, no Rio, lecionou economia política. Desempenhou também as funções de assistente responsável pelo setor do Sal da Coordenação de Mobilização Econômica. Assistente técnico do Departamento de Economia Industrial da Federação das Indústrias. Membro do Seminário de Legislação Social da Faculdade de Direito de São Paulo. Economista. Bibliografia: "Elementos técnicos e econômicos para a organização da agricultura", 1943; "Índice da produtividade", 1944; "Industrialização e renda nacional", 1944; "Relação da troca no Brasil", 1947; "Efeitos das desvalorizações cambiais", 1950. (p. 665)

Alexandre Ribeiro Marcondes Machado - "Juó Bananére". Nasceu em Pindamonhangaba a 11 de abril de 1892. Faleceu nesta Capital a 22 de agosto de 1933. Em Araraquara, iniciou os estudos primários. Transferiu-se, posteriormente, para Campinas, onde fez os preparatórios, matriculando-se, logo a seguir, na Escola Politécnica de São Paulo. Formou-se em 1917. Em Araraquara, compôs versos satíricos e humorísticos, que publicou em jornais do Interior. Sempre se recusou a aceitar empregos. Obtinha recursos, para suas despesas extraordinárias, dos jornaizinhos que fundava e imprimia. Uma vez de posse do diploma de engenheiro civil, associou-se ao dr. Otávio Ferraz Sampaio, instalando, nesta Capital, um escritório técnico de construções sob a razão social de Sampaio-Machado. Construiu numerosos edifícios, entre os quais o Palacete Chavantes, à rua Benjamin Constant. Foi um entusiasta da arquitetura de estilo colonial. Viajou pelo interior do Estado de Minas Gerais em busca de motivos arquiteturais. Financeiramente independente, dedicou-se, de novo, à musa satírica, adotando o pseudônimo de "Juó Bananére". Fundou, com Voltolino, o semanário humorístico ilustrado "O Pirralho" e, depois, o Queixoso", glosando os principais fatos do dia. Tornou-se de 1917 a 1930, o "terror dos políticos" (Raimundo de Menezes). Concorreu também para a fundação de "O Estadinho", ao lado de Júlio de Mesquita Filho, Antônio dos Santos Figueiredo , Ademar de Paula (O Pintor), Moacir Piza ("Antonio Pais"), Hilário Tácito, Raul de Freitas, etc. Em 1917, publicara, de colaboração com Moacir Piza, um folheto intitulado "Galabaro, Libro di saniamento suciali", panfleto de crítica ao cônego Valois de Castro. Intitulava-se, humoristicamente, "Barbieri i giurnaliste mais universale, é també du Cubatô", membro da "Gademia Paulista de di Letteras", sócio do "Palestra Intalia", "Barbieri do Oxiton Luigi", etc. A 13 de maio de 1933, lançou o "Diário do Abaxo Piques", com o programa de "órgano ingapotado do fascismo intaliano i do Oglio di Moscô in Zan Paolo. Giornale profondamente onesto, pulliticamente afará tutto no impussive para stá sempre du lado d'inzimi". Colaborou, em plena ditadura, na "A Manhã", do Barão de Itararé. "A obra de 'Juó Bananére' é mesmo pendant racional da época itálica, da qual parodia o título". "Juó Bananére" é um produto legítimo, mas, antes de tudo, produto completo da velha cidade, do Largo de S. Francisco, da Avenida S. João, do Braz, da Barra Funda. No seu cancioneiro paulistano, tudo isso está presente" (Otto Maria Carpeaux). Bibliografia: "Galabaro", de colaboração com "Antonio Pais" (Moacir Piza) e Voltolino, S. Paulo, s.c.p., 1917, 36x16 cm; "La divina increnca", sátira, Ed. Livraria do Globo. Irmãos Mazzano, S. Paulo, 1924, 134 p.; "La divina increnca", 9a ed.; "Diário do Abaxo Piques. Diário semanale di grande impurtanza. Proprietá di una sociatá anonima completamente disconhecida. Direttore: Cav-Uff. Juó Bananére", S. Paulo, 1933; "Arquitetura nacional", álbum artístico.

Alexandre Salgado Machado - Nasceu a 22 de novembro de 1914 em Pindamonhangaba. Realizou os primeiros estudos em Boituva, os secundários no Colégio Cordimariano em S. Paulo e filosofia e parte dos estudos teológicos em vários colégios. Não concluiu o curso eclesiástico. Dedica-se particularmente ao latim, ao espanhol e ao português, idiomas de sua preferência, sem contar o inglês e o francês. Musicista, tem composto numerosas músicas sacras. Foi professor de português na Escola Normal e no Colégio Estadual "João Gomes de Araújo", na Escola de Comércio "Dr. João Romeiro" e no Ginásio Noturno, de sua terra natal. Colabora nos jornais pindenses. Fez várias traduções de obras dos grandes clássicos latinos. Tradutor, poeta, etc. Bibliografia: "Ad sodales", por Horácio, trad.

Alice Lemes - Nasceu em Pindamonhangaba (1900), onde fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar "Dr. Alfredo Pujol". Diplomou-se pela Escola Complementar de Guaratinguetá. Em 1919, foi nomeada professora da cadeira do Bairro de Ribeirão Grande, no município de Pindamonhangaba. Figura no livro "Pindamonhangaba", de Ataíde Marcondes. Poetisa. Bibliografia: "Entre uma saudade e um sonho...", poesias, S. Paulo, Tip. Irmãos Duprat, 1948, 142 p., 20x15cm.

Antenor Romano Barreto - Nasceu em Pindamonhangaba a 11 de abril de 1892. Fêz os primeiros estudos no Externato Monteiro e Ginásio do Estado de Ribeirão Preto. Professor normalista pelo Instituto de Educação "Caetano de Campos" (1909-1912), bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de S. Paulo (1920-1924); licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de S. Paulo. Foi professor de grupo escolar em Batatais, diretor do grupo de Brodowski e colaborou no plano de extinção do analfabetismo do Dr. Sampaio Dória, em Ribeirão Preto, onde residiu de 1921 a 1931; foi delegado regional do ensino, lente catedrático de Pedagogia do Ginásio Estadual, lente de Português da Escola Normal. Em São Paulo, a partir de 1932, foi assistente técnico do Ensino, chefe de serviço do ensino secundário geral e profissional; professor de Sociologia do Colégio Universitário, assistente da secção de Sociologia Educacional do Instituto de Educação da Universidade de S. Paulo, diretor geral do Departamento de Educação (1940-1941), professor de Sociologia da Escola Normal do Colégio N. S. de Sion; diretor do Colégio Pan- Americano. Tem colaborado em vários jornais do Interior e da Capital. Redator de "Paulistânia"; diretor Geral do Departamento de Educação (1947) pela segunda vez. Foi um dos fundadores do Colégio Bandeirantes e nêle lecionou português, por 10 anos. Sócio titular da Sociedade de Medicina Legal e Criminologia, da Ordem dos Advogados do Brasil. Sócio fundador e vice-presidente da Sociedade de Sociologia, ex-presidente da Sociedade de Psicologia, sócio correspondente do Centro de Ciências e Letras de Campinas, sócio honorário do Grêmio Santa Cecília, de Batatais; sócio honorário da Sociedade de Eugenia da Bolívia, sócio correspondente, para o Brasil, da Sociedade Peruana de Sociologia. Fundador da revista "Sociologia". Colaborador da "Revista Mexicana de Sociologia", ex-diretor do "Diário D'Oeste" e "Diário da Manhã", ambos de Ribeirão Preto. Bibliografia: "Lições em quadro para o combate à anquilostomose", processo de formação de palavras; "Leituras sociológicas", Ed. Revista de Sociologia, 214 p.; "Rússia e Estados Unidos", trad.; "Tipologia de líder", trad.; "Hoje", in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 1952.

Amélia de Godoi Correia - Nasceu em Pindamonhangaba a 21 de maio de 1872. Faleceu nesta capital a 2 de dezembro de 1900. Fez os primeiros estudos no Colégio Andrada, de sua cidade natal. Frequentou, nesta capital, o Colégio Brasília Buarque, fazendo depois o curso da Escola Normal, pela qual se diplomou. Foi professora e mais tarde diretora do grupo escolar de Pindamonhangaba e em São Paulo. Poetisa. Bibliografia: "Versos".

Antonio de Godoi Moreira e Costa - "Antonio de Godói". Nasceu em Pindamonhangaba a 23 de setembro de 1873. Faleceu neta capital a 29 de abril de 1905. Feitos os estudos preliminares e de humanidades, matriculou-se, em 1890, na Faculdade de Direito de S. Paulo. Bacharelou-se em 1894. Quando acadêmico, colaborou em vários jornais e revistas paulistas. Escreveu para a "Revista Literária", de Amadeu Amaral; "Álbum", de Artur Azevedo; e "A Semana" de Valentim Magalhães. Foi delegado do governo federal junto ao Ginásio do Estado, 4o , 2o e 1o delegado auxiliar da capital. Ocupou o cargo de redator-secretário do "Correio Paulistano", que deixou para assumir a chefia da Polícia de São Paulo. Redigiu "O Brasil" (1889) e colaborou no "Gil Braz" (1903) e em "Nova Cruz" (1905). Com Mário Tavares, Elói Chaves e Plínio de Godói, foi redator, ao tempo de estudante, do periódico literário "Viola". No "Correio Paulistano", escreveu uma série de crônicas sob a epígrafe "Naipes de pau" e "Cartões postais". Foi Herculano de Freitas quem o atraiu para esse matutino, que então contava com a colaboração de Amadeu Amaral, Venceslau de Queiroz, Gomes Cardim, Alberto de Sousa e Batista Pereira. Adotou, às vezes, o pseudônimo de "Silvestre da Mata". Foi com o de "Egas Muniz" que assinou as croniquetas de "Cartões postais". Gostava de equitação, pelota, tiro, etc. Poeta, cronista, "conteur" e historiador. "A vida, qualquer que seja,- dizia Goethe - é bela". E a vida de Antonio de Godoi foi belíssima, proveitosa, magnífica (José Augusto Fernandes). "Antonio de Godoi, a meu ver, era mais cronista de que outra coisa. Além disso, como "causeur", poucos havia iguais a êle". (Venceslau de Queiroz). "... uma criatura de alta espécie" (Alcântara Machado). "Nunca quis ser em Letras senão um diletanti" (Antonio Sales). Bibliografia: "Dioguinho. Narrativa de um cúmplice em dialeto", sob o pseudônimo de "Silvestre da Mata", S. Paulo, Ed. Tip. Bentley Júnior, 1903, iv, 182 p., ils, 15x11cm; "Crônicas de Egas Muniz", contos, crônicas, crítica, etc. Com prefácio de Venceslau de Queiroz, S. Paulo, Ed. Carlos Gerke & Rothschild, 1906, 252 p., 22x15cm.; "Poesias", obra póstuma, com prefácio de Antonio Sales, S. Paulo, Ed. Tip. Carlos Gerke & Rotschild, 1906, 49 p.; "Da romaria", in "Sonetos Brasileiros", de Laudelino Freire; também in "Coletânea de Poetas Paulistas", por Eneas de Moura, Rio, Minerva, 1951, p. 58; "Hélade heróica", soneto, in "Poetas Pindenses", por João Martins de Almeida, "Tribuna do Norte", Pindamonhangaba"; "A palmeira" e "Menção", in "Poetas do Norte de S. Paulo", in Inocêncio Candelária, "Gazeta de Mogi". Mogi das Cruzes, 2-12-1951.

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Antonio de Pádua Costa - Nasceu em Pindamonhangaba a 24 de janeiro de 1900. Faleceu a 6 de agosto de 1947. Fez os primeiros estudos no Colégio de sua progenitora. Estudou algumas matérias do curso secundário com o professor Pinto Pestana. Foi, durante cerca de 20 anos, funcionário da E. F. Campos do Jordão e, depois, pertenceu ao quadro de escriturários da Companhia Siderúrgica Nacional. Como jornalista, dirigiu, de 1937 a 1938, a "Tribuna do Norte", de que já era colaborador. Poeta, jornalista, etc. Bibliografia: "Votar em branco", soneto satírico em "Poetas Pindenses", "7 dias", Pindamonhangaba; também in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 23-11-1952; "Lábio de baton", idem.

Antonio Raposo de Almeida - Nasceu em Pindamonhangaba, a 22 de agosto de 1854. Iniciou os estudos de humanidades na Bahia, depois matriculou-se na Faculdade de Direito de Recife. Teve de abandonar o curso acadêmico. Regressou à sua terra natal, começando logo a colaborar no "Pindamonhangabense". Transferindo sua residência para S. Bento de Sapucaí, nessa cidade fundou "O Americano" e "O Liberal", tendo sido vereador, presidente da Câmara e juiz municipal. Em São José do Paraíso, para onde se mudou mais tarde, fundou dois jornais: "Teófilo Otoni" e "Gazeta do Paraíso", tendo ocupado os cargos de delegado de polícia e promotor público. Eleito deputado por Minas Gerais, passou a residir em Pinhal (1887-1888), exerceu as funções de curador geral e juiz-de-órfãos. Fundou "O Pinhalense". Nesta capital, trabalhou posteriormente no "Comércio de S. Paulo", fundou e dirigiu "A Tribuna" e colaborou na "Gazeta" e na "Notícia". Foi também redator de "O S. Paulo". Em Santos, estabeleceu-se como advogado, foi redator-chefe do "Diário de Santos" e, em 1919, lançou mais um jornal: "Santos-Jornal". Membro do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo. Jornalista, historiador, orador, etc.

Ari Silva - Nasceu em Pindamonhangaba a 7 de junho de 1924. Fêz o curso primário no Grupo Escolar "Cel. Almeida", de Mogi das Cruzes. Formado, em 1945, pela Escola Técnica de Comércio Braz Cubas, onde é assistente de Geografia Geral. Foi sucessivamente bibliotecário tesoureiro, secretário, orador e presidente do Grêmio Braz Cubas, da mesma escola. Presidente e orador oficial do Aero Clube. Colaborador da "Gazeta de Mogi" e do "O Liberal". Diretor do mensário "Braz Cubas". Atua também na Rádio Tupi e na Televisão. Membro da Sociedade Paulista de Escritores. Contista, romancista, poeta, etc.. Bibliografia: "Homens e paisagem", contos; "Soneto", in "Poetas Pindenses", por João Martins de Almeida, "7 Dias", Pindamonhangaba.

Armando Gomes de Araújo - Nasceu em Pindamonhangaba a 18 de julho de 1882. Faleceu a 14 de junho de 1950 nesta capital. Filho do maestro João Gomes de Araújo. Iniciou os estudos nos externatos "Aurora" e "Paulista". Formado, em 1898, pela Escola Complementar e, em 1912, pela Escola Normal de S. Paulo, tendo conquistado o prêmio de Pedagogia. Uma vez diplomado pela Escola Complementar Anexa, foi nomeado adjunto do grupo escolar "Joaquim José", de S. João da Boa Vista. Lecionou também no grupo "Dr. Lopes Chaves", de Taubaté, e nas Escolas Reünidas da Lapa e grupo escolar "Maria José", nesta capital. Foi auxiliar e depois diretor das Escolas Noturnas Reünidas. Em 1911, fundou o Externado Normal de Preparatórios. Exerceu o cargo de diretor da Escola Normal Padre Anchieta, Escola Normal, Ginásio Anglo-Latino, Ginásio S. Paulo, Caixa Escolar do Estado; de vice-diretor do Instituto de Educação Caetano de Campos; de diretor fundador do Instituto Musical de S. Paulo, de lente de pedagogia da Escola Normal; de vice-presidente do Centro do Professorado Paulista, inspetor de ensino e secretário da Associação dos Cronistas Esportivos. Como homem de imprensa, fêz parte dos colaboradores da "Cigarra", de Gelásio Pimenta. Teatrólogo, cronista, educador, etc. Bibliografia: "Castelos dourados", burleta, S. Paulo, 1920; "Rosas e espinhos", burleta, S. Paulo.

Baltazar de Godói Moreira - Nasceu em Pindamonhangaba a 13 de janeiro de 1898. Fez os estudos primários no Externato Santo Antônio, de sua cidade natal, e no Grupo Escolar da Barra Funda. Diplomado pela Escola Normal Secundária desta Capital, em 1919. Foi professor primário em Indaiatuba, de 1920 a 1923; diretor das Escolas Reunidas de Piratininga, de 1923 a 1929; diretor de grupo em Marília, de 1930 a 1935 e em Pindamonhangaba, de 1936 a 1938; diretor do Ginásio do Estado em Marília, até 1940. Inspetor escolar na Delegacia de Taubaté. Foi funcionário da Recebedoria de Rendas da Capital em 1916. Tomou parte na Conferência Nacional de Educação em 1929. Como homem de imprensa, pertenceu às redações de "Alto Cafezal", de Marília (1930-1940); "Nosso Jornal", de Caçapava, etc. Vencedor, em segundo lugar, do Concurso de Contos Infantis do Departamento Estadual de Informações e em primeiro no Concurso de Edições Melhoramentos, com "Eu, Serafim e o Zeca". Poeta, pedagogo, autor de livros para crianças, etc. Bibliografia: "Marília, cidade nova e bonita", Marília, Ed. Alcides Lages Magalhães, 1936, 304 p., "Domingo", poesia, 2a. Série, pp. 154-155; "Deslumbramento", poesia, 3a. Série, p. 47-48; "Eu, Serafim e o Zeca", literatura infantil, obra premiada pela Companhia Melhoramentos, S. Paulo, Ed. Melhoramentos, 1950.

Benedito Marcondes César - Nasceu em Pindamonhangaba, a 10 de abril de 1897. Fez os primeiros estudos no Colégio Santo Agostinho. Formando em farmácia no Rio de Janeiro, voltou à terra natal, onde ocupou o cargo de lente da Escola de Farmácia e Odontologia (1915). Mais tarde, resolveu fazer, também, o curso médico. Retornou à capital da República, diplomando-se pela Faculdade de Medicina em 1921. Obteve ao mesmo tempo o grau de bacharel em ciências e letras pelo Colégio Pedro II. Poeta desde os 13 anos de idade, escreveu vários volumes de versos; com 18 publicou o seu primeiro livro, "Musa dos vinte anos". Transferindo-se para Guararema, abriu consultório clínico. Clinicou nesta capital e em várias cidades do Estado. Redigiu jornais pindamonhangabenses. Contista, teatrólogo, biógrafo, etc. Bibliografia: "Musa dos vinte anos", versos, 1917; "Violino", versos, 1918; "Bélgica, coroada de espinhos", poemeto, 1919; "Verônica", romance, 1921; "Guiso de cascavel", contos, 1928; "Angústia", versos; "Antigamente", versos; "Eleutério", poema sobre a revolução paulista; "Epopéia de sangue e fogo", idem; "Estácio de Sá", história da fundação do Rio de Janeiro; "Flor de samambaia", romance; "Interlagos", idem; "Maringá", idem; "Destinos", idem; "Tudo pode acontecer", idem; "Canto do cisne", comédia; "Foi", idem; "Ausência", idem; "O morcego", tragédia; "Perdoa-me", versos; "A filha do humorista", drama; "Trapos", versos; "Machiavel, drama histórico; "Barão Homem de Melo", estudo biográfico; "Getúlio perante a história", "O Teatro no Brasil"; "O rio das Mortes", geografia; "Jornalismo, crônicas e artigos"; "Herança mórbida"; "Psicoses modernas"; "A falta de educação sexual das moças brasileiras"; "O gênio retardatário do Padre Vieira"; "O desvio de atenção em Guerra Junqueiro"; "Atenuantes e agravantes", direito; "Dosagens dos sais", química; "Analogia entre vegetais e animais", história natural; "Telhados de vidro", versos humorísticos e satíricos publicados em 1923.

Benedito Marcondes Homem de Mello - Nasceu em Pindamonhangaba, a 10 de abril de 1835. Faleceu a 25 de outubro de 1890. Pertenceu, como politico, ao Partido Liberal. Foi, em 1860, nomeado major da Guarda Nacional, sendo, mais tarde, promovido a tenente-coronel. Dedicou-se às letras, tendo deixado vários trabalhos inéditos. "Foi um dos pindenses que mais se distinguiram entre os de sua geração" (Ataiel Marcondes). Bibliografia: "Dicionário geográfico da Província de S. Paulo", inacabado; "Almanaque Literário de 1877", S. Paulo, 1877.

Benedito Salgado da Silva - Nasceu em Pindamonhangaba a 21 de julho de 1888. Faleceu nesta capital a 4 de dezembro de 1930. Adotou o sobrenome do pai de criação, dr. José Antonio Vieira Salgado, passando a assinar-se "Benedito Salgado". Veio, em 1890, para esta capital onde iniciou os seus estudos, fazendo exames parcelados de 1908 a 1909. Abandonando os preparatórios, dedicou-se, por algum tempo, ao comércio. Em 1913, matriculou-se na Faculdade de Direito de S. Paulo, bacharelando-se em 1917. Colaborou na "Revista da União Farmacêutica", sob o pseudônimo de "João dos Anzóis". Consagrou-se ao magistério particular, tendo sido professor de português no Instituto Médio Dante Aleghieri. Estudioso, possuía uma biblioteca de mais de oito mil volumes. Conhecia latim e grego. Poeta. Bibliografia: "Versos escolhidos"; "Microcosmo", sonetos, S. Paulo, Ed. Liceu Coração de Jesus, 1924; "Velha lenda" e "O intelectual", in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 20-1-1952.

Berta Celeste Homem de Mello - Nasceu em Pindamonhangaba, a 21 de março de 1915. Fez o curso pri-mário no Grupo Escolar "Dr. Alfredo Pujol", sendo farmacêutica na Escola de Farmácia e Odontologia local. Com o pseudônimo de "Condessinha", tem escrito várias crônicas e poesias para emissoras do Rio de Janeiro e de S. Paulo. Colaboradora d'"O Malho", do "Jornal das Moças", etc. assinando seus versos em estilo sertanejo com o pseudônimo de "Condessinha" e os de outros gêneros de "Celes". Sua poesia "Siá Rita", composta de 36 versos de 8 sílabas, foi gravada em disco Odeon. Autora da tradução, vencedora em concurso, da saudação "Happy birthday to you" (Parabéns a você), gravada no Brasil e em Portugal. Valdomiro Lobo gravou em disco sua "Capelinha do Arraiá". Bibliografia: "Siá Rita", poesia, gravada em disco; "Ruínas", em "Poetisas Pindenses", "7 Dias", Pindamonhangaba.

Do Livro "Dicionário de Autores Paulistas", São Paulo, 1954, de Luis Correia de Melo.

 
 
 
 
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