Nº 59 | setembro / outubro 2014
Artes

Marina Colasanti abriu II Jornada Literária do Vale Histórico | Da Redação

De 30 de setembro a 3 de outubro, o Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais, a Academia de Letras de Lorena e o Projeto Vale Lendo realizaram, pelo segundo ano consecutivo, uma Jornada Literária de programação diversificada e voltada para todos os públicos, gratuitamente.

Sob coordenação de Daniel Munduruku, o evento contou com o apoio de empresas privadas e da prefeitura local.

O tema deste ano, "As linguagens da Literatura Infantil e Juvenil", congregou autores respeitados no cenário literário e um público significativo de professores da educação básica interessados em colher novos saberes que possam orientar suas práticas docentes.

A abertura, no auditório do Centro Unisal de Lorena, ficou por conta da escritora ítalo-brasileira Marina Colasanti, autora de dezenas de livros e ganhadora do Prêmio Jabuti de 2010, pelo livro Passageira em trânsito.

O tema de sua palestra magna, proferida no dia 30 de setembro, foi "A magia dos contos de fada na literatura". Em um modelo diferente de apresentação, Marina esbanjou simpatia e respondeu as "provocações" de seu entrevistador demonstrando uma admirável capacidade de análise, com uma organização mental e uma clareza de exposição que a todos encantou.

Paulo Lins, autor de A Cidade de Deus, também se fez presente. No dia 10 de outubro, ele e Ferréz, autor de Capão Pecado, debateram "A literatura da periferia ou a periferia da literatura".

Paulo Lins e Ferréz falaram de suas trajetórias pessoais, de como se tornaram escritores, dissentindo sobre as conquistas e rumos da literatura "marginal" no Brasil. Ferréz não poupou farpas aos que considera escritores ruins, medíocres, mas que ainda assim são publicados.

Na quinta-feira, dia 2 de outubro, foi a vez de Rogério Andrade Barbosa, Matê, Heloísa Pires Lima e Jô Oliveira alimentarem uma roda de conversa "Sobre Literatura e Ilustração Infantil e Juvenil".

Para o último dia da jornada, à tarde, o tema "Políticas públicas para o livro, a leitura e a literatura", tendo Valnei Canônica, do Instituto C&A, como convidado, foi apresentado e discutido com dirigentes educacionais e representantes do poder público.

Ao escritor Luiz Percival Leme Brito, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOP), coube a palestra magna de encerramento com o tema "Que nos passa quando lemos? Literatura e formação".

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Show com o violonista Robson Miguel, nome de projeção internacional da música brasileira, encerrou as atividades.

Não poderia ficar sem nota, como um ponto importante desta II Jornada Literária, a iniciativa de Daniel Munduruku, através do Instituto UK'A, de inaugurar uma biblioteca comunitária em um bairro carente da cidade de Lorena.

Munduruku reformou e disponibilizou uma casa de sua propriedade, na Rua Guaicurus, 54, na VilaHepacaré, para transformá-la em um ambiente cultural voltado para a literatura e a leitura. A biblioteca, que se organiza em torno da temática indígena, reúne mais de 1000 títulos de obras de referência e literárias reservando espaços para a literatura infantil e para audiovisuais.

O nome do escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós foi o escolhido para patrono da biblioteca que tem a proposta diferenciada de permitir que o leitor até mesmo se aproprie do livro. "O objetivo é que o livro circule", diz Munduruku.

Como parte do evento, foram convidados autores e ilustradores de literatura infantil e juvenil para visitarem escolas de Guaratinguetá e Lorena cujos alunos foram previamente preparados para recebê-los.

Foram eles: Conceição Molinaro, Cristino CristinoWapichana, Heloísa Pires Lima, Jô Oliveira, Matê e Rogério Andrade Barbosa.

Quem pôde acompanhar a segunda edição da Jornada Literária do Vale Histórico atestou sua qualidade e a importância do trabalho de seus organizadores. Que venha a terceira!
 
 
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