Nº 57 | maio / junho 2014
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Publicações do bimestre | Da Redação

Sementes Divinas



Bacharel em Biblioteconomia e Documentação, a professora Lindalva Galvão é estreante literária com o livro Sementes Divinas, editado pela Lighthouse.

Autobiográfica, a obra, em seus quatro capítulos e 164 páginas, está matizada por relatos feitos a partir de sua ótica sociocultural e pelas interpretações que faz acerca de questões cotidianas e vivenciais que perpassaram sua vida.

Jacob Pétry, na quarta capa do livro, assim diz:

"Tive o prazer enorme de ler (Sementes Divinas) quando ele ainda era um simples manuscrito. A obra é fantástica.

Lindalva começa com sua história de vida, dando-nos a sensação de que é uma biografia. Mas logo percebemos que ela vai muito além, fazendo incursões com ideias, conceitos e reflexões profundas sobre temas como racismo, relações familiares, dificuldades financeiras, entre muitos outros, dando-nos uma visão singular e sábia de como lidar com eles.

O texto é envolvente e persuasivo. Em cada página há uma grande lição de vida que só pode nos ser dada por alguém que já superou obstáculos que até então, para muitos pareciam intransponíveis. Lindalva Galvão tem uma extraordinária história de vida. E antes de ser escrita, foi esculpida por uma série de adversidades. Se para muitos, essas adversidades servem de desculpas, para Lindalva serviram de matéria prima para construir uma vida de grandeza. Se você quer uma história que lhe inspire e um exemplo de como superar as dificuldades da vida com humildade e grandeza, esse livro é para você".

Sementes Divinas é um livro escrito de coração aberto para mentes livres.

O lançamento aconteceu no Museu Frei Galvão, em Guaratinguetá-SP.


Contos e Causos do Zé Mirinha



Fruto do desejo de celebrar a memória do Mestre Zé Mira e valorizar a cultura popular, Contos e Causos do Zé Mirinha foi lançado no dia 25 de abril, na Casa de Cultura Caipira Zé Mira, em São José dos Campos-SP.

A autora do livro de contos Lá em cima do piano tem um copo de veneno, Itamara Moura, lançou sua primeira obra voltada ao público infanto-juvenil.

Zé Mira foi um dos últimos representantes do tropeirismo no Vale do Paraíba e sua atuação como agente cultural, tocador de viola e mestre de folia de reis tornou-o símbolo de nossa cultura popular. Querido por todos, Zé Mira chamava atenção por conta de seu entusiasmo em compartilhar suas histórias e experiências, e foi assim que o contador de causos relatou à autora passagens de sua vida em que revela os valores e características que o tornaram o Mestre generoso que foi.

Com a leveza que lhe é peculiar, Itamara Moura recria a infância de Zé Mirinha e reforça a importância do tropeirismo para a formação de nossas cidades, aborda aspectos da escravidão e suas consequências, e valoriza a importância do respeito à variação linguística e da garantia do direito de todas as crianças à educação e ao carinho.

O livro conta com as ilustrações do artista plástico João Francisco Paes e foi editado pela autora em parceria com Luiz Carlos de Mira, autor do poema “A viagem”, que encerra o livro com uma homenagem a seu pai, falecido em 2008.

Contos e Causos do Zé Mirinha nos remete a um imaginário genuinamente brasileiro, encantando adultos e crianças com todas as cores e sabores das histórias bem contadas.

Sobre a autora diz o poeta Paulo Nubile: "Itamara Moura não fez segredo. Estagiou com dona Benta, Narizinho e Emília. Quando criança conseguiu arrancar dois pelos da pestana de Monteiro Lobato".

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Jaula invisível



Dia 31 de maio, em Pindamonhangaba-SP, aconteceu o lançamento do segundo livro do jovem poeta William Castilho.

Em Mãos Machucadas, seu livro de estreia, o poeta iniciante deu vazão ao clássico eulírico: aquele que fala de sentimentos como o amor e a saudade e tira do próprio coração a matéria-prima de seus poemas.

Nesta segunda obra, o poeta se coloca como porta-voz do seu tempo; desvia os olhos do mundo interior para olhar atento o mundo ao seu redor. E percebe, revoltado, as grades e correntes que oprimem e pesam sobre os homens – grilhões que o sistema forja dia a dia nas oficinas de um capitalismo cada vez mais exacerbado.

“Chegamos a um ponto de saturação”, diz o texto que ilustra a orelha do livro. “Pessoas saem às ruas, protestam, se rebelam, lutam. Uma luta, talvez, para a qual todas as armas, como diria Leminski, sejam buenas.

Todas: piedras, noches, poemas. Eis William Castilho, armado com os seus.”

A noite literária contou com sarau e apresentação musical da banda Lumens. Prestigiando o autor encontravam-se amigos e familiares. Presente também o editor Tonho França, um dos responsáveis pela editora que publicou livro do William: a PENALUX.

No formato 14cm x 21cm, Jaula Invisível foi lançado pelo selo Lampejos e traz, nas suas bem cuidadas cem páginas em papel pólen bold, um autor mais maduro e hábil no trato com as palavras.
 
 
 
 
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