Nº 57 | maio / junho 2014
Panopticum

Vale Paraibanos no Dicionário de Escritores Paulistas | Da Redação

JAMBEIRO



Carlos Ortiz – Nasceu a 31 de julho de 1910. Fêz os estudos primários no grupo escolar de Tremembé e os de humanidades clássicas, filosofia e teologia no Seminário Episcopal de Taubaté. Cursou Letras Neolatinas na Faculdade de Filosofia de S. Paulo. Tonsurado, dedicou-se ao magistério secundário e superior, lecionando línguas neolatinas, retórica, literatura e canto gregoriano no próprio Seminário Episcopal em que se formou. Fundou, em 1940, na cidade de Taubaté, o Instituto de Filosofia. Deixou a carreira eclesiástica, publicando, em 1946, o seu “Romance de um pároco”. Daí por diante, dedicou-se às letras e ao jornalismo nesta Capital, exercendo, também, o magistério, como professor de Economia Política, Línguas, Filosofia e Literatura. Disputou em concurso o cargo de crítico cinematográfico da “Fôlha da Manhã”, onde colabora quase diariamente. Um dos animadores do movimento de cine-clubes que se desenvolve na Capital e no interior do Estado de S. Paulo. Em 1949, fundou o Seminário de Cinema do Museu de Arte, que dirige. Aí se administra um curso completo e sistemático de história, estética e técnica cinematográfica. Dirigiu o filme “Alameda da Saudade, 113”, produção da Bandeirante e Lotus Filmes Ltda. Versado em grego, italiano, inglês e hidiche, fêz várias traduções nesses idiomas. Romancista, ensaísta, crítico literário e cinematográfico, antologista, poeta, tradutor, conferencistas, etc.
Bibliografia: “O padre na idade nova”, ensaio religioso; “O Cristo total”, idem; “Ação católica e jocismo”, idem; “Catecismo da ação católica”, idem; “As riquezas à luz de S. Tomaz de Aquino”, idem; “Romance de um pároco”, S. Paulo, Brasiliense, 192 p., 19x13 cm.; “Antologia judaica”, S. Paulo, Ed. Rampa Ltda., 1948; “Cartilha de cinema”, S. Paulo, Agência Editora Iris, 1949, 30 p., 23x16 cm; “A leis”, de Platão, trad. do grego; “A fuga de Luís XVI”, por Cesare Giardino, trad. do italiano; “A grande conspiração”, por Syers e A. Kahn’ trad. do inglês, S. Paulo, Brasiliense, 1947, 434 p., 21x14 cm.; “A mãe”, por Scholem Asch, trad. do hidiche, S. Paulo, Editôra Rampa.

Edgar Barbosa de Barros – “João Rialto” – “Jean Grimace” – “Alfio Castelo” – Nasceu a 30 de novembro de 1880. Fêz os estudos primários em Rezende e Niterói, onde, no Ateneu Fluminense, freqüentou o curso de humanidades, tendo feito exames parcelados no Colégio Pedro II. Formado pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Foi sub-diretor dos Telégrafos, do Distrito Federal (1932-1933). Aposentou-se em 1939. Passou então a dedicar-se exclusivamente à literatura, colaborando na “Careta”, onde, sob os pseudônimos de “João Rialto” e de “Jean Grimace”, tem publicado sonetos humorísticos, comentários, etc. Abriu nessa revista carioca as secções “Gramática a varejo” (estudos de linguagem) e “Gaveta de cartas” (crítica literária). Aí, além dos trabalhos originais em português e francês, publica traduções de poesias espanholas, francesas, italianas, inglesas e alemãs. Colaborou no “Journal Telegraphique” de Berna. Em 1947 começou a estampar o romance “Número ímpar”, a que se seguiu, sob o pseudônimo de “Alfio Castelo”, a novela “Estação de águas”. Poeta, romancista, teatrólogo, crítico, humorista, tradutor, etc.
Bibliografia: “Memórias históricas dos telégrafos no Brasil”, Rio, 1908, 120 p. ils. trabalho premiado pela Diretoria dos Telégrafos; “Convenção telegráfica internacional e respectivo regulamento”, trad., Rio, 1908; “Handbook for Wireless Operators, trad., Rio, 50 p.; “Guia telegráfico”, Rio, 1911, 460 p.; “Memória” (texto inglês) sôbre as comunicações telegráficas inter-americanas, apresentada à Conferência Financeira de Nova York, Rio, 1919, 20 p.; “Projeto de regulamento para a R. G. dos Telégrafos”, Rio, 1923; “Apontamentos para a representação do Brasil na Conferência Inter-americana de Comunicações Elétricas”, no México, Rio, 1924; “Manual de Contabilidade para uso da R. G. dos Telégrafos”, Rio, 1930, 124 p.; “Programa para as duas cadeiras de Contabilidade Pública e de Economia Política e Finanças”, Rio, 1934; “Número ímpar”, romance, Rio, 1947-1948, 200 p.; “Estação de águas”, romance sob o pseudônimo de “Alfio Castelo”, Rio, 1949.


JATAÍ



Crisanto Siqueira – Nasceu em Jataí, município de Cachoeira, depois Valparaíba e hoje Cachoeira Paulista, a 10 de março de 1913. Primeiros estudos na Escola Môdelo anexa ao atual Colégio e Escola Normal Estadual “Conselheiro Rodrigues Alves”, de Guaratinguetá, e no Curso Primário anexo ao Ginásio “Nogueira da Gama”. Contador diplomado pela Escola de Comércio “Antônio Rodrigues Alves”. Professor de inglês desde 1932 (Ginásio Municipal de Pindamonhangaba), na Escola de Comércio “Antônio Rodrigues Alves” e na Escola Técnica de Comércio “Dr. João Romeiro”; e, mediante concurso, da Escola Normal e no Ginásio Estadual. Aperfeiçoamentos nos Estados Unidos, no Peabody College, de Nashville, Tennessee e na Universidade de Indiana, de Bloomington, Indiana (Bolsa de estudos obtida em 1945, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, por ocasião do quinto seminário de verão para professores de inglês, ali realizado). Seus trabalhos em prosa e verso, originais e traduções, têm sido publicados em vários jornais e revistas: “O Estudante”, “Correio Popular”, “Correio Paulista”, “O Grêmio”, “O Eco”, “A Cruzada”, “O Pensamento”, “O Paraíba”, de Guaratinguetá; “A Cidade”, de Aparecida do Norte; “A Tribuna do Norte”, de Pindamonhangaba; “The Times of Brasil”, de São Paulo. Membro da Sociedade Paulista de Escritores.
Bibliografia: “Breviário de gramática inglesa”.


LAVRINHAS



Vasco de Castro Lima – Nasceu a 22 de dezembro de 1905. Foi aluno interno do Ginásio S. Joaquim, de 1919 a 1924. Formado em Ciências e Letras, trabalhou no escritório de Cruzeiro da Rêde Mineira de Viação, de que se tornou secretário (1930-1936). Passou-se, depois, para Belo Horizonte, onde permaneceu, no mesmo cargo, de 1936 a 1943. Deixou, então, a Rêde e ingressou na Companhia do Vale do Rio Doce. Fêz sempre jornalismo, tendo sido redator do “Estado de Minas” e do “Diário da Tarde”, redator chefe da revista “Alterosa”, redator secretário da “Gazeta de Notícias”, etc. Poeta.
Bibliografia: “Inquietude”, versos, 1940; “Cascata de ilusão”, versos.


LORENA I



Adoasto (de) Godói (Amador Bueno, Carlos Eduardo, João Episcopo) – “Carlos Eduardo”. Nasceu a 29 de maio de 1884. Faleceu a 15 de janeiro de 1940. Em 1903, transferiu-se para a capital da República, tencionando prosseguir nos estudos. Era formado pela Escola Normal de São Paulo. Dedicou-se, porém, ao jornalismo, depois de trabalhar, por algum tempo, como escriturário da Estrada de Ferro Central do Brasil. Entrou, a seguir, para “A Imprensa”, de Alcindo Guanabara, onde, sob o pseudônimo de “Carlos Eduardo”, escreveu uma série de crônicas literárias. Foi redator-chefe da “Revista Contemporânea”, que se fundou, no Rio, em 1918. Em 1917, lançou, com Antônio Tôrres, “Da Correspondência de João Epíscopo”, publicada no ano anterior pela “Gazeta de Notícias”, sendo 6 cartas de sua autoria e 15 do panfletário de “Razões da Inconfidência”. Pertenceu, com êste, Efigênio Sales, Borges Carneiro, Alberto Ramos, Dermeval Lessa, Joaquim Sales, etc., ao “Grupo dos Pilotos”, que se reunia boêmiamente no “Bar Nacional”. Gastão Cruls, em seu livro, “Antônio Tôrres e seus amigos”, diz que “Tôrres e Godói não foram apenas co-autores de um livro, mas dois amigos que cedo se entenderam e para logo se tornaram inseparáveis”. Quando o escritor mineiro enfrentou Paulo Hasslocher em duelo, depois de uma polêmica acerba, escolheu-o para padrinho, em companhia de Efigênio Sales e Gastão Cruls. Não dispensava o monóculo. “Temperamento iconoclástico, andava a chasquear de tudo e de todos”, “... estilo leve e elegante, de um sabor eciano” (Gastão Cruls).
Bibliografia: “Da correspondência de João Epíscopo, de parceria com Antônio Tôrres”, Rio, 1917.

Aldo Mário Cochrane de Azevedo – Nasceu a 22 de outubro de 1898. Estudou no grupo escolar “Gabriel Prestes”, tendo feito o curso secundário no Ginásio “S. Joaquim”, de sua cidade natal. Formado, em 1918, pela Escola superior de Mecânica e Eletricidade de S. Paulo. Foi secretário da Estrada de Ferro de Santa Catarina (Blumenau), em 1919-1920; engenheiro da Companhia Telefônica Brasileira (Rio), em 1921; engenheiro da Companhia Construtora de Santos, em 1921-1929; diretor da Federação das Indústrias, em 1930; diretor da Associação Comercial, em 1933; deputado classista, em 1936-1937; diretor geral do Departamento do Serviço Público, em 1942; diretor superintendente da Fábrica Japy S/A, de 1929 a 1943. Participou do Conselho de Expansão Econômica, tendo fundado o Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT). Um dos fundadores da Academia de Ciências Econômicas e da Sociedade “Amigos da Cidade”. Fêz parte do Conselho de Administração da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, de que se tornou diretor-presidente (1946). Membro da Associação Paulista de Imprensa, Associação dos Geógrafos Brasileiros, Instituto Genealógico Brasileiro etc. Colabora assìduamente em diversas revistas e jornais. Ensaísta, sociólogo, economista, historiador etc.
Bibliografia: “Harmonia da vida: uma interpretação otimista do mundo em que vivemos”, Rio, Freitas Bastos, 1938, 334 p., 20 cm.; “O Serviço de Prevenção contra Acidentes”, S. Paulo, Pocai, 1939, 27 p., 23x16 cm.; “A guerra, o Brasil e o “nós queremos”, S. Paulo, IDORT, 1943, 131 p., 20,5x14 cm.; “Excelsior ou Human Destiny”, S. Paulo, Impressora Brasileira, 1948, 183 p., 24x16 cm.; “Introdução ao livro “Aplicações práticas da democracia””, por George Bernard Huzzar, trad. de Moacir N. Vasconcelos, S. Paulo, Lep., 1948, 171 p., ils., 19x13 cm.; “Cinco lições de economia racional”, trad., S. Paulo, IDORT, s/d.

Antonio Nogueira de Sá – Nasceu a 9 de outubro de 1896. Fêz o curso secundário no Ginásio s. Joaquim, de sua cidade natal, e no Colégio Brasil, de Ouro Fino (Minas). Prestou exames parcelados, matriculando-se, em 1930, na Faculdade de Direito de S. Paulo. Colou grau em 1934. Conquistou, durante o curso acadêmico, o prêmio de sociologia “Almeida Júnior”, com a monografia “O tipo social paulista”. Entrou para o serviço público do Estado, em 1918, tendo sido, de 1916 a 1917, secretário da Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba. Serviu, também, no Instituto de Higiene. No antigo Serviço Sanitário e, depois, no Departamento de Saúde fêz a sua carreira até atingir o cargo de Consultor Jurídico. Redator dos “Arquivos de Higiene e Saúde Pública”, que organizou, e colaborador da “Revista do Arquivo Municipal”. Nomeado técnico de administração do Instituto de Administração da Universidade de S. Paulo, aí exerceu a chefia do setor de direito (1946), passando, mais tarde, para as funções de Consultor Jurídico da Secretaria da Fazenda e da Assessoria Técnico-Legislativa, onde já servia em 1947.
Bibliografia: “O tipo social paulista”, monografia, S. Paulo, 1933; “Direitos fundamentais do funcionário público”, S. Paulo, 1933; “Em prol do funcionalismo público”, estudos, S. Paulo, Instituto de Administração, 1934, 79 p.; “O funcionalismo público no ante-projeto da Constituição Paulista”, S. Paulo, Imprensa Oficial, 1936, 305 p.; 23x18 cm.; “Do controle administrativo sôbre as autarquias”, S. Paulo, Ed. Leia, 1952. Pág. 545.

Antonio Soares Romeu – Nasceu a 3 de março de 1886. Fêz o curso ginasial nesta capital. Formado, em 1912, pela Escola Politécnica de S. Paulo. Foi logo a seguir contratado para dirigir a repartição de obras municipais de Ribeirão Prêto, tendo exercido o cargo de engenheiro municipal e diretor de obras, de 1913 a 1923. Substitui o preparador de física e química no Ginásio do Estado, local, em 1910. Como substituto, regeu a cadeira de mecânica e astronomia. Como catedrático, de 1923 a 1933, a de física e química. Foi, em 1934, professor interino de física da Escola Politécnica. Encarregado dos cursos de geometria e física da sub-secção de ciências naturais da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de S. Paulo. Colaborador da “Revista Politécnica”, da “Machinary”, de Londres, etc.
Bibliografia: “Geometrie à un nombre quelconque de dimensions”, ampliação à obra de Paulo Gomide Furtado.

Aroldo Edgar de Azevedo – Nasceu a 3 de março de 1910. Estudou, primeiro, em sua cidade natal, tendo freqüentado as aulas do Grupo Escolar “Gabriel Prestes”. Concluiu os preparatórios na Escola Municipal “Medeiros e Albuquerque” e “Instituto Lafaiete”, do Rio de Janeiro. Formado, em 1931, pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Também diplomado em Geografia e História (20-2-1940) pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Iniciou a sua carreira no magistério público como professor da Escola Normal Livre Patrocínio S. José, de Lorena. Lecionou, depois, no Instituto Lafaiete. Em 1935, foi nomeado para exercer, interinamente, o cargo de professor de geografia e cosmografia da Universidade de S. Paulo. Leciona no Instituto Superior de Filosofia, Ciências e Letras “Sedes Sapientiae”, na Faculdade de Filosofia de Campinas, etc. Fêz parte do IX e X Congresso Brasileiros de Geografia (1940-1943). Fundador, com o professor João Dias da Silveira, do Centro de Estudos “Delgado de Carvalho”, anexo à Faculdade de Filosofia. Redator e colaborador da “Gazeta do Rio”, “O Malho”, “Revista de Estudos Jurídicos e Sociais”, “Boletim Geográfico”, “O Município” “Lorena-Jornal”, etc. Catedrático de Geografia do Brasil na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de S. Paulo. Doutor “honoris causa” do Conselho Universitário de Bordéus. Membro efetivo da Associação dos Geógrafos Brasileiros, Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo, American Geographical Society, Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, Association des Geographes Français e Instituto Histórico e Geográfico de Campinas. Geógrafo, pedagogo e sociólogo.
Bibliografia: “Geografia humana”, Biblioteca Pedagógica Brasileira, S. Paulo, 6, Cia. Editora Nacional, 1934, 302 p.; “Geografia para a 4.ª série secundária”, S. Paulo, Biblioteca Pedagógica Brasileira, Cia. Editora Nacional, 1935, 416 p.; “Geografia para a segunda série secundária”, S. Paulo, Biblioteca Pedagógica brasileira, Cia. Editora Nacional, 1936, 348 p.; “Geografia para a terceira série secundária”, S. Paulo, Biblioteca Pedagógica Brasileira, Cia. Editora Nacional, 1936, 348 p.; “Geografia para a primeira série secundária”, S. Paulo, Biblioteca Pedagógica Brasileira, Cia. Editora Nacional; “Corografia de S. Paulo para o curso comercial”, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1938, 296 p., 15,5 cm.; “Geografia para o curso comercial”, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1939, 381 p.; “Monografias regionais”, São Paulo, S. Paulo Ed., 1943; “Geografia do Brasil”, 1944, 2 vols.; “A região de Joazeiro e Pretrolina”, S. Paulo, Faculdade de Filosofia, 1946, 36 p., ils., mapa, 24x16 cm.; “Geografia das crianças”, S. Paulo, 1947; “Geografia física, de acordo com o programa da primeira série do concurso colegial”, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1947, 398 p., ils., mapa, 22x14 cm.; “Regiões e paisagens do Brasil”, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1952.

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Celina de Azevedo Castro e Santos – Filha do dr. Arnolfo de Azevedo. Nasceu a 9 de setembro de 1892. Consta das “Páginas Seletas”, de Silveira Bueno. Poetisa.
Bibliografia: “Cenas e comédias”; “O garoto e um punhado de versos”.

Edith de Lorena – Aos seis anos, matriculou-se no Instituto Nacional de Música (classe de piano), tendo sido aluna de Barroso Neto. Terminado o curso, obteve medalha de ouro e, depois, um prêmio de viagem à Europa, para o seu aperfeiçoamento. Fêz o curso de maestrina com o Professor Francisco Braga. Matriculou-se no curso de Arte Dramática, sob a direção de Coelho Neto, e aí estudou dicção, literatura e arte cênica. Frequentou também a Escola Normal, que abandonou ao terminar o 3.º ano. Fêz curso de ballet com Mademoiselle Villar e ingressou no Corpo de Baile de Teatro Municipal. Alguns meses depois, tornou-se aluna de declamação de Margarida Lopes de Almeida, que substituiu quando de sua viagem à Europa. Mais tarde, resolveu percorrer o Brasil dando recitais. Em Curitiba, foi convidada para inaugurar o Teatro Avenida. No Rio, fundou um curso completo de arte, que funciona no Centro Paulista, a que chamou “Curso Alberto Nepomuceno”. Fixou-se na Capital, onde dirige o Instituto de Cultura Artística. É conselheira da “Associação Coral e Sinfônica de S. Paulo”, onde exerce o cargo de Mediadora Artística.
Bibliografia: “A arte de declamar”, “Teatro”, comédias.

Eny Autran Ribeiro – Nasceu em Lorena, onde fêz os estudos primários e secundários. Dedicou-se ao teatro e á poesia. Recentemente, estreou-se como autora, publicando “Descalça”. Atriz e Poetisa.
Bibliografia: “Descalça”, versos.

Frederico da Silva Ramos – Nasceu em Lorena, onde fêz os primeiros estudos. Professor normalista. Pertenceu a várias associações religiosas.
Bibliografia: “Bandeiras Lorenenses”; “Dicionário da língua portuguesa”, de colaboração.

Hugo Di Domenico – Nasceu a 4 de agosto de 1914. Fêz o curso primário no Grupo Escolar “Conde Moreira Lima” e o secundário no Ginásio S. Joaquim. Matriculou-se, a seguir, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo colado grau em 1936. Exerce a profissão na cidade de Taubaté como clínico geral e cirurgião. Médico do Hospital Santa Isabel e do Dispensário Felix Guisard. Membro da Associação Paulista de Medicina, secção de Taubaté. Ex presidente e membro fundador da Sociedade de Cultura Geral de Taubaté. Autor de numerosos trabalhos esparsos em revistas e jornais, tanto de caráter cientifico como filosófico e literário. Foi sob sua presidência que a Sociedade de Cultura Geral de Taubaté promoveu o concurso de sonetos para poetas nascidos ou radicados no Vale do Paraíba. Poeta.
Bibliografia: “Manual prático de ondas curtas em medicina”, de parceria com G. Lapawa.

Jair Rocha Batalha – Nasceu a 25 de abril de 1914. Cursou o Ginásio Paulistano. Diplomado, em 1941, pela Faculdade de Direito da Universidade de S. Paulo. Colaborador do periódico de cultura “Paiquerê”. Historiador.
Bibliografia: “Gaspar Vaz, o fundador de Mogi das Cruzes, na conquista do Guairá”, história, in “Paiquerê”, Mogi das Cruzes, 2: 35-37, 1951.

Jerônimo de Aquino Araújo – Nasceu a 8 de novembro de 1880. Diplomado, em 1915, pela Escola Normal Conselheiro Rodrigues Alves, de Guaratingueta, da qual se tornou professor de português em 1917. Em 1932, foi nomeado catedrático dessa disciplina, passando a lecionar, também, no Colégio Estadual Rodrigues Alves. Lente de português no Ginásio Nogueira da Gama, a partir de 1920. Em 1908, cooperou para a feitura da segunda edição do “Dicionário da Língua Portuguesa”, de Cândido de Figueiredo. Colaborou no “Correio Paulistano”, “Fôlha da Manhã”, “A Gazeta”, etc. Secretariou o “Correio Popular”, que se publicou em Guaratinguetá. Ultimamente, tem colaborado na revista “Investigações” e “Estado de S. Paulo”. Membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo, da Sociedade Paulista de Escritores, presidente da Comissão Municipal de Bibliotecas, etc. Poeta, ensaísta, lexicólogo, pedagogo, etc.
Bibliografia: “Apontamentos de gramática e estilo”, primeira série, S. Paulo, Ed. “Revista dos Tribunais”, 1940, 172 p., 19x13 cm.

Joaquim José Moreira Lima Júnior (Conde) – “Conde de Moreira Lima”. Nasceu a 11 de junho de 1842. Faleceu a 2 de julho de 1926. Bem cedo se dedicou à vida comercial, como auxiliar de seu pregenitor. Depois negociou por sua conta, matriculando-se ao Tribunal do Comércio do Império. Tornou-se grande fazendeiro de café nos municípios de Lorena. Pindamonhangaba, Cruzeiro, Areias, Silveiras e Barreiro. Foi agente postal, quando as agências dos correios eram antes mercês de que cargos públicos. Sucessivamente desempenhou os cargos de eleitor geral e especial, terceiro suplente de delegado de polícia, juiz de paz e suplente de juiz municipal e de órfãos. Em 1870, fundou o “Recreio das Famílias”, de que foi diretor. Residiu no Rio. Era agraciado com a Ordem da Rosa e comendador de S. Gregório Magno. Historiador.
Bibliografia: “Pró-memória”, história da igreja de S. Benedito, de Lorena, 1918.

José Augusto César – Nasceu a 18 de fevereiro de 1879. Faleceu a 20 de fevereiro de 1938. Fêz os primeiros estudos no Colégio Diocesano de S. Paulo. Freqüentou o Curso Anexo da Faculdade de Direito, pela qual se formou em 1898. Advogou nesta capital e em Brotas. Nesta cidade foi companheiro de escritório do dr. Carlos Augusto de Sousa Lima. Em 1908, obteve, em concurso, a cadeira de História Universal do Ginásio de Campinas. Foi professor extraordinário efetivo da terceira secção da Faculdade de Direito (1914) e, um ano depois, da cadeira de Direito Civil (1915). Catedrático em 1925. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo. Historiador.
Bibliografia: “A Batalha do Riachuelo”, estudo histórico, S. Paulo, Ed. Liga Nacionalista, s/d., 12 p.; “Ensaio sôbre os atos jurídicos”, Campinas, Tip. Casa Genoud, 1913.

José de Azevedo Noronha – Nasceu em 1887. Freqüentou, a princípio, o Colégio Santa Rosa, de Niterói, onde fêz o curso primário, iniciando o secundário, que completou no Ginásio S. Joaquim, de sua cidade natal. Feitos os estudos de filosofia escolástica, seguiu para a Itália, matriculando-se no Instituto Pontifício de Turim, pelo qual se formou em teologia. De volta ao Brasil em 1913, especializou-se em didática catequética para adolescentes e moços, empregando, nesse mister, o método cíclico, de sua autoria, que se acha exposto no livro “Manual de Catequética”.
Bibliografia: “Manual de Catequética”, S. Paulo, Saraiva; “O segundo catecismo repassado pela liturgia”, S. Paulo, Saraiva; “O catecumenato”, S. Paulo, Saraiva; “Terceiro catecismo explicado pela Suma Teológica e outros autores de teologia”, S. Paulo, Saraiva.

José Galhanone de Oliveira – Nasceu a 25 de abril de 1893 em Lorena, onde fêz o curso primário no Grupo Escolar “Gabriel Prestes” e o secundário no Ginásio S. Joaquim. Concluídos os preparatórios, seguiu para o Rio de Janeiro, onde se diplomou, em 1917, pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais. Durante o curso acadêmico, militou na imprensa carioca, como repórter e depois como redator da “Gazeta de Notícias”, do “Diário da Noite”, de “A Notícia” e da “A Época”. Em sua terra natal, dirigiu “A Gazeta de Lorena”, onde publicou seus primeiros trabalhos literários. Nas edições dominicais da “Gazeta de Notícias” figurou com freqüência, assinando contos e novelas, usando, às vêzes, os pseudônimos de “Jacques Grilo”, “M. Teotônio”, “José de Oliveira”, “J. Oliveira” ou a abreviatura “J. G.”. Historiador, contista, etc.
Bibliografia: “Lorena e o dr. Arnolfo Azevedo”, história e biografia, S. Paulo, Cruzeiro do Sul, 1938, 28 p.

José Horácio Meireles Teixeira – Nasceu em 30 de maio de 1907 em Lorena. Cursou ali o grupo escolar e depois o de Piquete. Freqüentou o Ginásio “Nogueira da Gama”, de Guaratinguetá, diplomando-se, em 1931, pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Foi estagiário da 1.ª Curadoria de Massas Falidas, procurador do Departamento Jurídico da capital, etc. Procurador-chefe da Primeira sub-Procuradoria Administrativa do Departamento Jurídico da Prefeitura de S. Paulo e catedrático de Direito Comercial da Faculdade Paulista de Direito, da Universidade Católica de S. Paulo. Membro da Sociedade Paulista de Escritores. Historiador, ensaísta, etc.
Bibliografia: “O Estatuto dos Funcionários e a autonomia municipal”, S. Paulo, Ed. Prefeitura, 1947, 115 p.; “O contrato de trabalho nas transferências de emprêsas”, S. Paulo, Ed. Prefeitura, 1947, 82 p.; “A competência municipal na regulamentação dos serviços públicos concedidos”, S. Paulo, Ed. Prefeitura, 1948, 81 p.; “Questões de direito administrativo”, 2 vols.

José Pinto Antunes – Nasceu a 9 de março de 1907. Fêz, de 1917 a 1922, os estudos primários e secundários, tendo freqüentado o Ginásio D. Joaquim, de sua cidade natal. Formado, em 1928, pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Cursou também a Faculdade de Filosofia e Letras de S. Paulo, agregada à Universidade de Louvain, colando o grau de bacharel em filosofia em 1926. Criado o Instituto de Doutorado de Direito Público, nêle ingressou em 1933, diplomando-se em 1934. Laureado com o prêmio “Rodrigues Alves” pela congregação da Faculdade de Direito de S. Paulo em 1929. Foi deputado estadual (1935-1937) Membro da Sociedade de Etnografia e Folclore e primeiro secretário da Sociedade de Estudos Econômicos. Participou da Comissão Executiva “Por S. Paulo Unido”. Catedrático da Faculdade de Direito de Minas Gerais. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia. Ensaísta, biógrafo, publicista, etc.
Bibliografia: “Codificação do direito internacional público”, S. Paulo, 1925; “A filosofia do Estado Moderno”, S. Paulo, 1934; “A filosofia da ordem nova: a questão social e a sua solução”, Rio, José Olímpio, 1938, 244 p., 23 cm.

José Wadie Milad – Nasceu a 2 de abril de 1910. Professor de desenho na Escola Normal e do Ginásio Estadual de Pindamonhangaba. Ex-professor do Ginásio Estadual de Campos do Jordão, do Núcleo de Ensino Profissional, do Curso de Aperfeiçoamentos Ferroviários, da Escola Técnica de Comércio “Dr. João Romeiro”, da Escola Normal Livre e do Colégio Municipal de Pindamonhangaba. Poeta.
Bibliografia: “Lágrimas em versos”, Rio. Ed. Rafael de Piquer, 1931, 160 p., 16,5x12 cm.; “Para as lindas mãos de minha amada”, poesias, com prefácio de João Ribeiro, Rio, Selma Editora, 1934, 128 p., 18,5x14 cm.; “A arte”, monografia, 1948, 10 p., 23x16 cm.

Do Livro “Dicionário de Autores Paulistas”, São Paulo, 1954, de Luis Correia de Melo.

 
 
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