Nº 57 | maio / junho 2014
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Urupês, o almanaque digital de Taubaté | Da Redação

Apresentando-se como um portal da história de Taubaté e do Vale do Paraíba, o Almanaque Urupês adota a epígrafe “Cultura é nossa causa” evidenciando os dois principais pilares do trabalho da competente equipe liderada pelos irmãos Rubim: a história e a cultura vale-paraibanas.

Da preocupação e da dedicação desse grupo à historiografia local e regional tem brotado verdadeiras relíquias, documentos preciosos em forma de entrevistas, textos e videodocumentários que colocam o portal com um dos melhores e mais bem cuidados sites de história e cultura da região.

O site, acessado pelo endereço almanaqueurupes.com.br, é de apresentação clara e recheado por tags (etiquetas ou referências de localização) que facilitam a navegação e demonstram a diversidade de assuntos e a forma tecnicamente apurada de produção compatível com a dinâmica da linguagem das novas tecnologias da informação.

Navegar por Urupês é um agradável ir e vir por artigos e entrevistas, crônicas e efemérides, estudos e notícias, literatura e agenda cultural. À medida em que os cliques se sucedem, descortinam-se trabalhos envolventes que fazem o leitor permanecer conectado por horas sem que se aperceba.

O menu principal traz, nesta ordem, Home, Notícias, Agenda, Especiais, Textos, Boletim e TV Almanaque Urupês.

No item Especiais encontramos matérias muito bem escritas sobre a Revolução de 32, as andanças do Imperador Pedro II pelo Vale do Paraíba, um dossiê sobre Monteiro Lobato, além de textos e vídeos sobre memória e patrimônio. Os artigos, crônicas e estudos estão reunidos no item Textos. Nele encontram-se Dose literária, Histórias que a história conta, Máquina do tempo e os artigos dos colunistas Alfredo Abraão, Amanda Oliveira Monteiro, Angelo Rubim, Célio Moreira, Elaine Rocha, Fabiana Pazzine, Giovanna Louise Nunnes, Rachel Duarte Abdala, Renato Teixeira, Solange Barbosa e Vinicius Amaral. As efemérides e os conselhos da vovó estão na seção Boletim e as entrevistas e documentários são encontrados na TV Almanaque Urupês.

Enfim, passar pelos matizes apresentados pelo portal não é apenas colorir de informações um espírito curioso, mas dar a esse mesmo espírito a possibilidade de melhor compreender, a partir da história, a complexa tessitura em que apoia sua identidade.

Almanaque Urupês permite uma nova historiografia ao se fazer acervo cultural e fórum para debate. Mas não somente isso. É também um espaço organizado do lado de fora dos tradicionais e, muitas vezes, degenerados departamentos públicos, com uma explícita intenção de acompanhar e intervir nas políticas de cultura em âmbito local e regional. Mais que simples vehere, faz-se parquet da organização e disseminação da cultura em Taubaté.

Em manifesto publicado no dia 9 de agosto de 2013, por ocasião da abertura da 3a Conferência Municipal de Cultura de Taubaté, a equipe Almanaque Urupês, corajosamente, assim se posicionou:

“Não vamos nos limitar a cobrir, jornalisticamente, esse momento de efervescência. O Almanaque Urupês quer fazer parte dele. A valorização dos artistas, a promoção dos talentos e a formação de público são a nossa causa. Queremos ser sujeitos e não apenas cronistas desse momento especial que a cultura vive em nosso município. Nossa contribuição está alicerçada em três projetos:

PRODUÇÃO CULTURAL



Entrevistas com pessoas que influenciam diretamente a forma de fazer cultura no município. Algumas delas você vai conhecer, outras você irá rever e entender melhor.

Abrimos o projeto com agentes culturais das mais diversas áreas: artistas plásticos, atores e atrizes, musicistas e musicólogos, produtores culturais, vídeo-produtores, historiadores e pesquisadores.

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Desafiamos nossos convidados a responder a perguntas que sugerem respostas complexas: Qual é a definição de cada um sobre cultura? Existe política publica cultural em Taubaté? Em qual estágio de desenvolvimento está o setor da cultura que cada um representa? Qual seria o modelo de política cultural mais adequada para desenvolver a produção cultural em Taubaté?

Todos receberam as perguntas via e-mail e as responderam antes do fechamento desta primeira edição.

Nossas entrevistas continuam, com novos atores que traçam um panorama abrangente do que se produz de mais relevante nas artes e na cultura local.

Buscamos, com essa iniciativa, refletir criticamente sobre políticas e mercado, colaborar para o entendimento sobre os processos da produção e estimular o exame e a análise de fundamentos e razões do fazer cultural em Taubaté.

ENCICLOPÉDIA TAUBATEANA DE CULTURA



Estamos retomando a pesquisa sobre a história da cultura em Taubaté que teve sua primeira versão demandada em projeto especial do SESC-Taubaté em 2008. Vamos transformá-la numa enciclopédia virtual de plataforma aberta que pretende mapear as manifestações culturais taubateanas registradas ao longo de quase quatro séculos.

MONITOR SMC



O Sistema Municipal de Cultura (SMC), parte fundamental do Sistema Nacional de Cultura (SNC), que em Taubaté está em fase de formulação, desperta questões que não podem ficar sem respostas.

Qual o seu desenho? Quais os seus usos? Um instrumento de política pública ou um conteúdo que a política pública deveria carregar? Qual o seu interesse? Quais os seus desdobramentos? Qual o seu sentido para o Município?
O Monitor SNMC vai reunir documentação, formar uma biblioteca virtual e investigar a cadeia produtiva da cultura taubateana.

Esperamos, com essas iniciativas, contribuir com a produção de informações de um setor de atividades que nos formou, nos acolheu e nos fez perceber a necessidade de continuarmos, estudarmos, pesquisarmos mais e, principalmente, cumprir a nossa missão de partilharmos esses conhecimentos.”

Pouco depois, em 05 de dezembro de 2013, com o patrocínio da ACIT, Sindcomerciários e Sincovat, é lançado o primeiro número do Almanaque Taubaté, uma revista de bolso com 64 páginas, distribuição gratuita e muitas informações e curiosidades sobre a primeira cidade fundada no Vale do Paraíba.

Agente propulsor da preservação, criação e disseminação da cultura em Taubaté e região. Assim tem sido o Almanaque Urupês. Mais que um simples órgão de comunicação, uma proposta comprometida com o desenvolvimento humano no Vale do Paraíba.
 
 
 
 
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