Nº 57 | maio / junho 2014
História

Regis Duprat fará conferência de abertura do XXVIII Simpósio de História do Vale do Paraíba | Da Redação

Convidado pela organização do XXVIII Simpósio de História do Vale do Paraíba, o Prof. Dr. Régis Duprat, emérito da Universidade de São Paulo, fará a conferência de abertura do evento que acontecerá na cidade de Cunha-SP, entre os dias 8 e 12 de julho. A conferência está agendada para as 19 horas do dia 8, no auditório do cinema local.

Dono de respeitável currículo, Régis Duprat realizou pesquisas no Vale do Paraíba durante a década de 1970, tornando-se responsável pelo maior levantamento musicológico até hoje feito na região.

Com o tema “O Vale do Paraíba tange as teclas de suas tradições” abrirá os debates sobre as relações entre a Música e a História, áreas em que é especialista.

Régis Duprat estudou violino e viola com Johannes Oelsner, do Quarteto Fritzsche, de Dresden, e, depois, do Quarteto Municipal de São Paulo. Estudou Harmonia, Contraponto e Composição com George Olivier Toni e Claudio Santoro.

Formado em História pela USP, cursou o Instituto de Musicologia da Sorbonne e o Conservatório de Paris, onde foi discípulo, dentre outros, de Jacques Chailley, Marcel Beaufils, em Musicologia e Estética Musical, e de Fernand Braudel, em História.

Doutorou-se em Musicologia, em 1966, em tese orientada por Sérgio Buarque de Holanda, pela Universidade de Brasília, onde lecionou viola e História da Música.

É Professor Titular da Universidade de São Paulo e autor de mais de 20 livros e CDs e de inúmeras edições musicológicas do Brasil colonial e imperial e da música popular brasileira do século dezenove.

No início da década de 1960, descobriu, restaurou, editou e apresentou em concerto da Orquestra de Câmara de São Paulo, um Recitativo e Ária de autor anônimo da Bahia, hoje a obra mais antiga de que se tem notícia no Brasil. Na mesma década identificou, após longas pesquisas, os manuscritos musicais originais e cópias, considerados desaparecidos, de André da Silva Gomes (1752-1844), Mestre de Capela da Sé de São Paulo de quem editou o catálogo temático e gravou inúmeras obras.

Nos anos 70, desenvolveu intensa pesquisa sobre as fontes musicais do Vale do Paraíba visitando cerca de 32 cidades da região e apresentando, em partituras, concertos e gravações, várias obras oriundas dessa pesquisa.

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Nas décadas de 1980 e 90, coordenou a catalogação geral do acervo de manuscritos musicais da Coleção Curt Lange do Museu da Inconfidência de Ouro Preto e coordenou e publicou seu Catálogo Geral, em 3 volumes.

É o editor responsável pelo setor de música erudita da Enciclopédia da Música Brasileira, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, sócio benemérito da Sociedade Brasileira de Musicologia, da Sociedade Latino-Americana de Musicologia e membro eleito da Academia Brasileira de Música, onde ocupa a cadeira n0 10.

Na sequência da programação do simpósio haverá conferências, mesas de debates, workshops, comunicações acadêmicas, apresentações de grupos folclóricos, lançamentos de livros, shows musicais e o tradicional almoço de encerramento logo após a assembleia de escolha da nova sede e do tema para 2015.

Importantes nomes da pesquisa regional estarão presentes. Entre eles, os pesquisadores cunhenses José e João Veloso, Vitor Amato, Tom Villa Nova, Alberto Cidraes e Sônia Gabriel.

Uma mesa de debates sobre a Revolução de 1932 será homenagem do IEV à cidade-sede por sua histórica frente de resistência.

Fecha o simpósio a conferência do Prof. Dr. Paulo Castagna (Instituto e Artes-UNESP), uma das maiores autoridades em história da música no Brasil, que vem, nos últimos tempos, em busca de um dos mais ricos acervos musicais já identificados no país: o do Maestro Romão, de Pindamonhangaba.
 
 
 
 
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