Nº 57 | maio / junho 2014
Ágora

Vale Metropolitano: um olhar estatístico II | Da Redação

Considerados os dados recentes de crescimento populacional publicados pelo IBGE, o Vale do Paraíba tem apresentado uma dinâmica interna nada homogênea. Enquanto alguns municípios crescem a taxas superiores a 2 e 3%, outros amargam a realidade de ver sua população reduzida.

Ao primeiro grupo pertencem cidades como São José dos Campos (2,17%), Pindamonhangaba (2,15%), Tremembé (2,27%), Queluz (2,94%) e Potim (4,51%). No segundo grupo estão os municípios que encontram dificuldades em manter sua população residente e que acabam “encolhendo”. São eles: Piquete (– 1,17%), Cunha (– 0,84%), Arapeí (– 0,72%), Redenção da Serra (– 0,67%), Natividade da Serra (– 0,61%), Lagoinha (– 0,35%), São José do Barreiro (– 0,22%) e São Luiz do Paraitinga (– 0,04%).

Mas engana-se quem atribui às mesmas causas as distintas realidades. Potim, por exemplo, embora tenha crescido a uma taxa muito superior as das demais cidades, deve tal fenômeno à expansão econômica da cidade de Aparecida, sua vizinha, que, por sua vez, territorialmente comprimida, apresenta a inexpressiva taxa de 0,05% de crescimento, ou seja, enquanto Aparecida fica adstrita a um quadro de estagnação demográfica, a cidade de Potim cresce de forma desproporcional ao restante do Vale mostrando índices bem superiores às médias de crescimento da região, do Estado de São Paulo e do Brasil.

Tremembé é outro caso que não pode ser visto isoladamente. Distante apenas 9,4 km de Taubaté, segundo maior núcleo populacional da região, a cidade de São Bom Jesus, embora considerada estância religiosa, ainda não goza de grande fluxo de capital a ponto de tornar-se por si só, a exemplo de Aparecida, um centro de atração populacional. Tremembé recebe areas de sua vizinha industrial e universitária.

Encabeçando o segundo grupo, na outra ponta, encontram-se as cidades serranas de Piquete e Cunha, municípios que buscam o desenvolvimento econômico através do turismo, mas que ainda não se consolidaram como roteiros turísticos da região.

Há que se destacar os altos índices de crescimento populacional das cidades do litoral norte paulista: Caraguatatuba (+ 3,21), Ubatuba (+ 2,29), São Sebastião (+ 3,25) e Ilha Bela (+ 3,94), evidenciando forte tendência de movimentação demográfica para esta sub-região.

Assim, enquanto as cidades do chamado Vale Histórico e boa parte da região serrana (Mantiqueira, do Mar e da Bocaina) sofrem um processo de esvaziamento, as cidades que marginam a rodovia Presidente Dutra demonstram exuberância e as cidades litorâneas passam por um boom demográfico resultante do bom momento econômico.

A densidade demográfica ou número de habitantes por quilômetro quadrado de um município é calculado com base na razão entre o número de habitantes e a extensão territorial da área considerada.

No Vale do Paraíba Paulista, as cidades com maior adensamento populacional, como visto, são aquelas que se encontram às margens da rodovia Presidente Dutra, da estrada de ferro e do rio Paraíba do Sul.

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Dentre todas, destaca-se São José dos Campos, com números superiores a 500 habitantes por km2. A seguir, as cidades de Jacareí (459,48 hab/km2), Taubaté (445,98 hab/km2), Potim (436,22 hab/km2), Aparecida (289,12 hab/km2), Cruzeiro (252, 01 hab/km2), Caçapava (228,91 hab/km2), Tremembé (214,17 hab/km2) e Pindamonhangaba (201,39 hab/km2) com taxas entre 201 e 500 hab/km2.

Na faixa inferior da escala, com densidade populacional entre 51 e 200 hab/km2 estão: Lorena (199,19 hab/km2), Campos do Jordão (164,49 hab/km2), Guaratinguetá (148,95 hab/km2) , Cachoeira Paulista (104,49 hab/km2), Canas (82,33 hab/km2), Piquete (80,16 hab/km2) e Roseira (73,47 hab/km2).

O antepenúltimo grupo engloba os municípios com densidade populacional entre 31 e 50 hab/km2. São eles: Santa Branca (50 hab/km2), Santo Antonio do Pinhal (48,76 hab/km2), Queluz (45,27 hab/km2), São Bento do Sapucaí (41,44 hab/km2), Lavrinhas (39,45 hab/km2) e Igaratá (30,14 hab/km2).

Abaixo de 30 e acima de 10 habitantes por quilômetro quadrado e se encontram as serranas Jambeiro (29,03 hab/km2), Paraibuna (21,48 hab/km2), Lagoinha (18,95 hab/km2), São Luiz do Paraitinga (16,84 hab/km2), Bananal (16,59 hab/km2), Arapeí (15,9 hab/km2), Cunha (15,54 hab/km2), Silveiras (13,96 hab/km2), Redenção da Serra (12,52 hab/km2), Monteiro Lobato (12,36 hab/km2) e Areias (12,11 hab/km2)

Natividade da Serra (8,01 hab/km2) e São José do Barreiro (7,14 hab/km2) são os municípios de população mais rarefeita da região.

Fonte: IBGE (Censo demográfico 2010)
 
 
 
 
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