Nº 55 | janeiro / fevereiro 2014
Panopticum

Vale Paraibanos no Dicionário de Escritores Paulistas | Luis Correia de Melo

Cunha



Bernardino Querido (Joel, Sertanejo) – Nasceu a 1.º de setembro de 1872 em Cunha, onde fêz os primeiros estudos. Frequentou, depois, o Ateneu Paulista e o Ginásio S. Bento, do Rio de Janeiro. Dedicou-se, desde jovem, ao magistério particular, tendo sido diretor do Colégio “Comerino” (1907), e do Colégio Progresso de Taubaté (1908), fundador, em Minas Gerais, da Escola Normal de Ouro Fino (1910), lente de português e francês do Ginásio Brasil, de Águas Virtuosas (Minas Gerais), lente do Curso Anexo do Ginásio Municipal de Taubaté, secretário e lente da História da Civilização e História da Educação da Escola Normal, lente e diretor da Escola da Associação dos Empregados no Comércio, lente e diretor do Colégio Conceição, que fundou. Colaborou, por mais de 50 anos, em jornais do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, S. Paulo, etc, principalmente na imprensa valparaibana: “O Norte”, “O Momento”, “Correio do Vale do Paraíba”, “A Voz do Vale do Paraíba”, “CTI-Jornal”, “Nossa Terra”, etc. Usa com frequência os pseudônimos de “Joel” e “Sertanejo”. Poeta, cronista, teatrólogo, historiador, conferencista, etc. Bibliografia: “In duo”, versos; “Taubaté de balão”, revista teatral; “Estrofes da alma”, poesias; “Cascalhos”, prosa, Taubaté, Ed. Luiz Santos, 1907, in 8.º.

Cezário Eugênio Gomes de Araújo – Nasceu no ano de 1806. Faleceu no Rio de Janeiro a 23 de maio de 1892. Formado pela Academia Médico Cirúrgica e pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Foi cirurgião-mor de divisão, reformado, do Exército. Comendador da Ordem de Cristo, cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz e condecorado com a medalha da Campanha do Paraguai. Historiador e higienista. Bibliografia: “Memória sôbre a cidade de Angra dos Reis desde o sue primeiro berço até a presente era de 1849”, in “Iris”, 3:30-34; 59-64.

João Lélis Vieira – Nasceu a 15 de julho de 1880. Faleceu nesta capital a 5 de junho de 1949. Pertenceu, como comerciante, às firmas Alfredo Brasil & Cia. e Augusto Rodrigues & Cia., tendo sido inspetor da Sul América, diretor da Cia. Cerâmica Vila Ramy e da Cia. S. Bernardo Fabril. Foi juiz de paz da Sé, vice-presidente da Sociedade Humanitária dos Empregados no Comércio, tenente-coronel da Reserva do Exército, diretor do Arquivo Público do Estado e do Departamento Municipal de Cultura. Como jornalista, trabalhou em “A Platéia”, no “Diário Popular”, na “Fôlha da Manhã”, na “Folha da Noite”, no “Correio Paulista”, e em “Ave Maria”. Dirigiu o “Correio de S. Paulo” e “A Tarde”. Redator das “Folhas” na época de Olival Costa, esteve a seu cargo a secção de tópicos políticos, criando, com Belmonte, o popular “Juca Pato”. Colaborou na “Vida Moderna” e outras revistas. Traduziu, em crônicas religiosas, o “Flos Sanctorum”. Doutor “honoris causa” pela Universidade da Virgínia (EE. UU.), membro do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo e de Minas, da Sociedade de Homens de Letras do Rio de Janeiro, da Societé Academique de Histoire Internacional e da Academie de Historie et Belles Lettres de Paris, do Instituto de Geografia e Estatística, da Academia de Ciências e Letras de S. Paulo, etc. Historiador, cronista, poeta, conferencista, etc. Bibliografia: “José Bonifácio é o patriarca da Independência”, história e polêmica, S. Paulo, Sec. Obr. “Estado de S. Paulo”, 1920, 115 p.; “S. Paulo e seus homens no Centenário”, de colaboração, S. Paulo, 1922; “Fatos e fitas”, crônicas, S. Paulo, Ed. Mayença, 1922, 204 p., 22 x 16 cm.; “Semanais”, S. Paulo, Of. Gráf. Salesianas, S. Paulo, 10 vols.; “Juca...”, in “O Bom Ginasiano”, de Máximo de Moura Santos, e Francisco Lopes de Azevedo, Rio, Alves, 1942, 1.ª série, p. 130-132, 19x14 cm.

Guararema



Paulo Aurisol Cavalheiro Freire, Pe – Nasceu a 5 de novembro de 1904. Fêz os estudos primários em sua terra natal. Cursou o Ginásio Menor Metropolitano e o Seminário Provincial. Coadjutor e vigário da paróquia da Consolação, 1932-1936; diretor do arquivo da Cúria Metropolitana, 1936-1939; vigário da paróquia do Jardim Paulista, 1939-1940; inspetor do ensino religioso, 1940-1942; capelão da Fôrça Policial, desde 1942. Membro da A.P.I., da Irmandade de S. Pedro dos Clérigos, do Instituto Genealógico Brasileiro. Estreou-se como poeta em 1939, ano em que publicou “Primícias”. Dedica-se, também, a assuntos históricos e genealógicos. Tem colaborado na “Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo”. Poeta, historiador, genealogista, etc. Bibliografia: “Primícias”, poesias, S. Paulo, Ed. Empr. Gráf. “Revista dos Tribunais”, 1939, 56 p., 19x15 cm.; “Âncoras”, versos. S. Paulo, Ed. Ave Maria Ltda., 1944, 54 p., 19x13 cm.; “Meu escaler chegou”, poesias, S. Paulo, Ed. Ave Maria Ltda., 1945, 34 p., 19x13 cm.; “Apontamentos históricos e genealógicos”. Pág. 243.

Guaratinguetá I



Antônio Benedito Monteiro Viana – Nasceu em Guaratinguetá, onde foi batizado a 15 de julho de 1835. Falecido. Formado, em 1866, pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Bibliografia: “Conselhos úteis às mães de família de S. Paulo”, Tip. Escola Tipográfica Salesiana, 1902.
Antônio Cuba – Residiu, por algum tempo, no Rio de Janeiro. Em sua terra natal, fundou o periódico “O Século”, órgão democrático, que dirigiu (1876). Historiador, cronista e poeta. Bibliografia: “Capela da Aparecida: descrição da capela da Aparecida, no município de Guaratinguetá. Contendo o aparecimento da sagrada imagem e muitas orações, colecionadas por Antônio Cuba e João de Godói”, Guaratinguetá, Tip. do “Jornal do Povo”, 1877, 62 p., in-4º; “Rabiscos”, prosa e versos, Rio, 1880.

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Antônio Joaquim Alves Mota Sobrinho (Alves Mota Sobrinho) – Nasceu a 25 de setembro de 1925. Começou a sua vida literária como colaborador de “O Eco” e “O Paraíba”, de sua cidade natal. Membro da Sociedade Paulista de Escritores, da Academia de Letras da Faculdade de Direito, onde ocupa de Almeida Nogueira, etc. Contista. Bibliografia: “Bola preta”, contos, com prefácio de Cassio de Rezende, S. Paulo, Brasiliense 1949, 116 p.; “Província”, contos, com prefácio de Brito Broca, S. Paulo, Brasiliense, 1950, 117 p., 21x15 cm.

Átila Soares – Nasceu a 10 de junho de 1903 em Guaratinguetá, onde fêz os estudos primários. Cursou depois o Ginásio “Macedo Soares” e o Ginásio Salesiano S. Joaquim, de Lorena (1920). Engenheiro civil pela Escola Nacional de Engenharia (1930) e engenheiro militar pela Escola Naval (1931). Foi oficial da Marinha (1924-1928), tendo conquistado o posto de capitão tenente; vereador pelo Distrito Federal (1934-1937), secretário geral do Interior e Segurança (1937-1938), ministro do Tribunal de Contas (1938-1942), cargo em que se apresentou. Organizou o Palácio do Café no Rio de Janeiro, onde sempre residiu. Colaborador do “Correio da Noite”, membro do Clube de Engenharia, etc. Bibliografia: “Contribuição democrática”, comentários de guerra.

Cândido Dinamarco – Nasceu a 18 de fevereiro de 1902. Faleceu a 29 de outubro de 1923. Fêz o curso primário no Grupo Escolar Modêlo, de Guaratinguetá, onde se diplomou em 1920 pela Escola Normal. Em S. Paulo, concluiu o curso de humanidades no Ginásio do Estado, matriculando-se na Faculdade de Medicina, vindo, porém, a falecer logo depois. Foi colaborador assíduo das principais revistas e jornais da capital e do interior. O “Correio Paulista”, de Guaratinguetá, de 24 de outubro de 1943, prestou-lhe homenagem póstuma. Poeta. Bibliografia: “Carro de sol”, poesias, inéditas.

Elisabeth Marino – Nasceu a 4 de outubro de 1899. Fêz todos os estudos em sua cidade natal, onde reside. Diplomou-se pela Escola Normal “Conselheiro Rodrigues Alves” e, depois de exercer o magistério primário, obteve, mediante concurso, a cadeira de Pedagogia e História da Educação na mesma Escola, onde é também professora de religião. Além das atividades catedráticas, leciona português, particularmente e em outros estabelecimentos de ensino. Tem escrito para vários jornais, sendo colaboradora efetiva do “Eco seráfico”, de Petrópolis, e do “Paraíba”, que se edita em Guaratinguetá. Escreve crônicas e discursos para a Rádio Clube de Guaratinguetá. Membro da Sociedade Paulista de Escritores. Poetisa, tradutora, etc. Bibliografia: “Poemas”, de Tagore, trad.

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Do Livro "Dicionário de Autores Paulista", São Paulo, 1954, de Luis Correia de Melo.

 
 
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