Nº 60 | novembro / dezembro 2014
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O esplendor dos livros | Tonho França e Wilson Gorj

Maio de 2012. Outono. Noite de quinta-feira. Ajudávamos na organização de um evento literário (Quinta Cultural), cuja perspectiva de público estava comprometia por conta de inesperada e insistente chuva. Em vista disso, sentamos para papear um pouco. O tema do nosso papo não podia ser outro que não a nossa atual situação como editores. Havíamos acabado de romper com uma editora carioca, pela qual trabalhamos como freelancer por mais de 2 anos. Ainda não sabíamos ao certo o que fazer com tanto aprendizado e contatos adquiridos ao longo dessa parceria recém-findada. Claro que a ideia de montarmos nossa própria editora já tinha sido discutida e delineada, mas até aquele momento havia nos faltado a coragem para dar um passo tão determinante em nossas vidas. Naquela noite, mais do que das outras vezes, a ideia da nova editora foi o assunto. Dessa vez, porém, nossos anseios começaram a ganhar contornos de realidade. Estava mais do que na hora de dar a luz à nossa própria editora. A palavra-chave se fez notória: luz. O nome surgiu como que um poema inspirado. PENALUX. "Pena" em referência à escrita. E "Lux"? Porque livros iluminam (nosso slogan). Para nossa surpresa, os nomes dos segmentos, os tais selos editoriais, vieram naturalmente, todos relacionados à chama - à luz. Feita as primeiras anotações, rascunhamos as logomarcas da editora e dos selos: o Candeeiro para poesia, o Castiçal para prosa (contos, crônicas, romance), o Microlux para microficções, o Lustre para os trabalhos acadêmicos e o Lampejos para os autores em formação, estreantes. Anotávamos, desenhávamos. Tudo feito ali, de improviso, num guardanapo de papel.

Quinta-feira inesquecível. Semanas depois, com a providencial ajuda do Prof. Alexandre Marcos Lourenço Barbosa, proprietário do Jornal O Lince, iniciávamos as tratativas com o autor Diego Leão Diniz a respeito daquela que seria nossa primeira publicação. "Apocalipse, ontem", livro de contos, foi lançado no dia 25 de junho/12, data que oficializamos a abertura da Editora Penalux.

Depois desse título, outros vieram com igual êxito (contamos hoje com mais 170 títulos no catálogo), dando-nos mais combustível para tocarmos o projeto da editora com otimismo e segurança. Naturalmente que surgiram barreiras, muitos desafios, mas a chama da Penalux mostrou-se sempre resistente às intempéries.

Atualmente, com quase 6 anos de edições - dos quais mais de 2 anos são pela nossa própria editora -, continuamos tão motivados quanto dos nossos primeiros passos como editores. A Penalux é um sonho que virou realidade. Um projeto que nos nutre e ao mesmo tempo nos consome, mas, sobretudo, nos realiza.

Como bem disse o escritor André Gide: "Estamos ligados aos nossos atos como um fósforo à sua chama. Eles nos consomem, é verdade, mas são eles que nos dão o nosso esplendor".

Que o nosso continue sendo feito por muitas outras edições. Porque livros iluminam.

Conheça nosso trabalho, visitando-nos pelo site:
www.editorapenalux.com.br.
Contatos: penalux@editorapenalux.com.br

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"Quarto de Azulejos é um ótimo livro de poemas e um bom exemplar da poesia de Tonho França.

Nele estão presentes poemas que trazem a sua alma e o seu estilo poético [...]

[...] é surpreendente a perceptível inovação estética, já começando pela presença de divisão de estrofes [...]

[...] Tonho França experimentou, ousou para sair das fórmulas estéticas consagradas de livros anteriores.

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Se os poemas de Blues à tarde se assemelham a ao som do blues, os poemas de Quarto de Azulejos se assemelham ao tango argentino, citado no ótimo Caminhos, unindo um ritmo lento e sincopado a uma melodia triste, porém belíssima.

Tonho França mostra com Quarto de Azulejos que é possível inovar sem perder sua identidade poética, conquistada com muitos anos dedica-dos à poesia."
Fabiano Garcez

"O livro Diálogos atuais entre Psicologia e Saúde surgiu a partir da necessidade de publicarmos as produções acadêmicas dos alunos de uma instituição de ensino superior do Vale do Paraíba fluminense. Estávamos às vésperas da visita de avaliação da instituição pelo Ministério da Educação e ansiosos por colocar no papel os trabalhos que os alunos elaboraram no decorrer de sua formação. O livro é composto por doze capítulos, e como o próprio nome sugere, promove uma articulação entre a temática da saúde pela perspectiva da psicologia. [...] Destaque-se que o capítulo sete: HIV/AIDS - Aspectos emocionais de uma síndrome de nossos tempos é fruto de minha atuação profissional e pesquisa da dissertação de mestrado realizada com essa população na cidade de Aparecida-SP."
Carine Naldi Sawtschenko


"O dom de ser poeta é uma dura sina. O poeta exibe para a plateia o seu interior, o âmago de seus sentimentos. Revela sua tristeza e seu descontentamento com o mundo, ao mesmo tempo em que não perde a esperança, e sonha com um viver melhor em outra dimensão. Renata revela sua força interior nos burilados versos de 'sem forma, sem contorno', a intensidade de um amor verdadeiro, que eleva a morte. Escreve sem pieguice. Mas, mostra que é arrebatada por um sentimento mais profundo como numa 'anestesia geral'; e o 'coração pulsa, sem bater'. É o amor que transfigura o poeta, dando-lhe asas para um mundo fantástico entre nuvens, com fadas encantadas. É uma imagem que explica a intensidade do amor. [...] Com versos profundos, analisa sentimentos e emoções em momentos de paixão. São versos fortes e candentes. Não trilha, Renata, o caminho fácil dos amores adocicados, angelicais, festejados no aroma meloso das flores e perfumes dos grandes frascos. Seus versos são como passos firmes, cadenciados, que trilham caminhos ásperos e perigosos; é o amor verdadeiro 'tão devastador como uma fera'".
Benedito Sérgio Lencioni
 
 
Valle e Azen Sociedade de Advogados Polimédica
 
 
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