Nº 60 | novembro / dezembro 2014
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Publicações dessa edição | Da Redação

O Santo de Guaratinguetá


Organizado pelo Museu Frei Galvão de Guaratinguetá-SP, com textos de Thereza Maia e desenhos de Tom Maia, o livro comemorativo ao 7° aniversário da canonização de Frei Galvão teve concorrida tarde de autógrafos no dia 22 de novembro, no 1° andar da sede do Centro Social de Guaratinguetá, edifício que abriga, há 40 anos, o Museu Frei Galvão.

Mais de uma centena de amigos compareceram ao evento em uma grande manifestação de carinho ao casal Maia. Tamanho prestígio, amealhado ao longo de tantos anos dedicados à preservação do patrimônio cultural nacional e, em especial, do Vale do Paraíba, é mais que meritório. É exemplar. O casal Thereza e Tom Maia mais uma vez demonstra uma inabalável disposição de luta por uma causa. Mais uma dentre tantas que jamais abandonaram.

E mesmo após tanto já feito, o casal ainda se mantém em riste para enfrentar a boçalidade e a resistência daqueles que, por dever institucional, muito mais deveriam fazer pela defesa dos valores materiais e imateriais da região e, em particular, de Guaratinguetá-SP.

O livro recém-lançado soa como uma homenagem, mas também como o brandir da indignação diante de tanto descaso de autoridades eclesiásticas e civis ocupadas tão somente de suas pequenezas cotidianas a lhes travarem as vistas e os cérebros.

O Santo de Guaratinguetá, pela Editora Noovha América, é uma publicação em papel couché fosco, com 216 páginas coloridas, no formato 15,5x23cm.

Nela "o leitor encontrará a trajetória de Frei Galvão em Guaratinguetá, sua terra natal. Estão presentes seus dons, milagres, obras, igrejas, homenagens feitas e desfeitas, como aconteceu com as duas estátuas do Santo Frei Galvão, proibidas de receber viajantes e devotos à entrada de sua cidade.

É um documentário em textos e arte para que as gerações futuras possam conhecer e divulgar Frei Galvão - Santo e Patrono de Guaratinguetá, o primeiro a ter a glória dos altares do Brasil".


Estrada de Ferro Campos do Jordão


Em celebração ao centenário da Estrada de Ferro Campos do Jordão, os pesquisadores Luiz Salgado Ribeiro e Suzana Lopes Salgado Ribeiro acabam de publicar o livro "Da Saúde ao Turismo, um século de sonhos e paixões", obra que recupera e sistematiza a história do empreendimento ferroviário idealizado por Emílio Ribas e Victor Godinho, em 1910. A construção da via foi iniciada em 1912 e sua inauguração aconteceu em 15 de novembro de 1914. Com a eclo-são da Primeira Guerra Mundial, a concessionária, em crise financeira, autorizou o encampamento pelo Estado, o que aconteceu em 1916. Desde então, a estrada de ferro é propriedade do Governo de São Paulo.

Construída para atender aos pacientes tuberculosos que necessitavam se deslocar para Campos do Jordão numa época em que a "Suíça brasileira" era apenas um modesto vilarejo de difícil acesso no alto da Mantiqueira, a EFCJ, com o passar do tempo, transformou-se em um pitoresco passeio turístico que serpenteia o vale e as montanhas durante aproximadamente duas horas e meia, pelos 47 km de trilhos que interligam Pindamonhangaba e Campos do Jordão.

Peça principal de uma série de simbolismos como selo e carimbo comemorativos da ECT, bilhete de loteria e uma cápsula do tempo a ser aberta daqui a 50 anos, o livro resulta de um rigoroso trabalho de pesquisa associado a uma formatação e texto muito bem cuidados que asseguram uma leitura fluente a agradável pelos mais simples dos leitores.

No dia 28 de novembro, às 20 horas, o livro foi apresentado na Academia Pindamonhangabense de Letras.

Patrocinado pelo Governo de São Paulo, o livro no formato 23x30cm, é colorido e em papel couché. Um exemplar autografado foi colocado na cápsula do tempo para ser aberta em 2064.

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Escravidão indígena no Vale do Paraíba


Três décadas e meia após o clássico livro de Paulo Pereira dos Reis sobre o indígena do Vale do Paraíba, a temática é retomada sob tirocínio e a pena da historiadora Kátia Rico.

Resultado de dissertação de mestrado defendida na USP, em 2010, o livro de Kátia Rico é importante estudo sobre os primeiros contatos entre os portugueses e os índios no Brasil durante os séculos XVI e XVII.

"Toda a pesquisa foi focada na região do Vale do Paraíba, nos finais do século XVI e durante o século XVII, quando várias armações paulistas se dirigem para o Vale a procura de cativos indígenas como força de trabalho para suas fazendas em São Paulo e para as armações em busca de prospecção de minérios na região dos sertões dos Cataguás (hoje sul de Minas Gerais). Alguns historiadores classificam este período como "Bandeiras de Apresamento Indígena" e "Ciclo do Ouro". Dentro deste contexto pouca coisa foi escrita e divulgada", diz a autora.

E complementa:

"Muito pouco sabemos sobre quais tribos viviam na região valeparaibana, qual a sua origem, seus costumes; quem eram os colonos que se fixaram com suas famílias no Vale, quem eram os missionários que faziam parte das armações de 'caça ao índio', de 'busca pelo ouro e prata na serra de Sabarabuçu'. Nos livros didáticos poucos autores se referem a este período da História do Brasil".

Prefaciado pelo Prof. Dr. Pedro Puntoni, o livro de 172 páginas traz o selo da editora Literasas.
 
 
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