Nº 60 | novembro / dezembro 2014
Panopticum

Vale Paraibanos no Dicionário de Escritores Paulistas | Da Redação

Pindamonhangaba II



Carlos Costa - Nasceu em Pindamonhangaba. Formado em 1884, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Clinicou alguns anos na Capital da República, onde se casou. Dedicou-se posteriormente às letras didáticas. Bibliografia: "História Natural", 5a série, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1938, 480p., 15,5 cm; "Elementos de física, química e história natural", para uso do curso propedêutico, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1938, 316p., 19,5 cm.; "Química", para a 4a. Série, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1939, 450 p., ils., 19cm; "Biologia", I, S. Paulo, Editora Brasil, 1944, 382p., ils., 22x14 cm., 3a. ed., 1946; "Ciências naturais", 5a. ed., S. Paulo, Ed. Brasil, 1946, 328p., 20 cm.; "Química", 2a. ed., S. Paulo, Editora Brasil, 1946, 229 p., ils, 21 cm.; "Ciências naturais", S. Paulo, Editora Brasil, 1950, 343 p., 18x22 cm. (p. 164)

Emilio Marcondes Ribas - Nasceu em Pindamonhangaba a 11 de abril de 1862. Faleceu a 19 de dezembro de 1925, nesta capital. Formando, em 1887, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo defendido tese em 1888. Durante o período acadêmico, colaborou em várias revistas científicas. Após a formatura, seguiu para Santa Rita, onde abriu consultório clínico. Clinicou depois em Tatuí, onde foi intendente municipal. Por ocasião da revolta de 1895, prestou serviços às forças revolucionárias do Sul. Em 1895, tornou-se auxiliar do diretor do Desinfetório Central do Serviço Sanitário. Desempenhou, em seguida, as funções de inspetor sanitário em Rio Claro, Araraquara, Piraçununga, São Caetano, Jaú e Campinas, onde chefiou a comissão de combate à febre amarela. Substituiu o dr. Silva Pinto na direção do Serviço Sanitário, permanecendo nesse cargo durante 19 anos. Fundou o Instituto do Butantã em 1903 dividiu o Estado em distritos sanitários, em 1905 criou a seção de Proteção à Primeira Infância e em 1906 o Serviço da Profilaxia e Tratamento do Glaucoma, reorganizando o Instituto Bacteriológico e remodelando o Serviço Sanitário. Fundou o Hospital de Isolamento da Santa Casa, etc. Como político, cooperou para a fundação do Clube Republicano. Em 1908, o governo confiou-lhe a missão de estudar a profilaxia da tuberculose nos Estados Unidos e na Europa. Quando no Velho Mundo, o governo francês ofereceu-lhe o lugar de diretor do Serviço de Profilaxia da Febre Amarela na Martinica. De regresso a S. Paulo, instalou, em Campos do Jordão, um sanatório para tuberculosos, sendo o fundador da Estrada de Ferro Campos do Jordão. Quando da epidemia da febre amarela, que se irradiou de Santos para Campinas, S. Carlos, S. José do Rio Pardo, S. Simão, Franca, Ribeirão Preto, etc. sustentou a teoria havanesa (Finlay) de que o "stigomiafasciata" era o vetor da moléstia, submetendo-se, ele próprio, a uma prova experimental. Recolheu-se ao Hospital do Isolamento e se fêz inocular por mosquitos infectados, com resultado positivo. Em 1903, obteve a medalha "Salus Publica". "Sábio profissional que fez o saneamento de Campinas e Santos" (Oswaldo Cruz), "triunfante diretor da higiene paulista" (Luiz Pereira Barreto), "foi o professor da profilaxia havanesa" (Rubião Meira), "sua vida foi toda dedicada a S. Paulo" (Sinésio Rangel Pestana), "coube ao egrégio higienista de S. Paulo, em um gesto de brilhante intuição, o mérito enorme e indiscutível de tornar palpável e convincente a verdade luminosa da doutrina de Finlay (Clemente Ferreira). "A Emílio Ribas se deve a glória de realizar, pela primeira vez, no Brasil, em 1902, na luta contra a febre amarela, os novos processos que no ano seguinte seriam ampliados, em campo mais vasto, na grande campanha do Rio de Janeiro" (Fernando Azevedo). Bibliografia: "Depuração biológica das águas de esgotos do Hospital de Isolamento de Limeira", de colaboração com Teodoro Baima, S. Paulo, "Diário Oficial", 1898, 28 p.; "O mosquito como agente da febre amarela", S. Paulo, "Diário Oficial", 1901; "Profilaxia da febre amarela", in "Gazeta Clínica", S. Paulo, dez. 1903 (Êste trabalho foi o primeiro a ser datilografado em S. Paulo, pelo jornalista e escritor paulista Aníbal Machado); "A extinção da febre amarela no Estado de São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro", in "Revista de Medicina", maio, 1909; "The extinctionofYellowfever in theStateof S. Paul (Brasil)", conferência perante aSocietyof Tropical Medicine andHygiene, Londres, 1909; "Sanatórios para tuberculosos e Vila Sanitária de Campos do Jordão", in "Revista de Medicina", S. Paulo, ag., 1911; "Etiologia e profilaxia da lepra", in "Anais Paulistas de Medicina", S. Paulo, nov. 1915; "A lepra", in "I Congresso Médico Paulista"; "ErradicationofyellowfeverfromtheStateof S. Paulo", conferência no II Congresso Científico Pan-Americano de Washington, 1916; "Profilaxia da lepra", in "Boletim da Sociedade de Medicina e Cirurgia de S. Paulo", mar. 1920; "A febre tifóide em S. Paulo e seu histórico", in "Boletim do Instituto de Higiene", S. Paulo, 8, 1921; "Lepra, sua freqüência no Estado de S. Paulo", in Boletim da Sociedade de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra", hun., 1929. (p. 520)

Eugênio Marcondes Homem de Mello - Nasceu em Pindamonhangaba, em meados do século XIX. Faleceu no Rio de Janeiro a 8 de dezembro de 1887. Após os estudos preparatórios, matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo colado grau em 1877. Defendeu tese. Voltou, então, à sua terra natal, onde exerceu a clínica. Militou na política, tendo pertencido ao Partido Liberal. Como seu representante ocupou uma cadeira na Câmara Municipal, de 1881 a 1882. Colaborou nos jornais pindenses, notadamente na "Tribuna do Norte", cujo primeiro número, sob a direção do dr. João Romeiro e Fernando de Moura Rangel, apareceu em 1882. Poeta. Bibliografia:"Um leilão", poesia, in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária: "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 30-3-1952; também, in "Poetas Pindenses", por João Martins de Almeida, "7 dias", Pindamonhangaba, 20-7-1952. (p. 366)

Francisco Antunes da Costa - Nasceu em Pindamonhangaba a 21 de agosto de 1859. Em 1882, foi nomeado professor público para a cadeira dos Remédios (Taubaté), sendo mais tarde removido para Jacareí. Matriculou-se, em 1887, na Escola Normal da Capital, abandonando, logo no primeiro ano o curso, por motivo de moléstia. Regressou a Jacareí, reassumindo a sua cadeira. Foi, depois, intendente municipal. Trabalhou com o Dr. Lamartine Delamare na direção do Ginásio Nogueira da Gama. Foi diretor do Albergue Noturno Antunes da Costa, provedor da Santa Casa de Misericórdia, secretário da Diretoria Geral da Instrução Pública e colaborador da "Revista do Ensino". Colaborou em numerosos jornais e revistas. Historiador. Bibliografia: "Histórico do Ginásio Nogueira da Gama", S. Paulo, 1901, "Compêndio de geografia". (p. 165)

Francisco Homem de Mello - Nasceu em Pindamonhangaba a 23 de novembro de 1859. Faleceu nesta Capital a 5 de maio de 1916. Formado, em 1886, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Fêz seus primeiros estudos no Colégio "Edmundo", de Taubaté. Frequentou depois o Caraça (1879). Formado, trabalhou para a Cia. Mogiana, tendo organizado os projetos de Serra Negra, Monte Alegre e Mococa. Chefiou a comissão de engenheiros que desceu o rio das Velhas e o S. Francisco para explorar uma estrada de ferro em demanda do Espírito Santo. Foi engenheiro da Central do Brasil, dirigiu, por incumbência do Banco Construtor e Agrícola, a Estrada de Ferro Itatibense, a Estrada de Ferro Douradense, a Estrada de Ferro S. Paulo-Goiás, etc. Em Itatiba, onde fixou residência, fundou uma fábrica de tecidos. Foi secretário da Superintendência de Obras Públicas. Bibliografia: "Atlas do Brasil", de colaboração com o Barão Homem de Melo. (p. 367)

Francisco Inácio Marcondes Homem de Mello - Barão Homem de Melo. Nasceu em Pindamonhangaba, a 1 de maio de 1837. Faleceu em Campo Belo, hoje Homem de Melo, a 4 de janeiro de 1918. Fez o curso de humanidades no Seminário Episcopal de Mariana. Formado, em 1858, pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Exerceu a advocacia em sua terra natal, onde foi presidente da Câmara Municipal (1860-1861). Fixou, depois, residência no Rio de Janeiro, sendo, em 1861, nomeado professor de História Antiga e da Idade Média no Colégio Pedro II. Exonerou-se, a pedido, em 1864. Neste ano, ocupou a presidência da província de S. Paulo. Foi governador do Ceará (1865-1866), do Rio Grande do Sul (1867-1868) e da Bahia (1878). Representou S. Paulo na legislatura de 1878 a 1881. Foi ministro dos Negócios do Império no Gabinete Saraiva, de 28 de março de 1880 a 3 de novembro de 1881; ministro interino da Guerra (1881). Exerceu interinamente o cargo de inspetor geral da instrução pública, de 1873 a 1878. Após a proclamação da República, regeu a cadeira de História Universal e de Geografia no Colégio Militar, desde a sua fundação e participou do Conselho da Intendência. Era membro do Conselho Imperial (1875), dignatário da Ordem da Rosa, sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Sociedade de Geografia do Brasil, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, da Sociedade Brasileira de Aclimação, da Sociedade Propagadora dos Cursos Noturnos, etc. Dirigiu o Banco do Brasil em dois períodos: de 1869 a 1874 e de 1876 a 1878; foi presidente da Cia. De Estradas de Ferro S. Paulo-Rio de Janeiro, de 1873 a 1878; lecionou interinamente mitologia na Escola Nacional de Belas Artes, em 1896. Um dos quatro "grandes beneméritos" do Instituto Histórico Brasileiro. Viajou pelo Velho Mundo, tendo visitado o Egito e a Terra Santa. Em 1918, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga de José Veríssimo. "Dos quarenta e três milhões de minutos que viveu, o dr. Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo só não pensou em história quando não pensou em coisa alguma" (Martins Francisco). "Acentuou-se desde logo a sua predileção pelos estudos históricos" (Almeida Nogueira). "... um dos mais notáveis talentos nacionais". "É o dr. Homem de Melo de natural frio e meditativo. Parece que tem mêdo à precipitação e à voluntariedade, mêdo que sempre foi uma das primeiras virtudes do historiador (Machado de Assis). Historiador, biógrafo, crítico, geógrafo, didata, etc. Bibliografia: "Estudos históricos brasileiros", S. Paulo, Tip. Antonio Louzada Antunes, 1858, 161 p., in 80 ; "Juízo crítico sôbre a 'História Geral do Brasil', de Francisco Adolfo Varnhagen", in "Ensaios literários", S. Paulo, 1858. "Esboços biográficos", S. Paulo, Tip. Literária, 1858, 1890, in 80;; "Estudos históricos brasileiros", S. Paulo, Tip. Doze de Dezembro, 1858; "A Constituinte perante a história", Rio, Tip. da "Atualidades", 1863, 199 p., in 80; "Escritos históricos e literários: I, A Constituinte perante a história; II, 30 de julho de 1858; III, Diversos", 2a ed., Rio H. Laemmert, 1868, iv, 348 p., 22 x 16cm; "Apenso ao quadro estatístico e geográfico da província do Rio Grande do Sul", Pôrto Alegre, Tip. do "Jornal do Comércio", 1868; "O 'Atlas do Império do Brasil', pelo dr. Cândido Mendes de Almeida", notícia literária, Rio, Tip. Quirino & Irmão, 1869, 25 p., in 80; "O general José Joaquim de Andrade Neves, Barão do Triunfo", biografia, Rio, Tip. Americana, 1869, 50 p., in-40; "A paz", Rio, 1870, 4 p., in-80;

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"O que se deve pensar do sistema de colonização adotado pelos portugueses no Brasil", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 34: 102-123, 1872; "Excursões pelo Ceará, S. Pedro do Sul e S. Paulo", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 35: 80-169, 1872; "Biografia de Hipólito José da Costa", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 35: 203-245, 1872; "Excursões geográficas", Rio, 1872-1886; "Memórias do Visconde de S. Leopoldo", 1873; "A Estrada de Ferro de S. Paulo à Cachoeira, Rio, 1873, in-80; "Viagem ao Paraguai em fevereiro em março de 1869", cartas ao ten.-cel. Benedito Marcondes Homem de Melo, in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 36: 5-51, 187...: "Exposição pública de belas artes em 1872", Rio, 1875, 32 p., in-80; "Carta física do Brasil mostrando os sistemas orográficos e hidrográficos desta região", Rio, Lit. Rensbourg, 1875, in-fol., "Índice cronológico dos fatos mais notáveis da história da capitania, depois província do Rio Grande do Sul (1837-1867)", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 42: 115-140; "Subsídios para a organização da carta física do Brasil", estudos geográficos, Rio, 1876, 52 p., in-fol.; "Excursão ao Itatiaia em junho de 1876; mapa para servir de guia do Rio de Janeiro ao pico do Itatiaia", Rio, Lit. Alex Speltz; "Atlas do Brasil", Rio, 1881; "Compêndio para o ensino dos surdos-mudos", Rio, Tip. H., Laemmert, 1881: "Regulamento eleitoral", Rio, 1881; "Atlas do Império do Brasil segundo os dados existentes e fornecidos pelo conselheiro Barão Homem de Melo ao tenente-coronel Francisco Antonio Pimenta Bueno, pelos mesmos revista, etc.", Rio, 1882; "Excursões geográficas: 1872-1886", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 167-203, 1888; "Integração da nacionalidade brasileira pela metrópole", Rio, Cia, Tipográfica do Brasil, 1895, 24 p., 23x15 cm; "Mitologia", Rio, Imprensa Nacional, 1896; "O Oyapoc: divisa do Brasil com a Guiana Francesa", Rio, 1889; "A minha nebulosa: lux ultima, prima lux", Rio, Pip. Instituto Nacional dos Surdos-Mudos, 1903, 8 p., 31x21 cm; "Atlas do Brasil", Rio, 1909; "O Visconde de S. Leopoldo", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 23:131; "Notas históricas sôbre o general Manuel Luís Osório", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 64:87; "Necessidade de uma coleção sistemática de documentos de história do Brasil", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio 64:149; "A guerra dos mascates e Pernambuco", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 64:253; "Minas de prata de Sorocada", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 51:311; "O conselheiro Paulino José Soares de Souza", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", Rio, 66:71; "O Brasil intelectual em 1801", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", 64:5; "Documentos para a história da viação férrea de S. Paulo; inauguração dos planos inclinados da Serrra de Santos em 1864", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo", 6:12. (p. 367)

Francisco Marcondes Romeiro - Nasceu em Pindamonhangaba a 28 de dezembro de 1840. Faleceu em sua terra natal a 25 de outubro de 1911. Estudou humanidades no Colégio de Baependi. Formado, em 1866, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Regressou, então, a Pindamonhangaba, abrindo consultório clínico. Especializou-se notadamente em cirurgia. Dedicou-se à política, tendo sido eleito vereador em 1869. Exerceu depois, até 1904, o cargo de presidente da Câmara. Nesse ano, passou a ocupar uma cadeira no Congresso Federal. Acudiu à população, em 1872, quando da epidemia de varíola. Em 1888, promoveu a libertação dos escravos do município pindense. Com o advento da República, aderiu ao novo regime, foi delegado de polícia, prefeito municipal (1898), deputado federal (1906), reeleito em 1908. Bibliografia: "Do glaucoma: dissertação, Da asfixia por submersão; do raquitismo; diagnóstico diferencial entre o tifo e a febre amarela: proposições", Rio, 1866, in-40; "Relatório da epidemia variólica apresentado à Câmara Municipal de Pindamonhangaba", Pindamonhangaba, 1874, 40 p., in-80 ; "Código de posturas do município de Pindamonhangaba", Rio, 1877, 64p., in-40. (p. 539)

Gregório José de Oliveira e Costa - Nasceu em Pindamonhangaba em 25 de março de 1842. Faleceu a 20 de junho de 1902. Fêz os preparatórios no Colégio do Padre Mamede, matriculou-se em seguida (1838) na Faculdade de Direito de São Paulo, tendo colado grau em 1862. Logo depois de formado, voltou à sua terra natal, exercendo o cargo de Juiz Municipal na vizinha cidade de Guaratinguetá, cargo que deixou a fim de entregar-se inteiramente à profissão de advogado, nesta capital. Em 1877 foi eleito vereador da Câmara Municipal, sendo várias vezes reeleito. Desempenhou também as funções de Juiz de Paz. No ano de 1880, foi designado pelo Governo Imperial para presidir a Província da Paraíba, que teve de abandonar por motivos de saúde. Regressou a Pindamonhangaba e às suas atividades forenses, sendo deputado à Assembleia da Província de São Paulo. Fundou em sua terra natal, em companhia do Padre J. B. O. Salgado, o Colégio Redenção. Colaborou em vários órgãos da imprensa, políticos e literários. Pertenceu ao Partido Liberal. Redigiu, em 1872, com Frederico Machado, o periódico o "Americano". Acompanhou os drs. F. Romeiro e João Romeiro na luta pela libertação dos escravos. Poeta, orador, etc. Bibliografia: "O progresso", poesia, in "Poetas do Norte de S. Paulo" por Inocêncio Candelária, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 16-3-1951; também in "Poetas Pindenses", por João Martins de Almeida, "7 dias", Pindamonhangaba, abr., 1952. (p. 165)

Heitor Cunha - Nasceu em Pindamonhangaba a 18 de agosto de 1900. Formado pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Militou na imprensa do Interior, assinando os seus trabalhos, comumente, com o pseudônimo de "Rouxinol". Nesta capital, foi diretor de "O Triângulo" e secretário do superintendente da Ordem Política e Social. Dedicou-se particularmente à defesa da mulher brasileira. Fêz, nesse sentido, várias conferências. Bibliografia: "Naide", romance; "Cartas de amor". (p. 175)

Inácio Marcondes de Rezende - "Nasceu em Pindamonhangaba a 19 de junho de 1859, Faleceu a 4 de junho de 1919. Formado, em 1882, pela Faculdade de Medicina de Bordéus. Fêz os preparatórios no Colégio S. João, no Colégio Redenção e no Colégio "Mamede". Em 1874, transferiu-se para o Colégio "Isidoro". Em 1876, ingressou na École de Saint Cosme. Obteve o primeiro prêmio ("Laureat") e diversas medalhas comemorativas. Regressou para o Brasil em 1883. No ano seguinte, foi nomeado preparador de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e médico do Hospital da Venerável Ordem da Penitência. A Imperial Academia de Medicina elegeu-o membro titular em 1887. Na França, ocupou os cargos de preceptor da Faculdade de Medicina de Bordéus e de ajudante de anatomia operatória; foi membro da Sociedade de Anatomia e Fisiologia de Bordéus, etc. Membro da Sociedade Científica, do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo, etc. Foi sócio fundador da Sociedade de Medicina e Cirurgia de S. Paulo. "Dominou mesmo a clínica da época" (Rubião Meira). "...um nome cheio de glórias" (Ataíde Marcondes). Bibliografia: "Genia", memória, Rio, 1887; "Redação de anatomia anormal com a anatomia comparada e a ontogenia", Rio, 1887. (p. 518)

JannartAntonio Moutinho Ribeiro - Nasceu em Pindamonhangaba, a 18 de janeiro de 1920. Fêz o curso primário no Grupo Escolar Modêlo do Braz, anexo à Escola Normal "Padre Anchieta", e o secundário no Ginásio Municipal de sua cidade natal, no Ginásio do Carmo e no Liceu Acadêmico. Formado pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Secretário da Academia de Letras das Arcadas, desde 1946 e depois seu vice-presidente. Escreveu crônicas para a "Tribuna do Norte", de Pindamonhangaba de 1939 a 1941. Como romancista, aparece com "A grande represa". Colaborou no 'Jornal Universitário", "O Libertador", "No Limiar das Arcadas", "Arcádia", etc. Contista, romancista, cronista, jornalista, etc. Bibliografia: "A grande represa", romance. (p. 524)

João Francisco de Oliveira Godoi - Nasceu em Pindamonhangaba a 19 de setembro de 1867. Fez os estudos primários na escola particular do professor Evaristo Correia dos Santos. Cursou humanidades no Ateneu Paulista, no Colégio Redenção e no Seminário Episcopal. Formando, em 1888, pela Faculdade de Direito de São Paulo. Foi promotor público em Goiás, onde chegou a desembargador da Corte de Apelação, tendo sido também chefe de Polícia. Colaborador da "Revista Genealógica Brasileira" e membro do Instituto Genealógico Brasileiro. Quando acadêmico, foi funcionário da Fazenda Nacional em São Paulo. Removido para Pernambuco, recusou a transferência, preferindo dedicar-se à magistratura. Historiador e genealogista. Bibliografia: "Esboço genealógico da família João Batista de Alencastro Veiga", in "Revista Genealógica Brasileira", São Paulo, 1948. (p. 254)

Do Livro "Dicionário de Autores Paulistas", São Paulo, 1954, de Luis Correia de Melo.

 
 
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