Nº 60 | novembro / dezembro 2014
Genealogia

Reconstituindo a História de Aparecida XVII | Benedicto Lourenço Barbosa

Sargento-Mor Antonio dos Santos Silva


Nascido em 1762 e falecido em 1842, em Guaratinguetá-SP. Senhor de engenho no bairro dos Motas, foi tenente, capitão e sargento-mor da Vila de Guaratinguetá-SP, onde também foi vereador, presidente da Câmara e Juiz Ordinário por duas vezes. Casado com Margarida Pereira Rangel, nascida em 1753, filha de Manoel Pereira Fialho e de Maria Madalena de Jesus (Rangel). Pais de:

1. Capitão Antonio dos Santos Silva (ou Santos Rangel), nascido em 1786 e casado com Gertrudes Marcondes dos Santos, filha do Capitão Tomás Marcondes do Amaral e de Maria Antonia dos Santos;
2. Manuel dos Santos Rangel, nascido em 1793 e falecido em 1858, em Guaratinguetá-SP. Senhor de engenho e cafeicultor, casado com Margarida Teodora Vieira, filha do Sargento-Mor Francisco Vieira Novais e de Ana Rosa de Jesus;

3. Ana Fialho de Jesus, nascida em 1795 e casada com o Capitão Tomé Gonçalves de Carvalho, senhor de engenho, filho do Capitão Tomé Gonçalves de Carvalho e de Maria Francisca das Neves;

4. Margarida Fialho de Jesus, nascida em 1796 e casada com o Ten. Cel. João Francisco Vieira de Novais, filho do Sargento Mor Francisco Vieira de Novais e de Ana Rosa de Jesus;

5. Tenente Joaquim dos Santos Silva, nascido em 1799 e falecido em 1869, casado com Manuela Marcondes dos Santos, filha do Capitão Tomás Marcondes do Amaral e de Maria Antonia dos Santos;

6. Anacleta Policena dos Santos, nascida em 1802 e casada com o capitão Francisco da Silva Barros, filho do Sargento-Mor Francisco da Silva Barros Abreu e de Antonia Pereira Rangel (trisavós do autor);

7. Capitão João dos Santos Silva, nascido em 1805, senhor de engenho, vereador, presidente da Câmara Municipal de Guaratinguetá-SP, foi proprietário de terras no bairro dos Motas .

Alferes Máximo do Rego Rangel


Nascido em 1778, na Vila de Guaratinguetá-SP. Alferes em 1794, foi cafeicultor em Aparecida. Filho de Gonçalo do Rego Barbosa, senhor de engenho e de Margarida Nunes Rangel, neta de outra do mesmo nome, a doadora das terras para a Senhora Aparecida. Casado com Ma-ria Fialho de Jesus, nascida em 1782, filha do Sargento-Mor Francisco da Silva Barros de Abreu e de Maria Pereira Rangel. Pais de:

1. Maria da Silva Rangel, casada em 1826 com o Capitão Francisco de Paula Santos, fazendeiro em Roseira-SP, filho do Sargento-Mor Máximo dos Santos Souza, fazendeiro em Roseira-SP, e de Ana Policena Angélica de Jesus.

2. Francisco Rangel de Barros, nascido em 1815, fazendeiro no Piagui, foi vereador na Vila de Guaratinguetá-SP. Casado com Maria Beralda de Moura e sogro do Coronel Rodrigo Pires do Rio, fazendeiro e político em Aparecida-SP.

3. Mariana Rangel, nascida em 1826 e casada por duas vezes: a 1ª com Francisco de Sales Vilela e a 2ª com seu cunhado Isaías Profeta de Sales Vilela. Estes, irmãos de Antonio Manoel Rodrigues Villela, 1º Juiz de Paz em Aparecida quando da procla-mação da República. Mariana teve, com Francisco de Sales Villela, o filho Major José de Sales Vilela, que foi fa-zendeiro em Pindaitiba, Roseira-SP.

Dentre seus descendentes, destacam-se o Dr. Domingos Antonio de Morais Filho, médico em Guaratinguetá-SP, com atuação política (é nome de rua no centro de Guaratinguetá-SP), como também o Dr. José Pires do Rio, que foi Deputado, Prefeito de São Paulo e Ministro de Estado por duas vezes, tendo seu nome imortalizado em uma cidade no interior do Estado de Goiás em razão de ter sido ele o responsável pela implantação de malha ferroviária que tem a cidade Pires do Rio com ponto de entroncamento.

Joaquim Lemes da Silva Portes


Nascido antes de 1790 e falecido no Distrito da Capela de Aparecida, em 1840. Filho de João Portes da Silva e de Maria Francisca da Conceição. Proprietário de sítio na Capela de Aparecida e também tinha terras aforadas da Senhora Aparecida, onde hoje ficam o Seminário Bom Jesus, Seminário Santo Afonso, Editora Santuário, Conventos Carmelita e do Amor Divino, Santa Casa, Colégio Millenium e todo o alto de São João, ou seja, do ribeirão do Sá ao ribeirão dos Moraes, e ainda a parte superior a Rodovia Presidente Dutra. Casado com Gertrudes Maria de Jesus (1809), filha de Joaquim José Rodrigues e de Ana Ribeiro de Jesus. Cultivava 18.000 pés de café nas terras próprias e aforadas com 10 escravos e dos filhos e genros adiante nomeados:

1. Maria, nascida por 1810 e casada com Miguel Soares;

2. Capitão Manoel Lemes da Silva Portes, nascido por 1812 e casado com Maria Leme da Assunção. Filha de Antonio Rodrigues Coura e de Ana Leme, por sua vez, pais de Thereza Lemes, Miguel Lemes da Silva Portes, Manoel Lemes da Silva Portes Filho, Antonio Lemes da Silva Portes, Margarida Lemes de Jesus e Ana Lemes de Jesus.

3. Theodora Lemes da Silva Portes, nascida por 1820 e casada com Bento Leite do Prado, filho de Inácio Leite do Prado (ou de Quadros) e de Quitéria Maria da Conceição. Deste casal descendem os "Bento" de Aparecida.

4. Gertrudes Maria de Jesus, nascida por 1821 e falecida, em Aparecida, em 1891, com 70 anos.

5. Mariana, nascida por 1831, em Aparecida-SP.

De Joaquim Lemes descendem os Borges Ribeiro, os Paula Santos de Aparecida, parte dos Januário de Lima, os Ferreira da Silva e os Oliveira Pinto. Concluindo, José, Maria de Lourdes e Conceição Borges Ribeiro, Benedito Raul Bento, Ricardo Januário de Lima, Elpídio de Paula Santos e tantas outras pessoas de destaque na vida de Aparecida são deste tronco.

Capitão João Galvão de França


Nascido em 1802 e falecido em 1860, filho do Alferes Antonio Gonçalves da Silva, senhor de engenho no Potim e de Ana Galvão de Siqueira França. Casado, em 1824, com Gertrudes Guimarães França, nascida em Pirapitingui, Roseira-SP, filha de José Francisco Guimarães e de Ana Jacinta de França. Foi Juiz de Paz, a partir de 1832, no Distrito de Aparecida e Inspetor de Estradas. Participou ativamente do movimento para elevação da Capela de Aparecida à condição de Freguezia. Proprietário da Fazenda Boa Vista, que mais tarde foi do professor José Luiz Pasin e onde hoje funciona a Faculdade de Roseira. João Galvão e Gertrudes foram pais de:

1. Ana Jacinta Galvão de França, casada com Máximo Monteiro dos Santos, Major e fazendeiro em Roseira-SP e que foi vereador em Guaratinguetá-SP. Herdaram a Fazenda Boa Vista.

2. Tenente Coronel José Galvão de França Guimarães, nascido em 1828, Fazendeiro em Roseira-SP e casado com Jesuína Lescura França.

3. Antonio Galvão de França Guimarães, nascido em 1829 e falecido em 1908. Casado com Maria Francisca Rangel.

4. Teresa Galvão de França, nascida em 1833 e falecida em 1895. Casada com João Batista Rangel, nascido em 1825, filho do ajudante Francisco das Chagas Guimarães e de Ana Pereira Fialho (ou Rangel). Deste casal descende o Dr. João Batista Rangel de Camargo já por nós biografado e que, como deputado, conseguiu a emancipação política de Aparecida, concretizando o sonho de seu bisavô e de todos os aparecidenses. Sua filha, professora, historiadora e pesquisadora Teresa Regina de Camargo Maia, casada com José Carlos Ferreira Maia, Promotor Público e Artista, realizam importante trabalho de preservação da memória de Guaratinguetá e região com o Museu Frei Galvão. Ambos já publicaram mais de 50 livros.

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5. Maria Gertrudes Galvão de França, casada com Antonio Marques dos Santos, fazendeiro em Roseira.

6. Mariana Galvão de França, casada com Francisco Marcondes Guimarães, comerciante de tecidos em Guaratinguetá-SP, onde foi vereador.

7. Maria do Carmo Galvão de França, casada com Francisco Marcondes de Moura, fazendeiro em Guaratinguetá-SP.

8. Maria Francisca Galvão de França, nascida em Roseira-SP e casada com o Comendador Antonio Rodrigues Alves, irmão do Conselheiro Francisco de Paula Rodrigues Alves, Presidente da República e Virgílio Rodrigues Alves, senador do Congresso Paulista. O Comendador comandou a política em Guaratinguetá-SP durante décadas.

Sargento Manuel Eduardo Laurentino


Nascido em 1802 e falecido em 1868, cuja filiação é desconhecida e pressupõe-se ser da família Galvão de França, pelos nomes de seus filhos. Em 1835 foi nomeado Inspetor de Quarteirão da Ponte Alta ao Alto das Pedras do recém-criado Distrito de Aparecida. Participou, em 1842, do movimento de elevação da Capela de Aparecida à condição de Freguesia. Casado, possivelmente por 1841 ou 1842 (documento não localizado), com Carolina Maria de Jesus, também de filiação não conhecida, mas que segundo tradição oral seria filha de uma moça de Pindamonhangaba-SP, com o Imperador Dom Pedro I e que teria nascido em Cunha-SP, em 1823, e criada por família de sobrenome Vilela. Pais de:

1. Francisco Galvão Vilela, nascido em Aparecida-SP por 1843, e falecido em 1920. Casado com Lídia Maria de Jesus, filha de Manoel Joaquim Batista e de Ana Rosa Domingues de Castro. Pais de: Francisco, Bernardo, Justino, Francisca e Artur Vilela.

2. Carolina Maria de França, nascida, por 1846, em Aparecida-SP e aí falecida, em 1931, com 85 anos. Casada com Antonio João de Souza, ferroviário, nascido em Ubatuba-SP. Pais de: Benedita Izabel de França Souza, nascida em 1885, e de Antonio de França Souza, nascido por 1887.

3. Eduardo Galvão Vilela, nascido em Aparecida-SP, por 1852, e aí falecido aos 05-03-1910 com 58 anos. Pirotécnico. Casou-se com Maria Alves da Conceição, nascida em Aparecida-SP, filha de Joaquim Alves Ferreira e de Mariana Ferreira. Pais de: Eduardo Leôncio Vilela, João Severino Vilela, professor, Maria e Roberto.

4. Maria Eulina de França, nas-cida em Aparecida-SP, por 1853, e aí falecida, em 1906, com 53 anos. Casada com José Lopes Ferreira, nascido em Portugal, filho de Manoel Lopes Ferreira e de Marcolina Lopes Ferreira. Pais de: José Lopes Ferreira, sacerdote redentorista, Maria Firmina Ferreira, casada com seu primo Antonio de França Souza, Maria do Carmo Ferreira, casada com Francisco Ferreira ("Chico Santeiro"), e Maria Amélia Ferreira, freira.

5. José Vito Vilela, nascido em Aparecida-SP, por 1858, e aí falecido, aos 06-02-1924, com 66 anos, solteiro.

6. Maria do Carmo França, nascida em Aparecida-SP, por 1860, e aí falecida, em 1940, com 80 anos. Casada com o Maestro Isaac Júlio Barreto. Pais de: Maestro Benedicto Júlio Barreto, Maria Benedita Barreto casada com Maestro Oscar Randolpho de Lorena, e Maria Luzia Barreto casada com Domingos Braga Filho.

7. Francisca Maria de França, casada com o Tenente Francisco Manoel Pereira da Fonseca. Pais de: Maria Antonieta, Maria da Conceição e Maria da Glória Pereira da Fonseca.

Geraldo Ribas


Nascido em São Paulo-SP, aos 6-10-1856, e falecido, aos 17-02-1910. Da Promotoria Pública em Paranaguá-PR. Casado com Ana Barbosa, nascida em São João de Itaborahy, Porto das Caixas-RJ, por 1849 e falecida, em Aparecida-SP, aos 17-02-1918, filha de João Félix de Carvalho e de Maria de Carvalho, naturais de Itaboray-RJ. Pais de:

1. Capitão Geraldo Ribas Júnior, nascido em Niterói-RJ, por 1876 e ferroviário, em 1906, na Estação da EFCB de Aparecida-SP com a função de conferente. Casado em Piedade-DF/RJ com Guilhermina Rosa, nascida em Cascadura-RJ, filha de Manoel José da Rosa Jú-nior e de Maria Gonçalves Rosa, naturais do Rio de Janeiro, por sua vez, pais de: Amanda Ribas, casada com José Galvão de Castro, filha de Amador Galvão César e de Maria da Glória Galvão de Castro, pais de: Maria Eunice de Castro, casada com Antonio de Toledo Piza, pais de: Rosa Maria, José Roberto, Marco Antonio, Júlio César, Maria Auxiliadora, Luiz Otávio, Suely e Paulo Afonso; Maria Edina, Alcides, Áurea, Mauro, Guido e Cláudio Galvão de Castro, que foi prefeito em Aparecida. São filhos de Geraldo Ribas Júnior ainda: Cincinato, Sotero Indio, Hamilton de São Paulo, Aleixo Cahubyr, Romeu de Sant'Ana, Guiomar, Edith e Leonor Ribas.

2. Aracy Ribas, nascida aos 13-08-1882, em Cantagalo-RJ e casada, em Aparecida-SP, aos 10-10-1901, com Aristides Pereira de Andrade, nascido em Rio Claro-RJ, aos 18-11-1873, fi-lho de Antonio Luiz de Andrade e de Maria Silvéria de Moura. Aristides foi comerciante em Aparecida-SP com o ramo de padaria, vereador por Aparecida em Guaratinguetá-SP e Sub-prefeito de Aparecida por mais de 20 anos. O casal teve muitos filhos e enorme descendência e muitos estão em Cajamar, na Grande São Paulo.

3. Clarice Ribas casada com Celso Galvão Cesar, nascido por 1883, filho de Augusto Galvão César e de Maria Thereza Monteiro César. Pais de (entre outros) Augusta Ribas Galvão César, casada com Vicente Cerciari, por sua vez, pais de Luiz Gonzaga Cesar, casado com Terezinha Sebbe, nascida aos 08-07-1930, em Aparecida-SP, filha de João Sebe e de Esperança Láua Sebbe. Estes últimos, pais de César Filho, apresentador de TV e locutor de rádio, tendo atuado em novelas. Ultimamente comandava o programa "Notícias da manhã", do SBT (das 6 às 9 horas) e foi recém-contratado pela TV Record.

Benedicto Lourenço Barbosa é Mestre em Ciência e autor do livro Nossas Origens - 300 anos de História de Aparecida-SP.

 
 
 
 
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