Nº 60 | novembro / dezembro 2014
Editorial

Penso... logo assino | Alexandre Marcos Lourenço Barbosa

Ao chegar em sua sexagésima edição, O Lince encerra seu oitavo ano de circulação, em nova fase, com satisfação pelo já realizado e espírito renovado para continuar, pleno de disposição, a palmilhar as trilhas que definem a alma do homem valeparaibano através de sua produção.

O Lince, mais que um periódico que procura encerrar, em suas páginas, conjuntos de informações lapidadas pela reflexão, é um canal de livre expressão comprometido, em primeiro lugar e respeitosamente, com a elevação espiritual de seu leitor.

Para tanto, O Lince não se farta com a informação pasteurizada transformada em texto burocrático - embora o seu sucesso não seja uma invariável. Mas, mais que isso, privilegia os artigos e matérias que nascem do desejo da reflexão. Não do refletir enquanto mero exercício de abstração, mas do ato refletido nascido da tentativa de investigação como intenção manifesta de penetrar a dinâmica mais íntima da realidade.

Também busca fazer-se vitrine para novas ideias e novos nomes de pessoas talentosas em diferentes áreas de atividades: muitos artistas, escritores, educadores, pesquisadores, esportistas, historiadores, ambi-entalistas vêm, ao longo destes anos, recebendo destacada atenção da editoria.

Não bastasse, O Lince tem se perfilado com todo movimento social sério e consequente que vise fazer da causa cultural um instrumento de educação humana, o que nada tem que ver com o muito que há de leviano e demagógico das ações festivas de "promoters", incontáveis deles em funções ou cargos públicos, ocupados, consciente ou inconscientemente - pouco importa - em cumprir uma agenda populesca ou erudita - o que também pouco importa - para atender segmentos de públicos muitas vezes reforçados em seus valores estéticos.

Uma outra característica de O Lince, importante de ser colocada, é sua independência em relação ao poder público. De modo terminante, recusa abdicar de sua linha editorial, recusa tornar-se porta-voz de governos que fazem despudorado uso de certo tipo de imprensa para camuflar seus desacertos.

"Chapa branca" é um adjetivo que O Lince, por princípio, recusa-se a ter entre seus qualificativos. O que não representa um dar as costas ao apoio sincero à causa cultural.
Entretanto, até hoje, tem sido os anunciantes, assinantes e apoiadores - pessoas e instituições diferenciadas e de visão larga - os grandes pilares de sustentação do jornal.

Graças à capacidade de pessoas e instituições de acreditar e investir na formação de milhares de outras, O Lince tem podido alcançar suas aspirações, que são, primeiramente, coletivas.

Por isso, às portas de um novo ano que se inicia, O Lince externa ao seu público-leitor tão somente palavras de agradecimento pelo constante apoio recebido. Um apoio consciente, mas sobretudo amigo.

Que entre as "boas-novas" de 2015, O Lince possa continuar apo-iando as Artes, as Letras, a História, a Memória, a Educação, a Pesquisa, as Instituições de preservação, as publicações, os movimentos pela cul-tura e pelo meio-ambiente, enfim, o debate bem argumentado entre ideias nem sempre convergentes, o único embate que vale a pena sustentar.

A cada ano, publicamos seis edições bimestrais de 32 páginas. Se postas em um formato 14x21cm, cada edição do jornal corresponde a um pequeno livro de 128 páginas. 768 páginas ao final de um ano. Uma contribuição ao Vale do Paraíba, em especial paulista, a considerar.

Toda esta produção é também encontrada no site www.jornalolince.com.br.

Apoiar essa preservação, organização e divulgação da história, da cultura e da educação valeparaibanas tem sido argumento mais que suficiente para muitos.

Em 2015, que esse número receba um significativo aumento de assinantes. "Penso... logo assino". Um bom slogan para um promissor recomeço.

Feliz 2015!
 
 
Alternativa Informática Ótica Macedo
 
 
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