Nº 58 | julho / agosto 2014
Panopticum

Vale Paraibanos no Dicionário de Escritores Paulistas | Da Redação

Lorena II


Odilon Aquino de Oliveira - Nasceu a 7 de novembro de 1904. Fêz o curso secundário no Ginásio S. Joaquim, de sua cidade natal, inscrevendo-se, a seguir, no Curso Especial Militar da Fôrça Pública (Escola de Oficiais) e na Escola das Armas do Exército Nacional. Exerceu comandos diversos; foi assistente militar do Secretário da Segurança Pública; chefe da Casa Militar do Govêrno Adhemar de Barros. Chefe do Estado Maior da Fôrça Pública. Pertenceu ao Estado Maior do General Júlio Marcondes Salgado, tendo tomado parte na preparação, desfêcho e desenvolvimento da revolução paulista. Historiador. Bibliografia: "S. Paulo contra a ditadura", Editora Elo, 1934, 350 p.; reeditada no mesmo ano.

Olímpio Catão - Nasceu a 4 de fevereiro de 1850 em Lorena, onde faleceu a 10 de novembro de 1908. Formado, em 1876, pela Escola Normal da Capital. Exerceu o magistério em Lorena (1870), Descalvado e S. Paulo. Foi posteriormente nomeado inspetor escolar, tendo concorrido para a criação do grupo escolar de Jacareí. Há em S. José dos Campos um grupo escolar que tem o seu nome. Tomou parte no Primeiro Congresso Pedagógico realizado nesta Capital em 1896. Em sua cidade natal, fundou a escola noturna gratuita "Ascenção" e o "Retiro Literário Lorenense", de que foi orador. Fundador, também, da Auxiliadora da Instrução Popular e da Biblioteca Lorenense. Foi redator do primeiro jornal editado em Lorena: "O Lorenense" (1872). Sócio honorário do Clube Literário Bragantino e da Associação Nova Arcádia. O seu drama "O orgulho" foi o primeiro livro publicado em Lorena. Colaborou em numerosos jornais e revistas, notadamente os "Lorenenses" e "Gazeta de Descalvado". Teatrólogo e contista. Bibliografia: "O orgulho", drama, Lorena, Ed. "O Lorenense", 1873, 79 p., in-8.º; "Contos a esmo"; "Ressuscitada", drama; "O negro", idem; "A pobreza", idem; "O diadema da virgem", comédia dramática; "Manifestações", comédia; "Minha sogra", idem; "Almanaque da comarca de Lorena", Rio, Tip. Cinco de Março, 1875, 74 p.; "Almanaque de Lorena", de colaboração com Jerônimo Lorena, Lorena, Tip. "Gazeta de Lorena", 1882, 64 p.

Pedro Celestino de Alcântara Pacheco - Nasceu em Lorena (1830). Presbítero regular. Foi vigário em Itajobi (Minas Gerais) e, depois, monsenhor da Capela Imperial. Reitor do Seminário S. José, prefeito dos estudos e examinador sinodal. Cavaleiro da Ordem de s. João de Jerusalém. Bibliografia: "O ex-reitor do seminário episcopal de S. José ao ilustrado público", etc., Rio, 1864, 72 p., in-8.º.

Péricles Eugênio da Silva Ramos - Nasceu a 24 de outubro de 1919. Fêz os primeiros estudos em sua cidade natal, onde freqüentou o Ginásio Municipal S. Joaquim, sendo premiado com a medalha de ouro "Otacílio Nunes". Ingressou em 1937 no Colégio Universitário (1937-1939) e, em 1939, na Faculdade de Direito da Universidade de S. Paulo. Bacharelou-se em 1943, tendo obtido o prêmio "Duarte de Azevedo". Durante o curso acadêmico, foi eleito três vêzes sucessivas para a Comissão da Redação do Centro Acadêmico "XI de Agôsto", tendo pertencido à Academia de Letras das Arcadas, que o laureou com o prêmio "Amadeu Amaral" de poesia. Iniciou-se na imprensa trabalhando no "Jornal da Manhã", de onde passou para o "Correio Paulistano", de que foi sub-secretário, superintendente e sub-diretor. Ex-diretor da Divisão de Divulgação do D.E.I.P., diretor e fundador da "Revista Brasileira de Poesia", etc.. Pertenceu ao grupo que lançou "Clima" e, em 1947, conquistou, com "Lamentação floral", o prêmio "Fábio Prado" da Sociedade Paulista dos Escritores. Um dos redatores do Suplemento de Literatura e Arte do "Jornal de S. Paulo". Redator da secretaria do Govêrno. Em 1949, o ministério da Educação da França conferiu-lhe a medalha de prata de "Arts, Sciences et Letres". No "Correio Paulistano" publicou um estudo crítico sôbre métrica luso-brasileira e "Ritmo, parnasianismo e palpites", que foi reproduzido pela "Revista Brasileira de Poesia". Poeta, crítico, ensaísta, etc. "evita cuidadosamente e descida ao vulgar através das falsas jóias das miragens ou pelo declive da piada amarga" (Sérgio Milliet). "... um poeta de emoções inesperadas (...) artista de muitas possibilidades" (Carlos Burlamaqui Kopke). Bibliografia: "Lamentação floral", I.º prêmio "Fábio Prado", da Sociedade Paulista dos Escritores, S. Paulo, Assunção, 1946, 98 p.; "Sistema da métrica luso-brasileira", estudo crítico seriado, in "Correio Paulistano"; "Ritmo, parnasianismo e palpites", idem, in "Correio Paulistano"; também, in "Revista Brasileira de Poesia", 3; "Inscrição", "Poema do semeador" e "Elegia de 11 de maio de 1948", poesias, in "Coletânea de Poetas Paulistas", por Encas de Moura, Rio, Minerva, 1951, p. 291-293; "VBI TROIA TVIT", "Epitáfio", "Cantiga do amor", "Canção de duas corolas", "Naufrágio", "Poema do semeador", "Riso morto", "Canção de cinzas" e "Elegia da rosa", in "Panorama de Nova Poesia", por Fernando Ferreira de Loanda", Ed. Orfeu, p. 85-93; "A obscura efígie", poemas de 1947-1949.

Sancho Pansa - Trata-se, naturalmente, de um pseudônimo, acreditando-se que cuide de esconder um autor paulista. Por isso o insiro aqui, apontada a dúvida. Em sua "Resenha Histórica de Lorena", Faustino César diz, a propósito de seu livro "Costumes da Tabua", o seguinte: "Este livrinho revolucionou Lorena naquela época, tal o seu valor como revista crítica local, todo escrito em estilo correto, inspirado e por vêzes elegante. A sua crítica, ora mordaz, sarcástica, ora bisbilhoteira, mas sempre saturada de profunda ironia, foi escrita por mão de mestre. O seu autor (?) mostrou que conhece a fundo os homens de Lorena daquele tempo". Romancista, poeta, etc. Bibliografia: "Costumes da Tabua", romance poético, Lorena, 1894.

Sérvulo Gonçalves - Nasceu a 23 de dezembro de 1856 em Lorena, onde faleceu a 1.º de março de 1923. Aos 8 anos, seguiu para casa de um tio e padrinho residente em Taubaté, a fim de aprender as primeiras letras em modesto externato. Aos 13 anos, empregou-se no comércio bastante contrariado, pois queria estudar. Em 1875, contra a vontade dos seus, fundou, com Jorge Rodrigues, um pequeno semanário intitulado "A juventude", em cujas páginas ambos ensaiaram seus primeiros vôos de arte. Verificando-lhe a decidida vocação para as letras, prestou-se o tio a auxiliá-lo. Apareceu, então, um jornal melhor, que tomou o nome de "Imprensa de Taubaté". Só o deixou quando teve de se transferir para Sant'Ana dos Tocos, município de Rezende, no Estado do Rio, onde foi mestre-escola, lavrador e colaborador do semanário local. Um de seus artigos "Lêde, povo", serviu de bandeira a uma eleição dessa época, pleiteada por Nilo Peçanha. Proclamada a República, foi nomeado Intendente da Câmara de Rezende e Inspetor de ensino, cargos que recusou, para aceitar o de subdelegado do distrito de Sant'Ana dos Tocos. Logo após, resolveu abandonar o posto e voltar definitivamente para sua terra natal, tendo residido antes uns meses em Piquete. Em 1904, foi nomeado escrivão de Paz e oficial do Registro Civil; cedendo mais tarde o primeiro cargo a um filho, ficou com o último, que exerceu até morte. Em 1906, fundou, com outros lorenenses, o "Centro Social Beneficente de Lorena", do qual foi sempre presidente. Nunca depôs a pena. Escreveu sempre, colaborando em todos os jornais da terra, sendo por isso vultosa a sua bagagem literária. No último ano de sua vida, fundou e dirigiu uma revista literária, "A Crisálida". Poeta, contista, etc. Bibliografia: "Cantos da montanha", versos; "Flores do sertão", versos; "Catadupas", inédito; "Tiririca", inédito.

Natividade da Serra


Cesídio Ambrogi - Nasceu a 22 de maio de 1894. Estudou as primeiras letras em sua cidade natal, tendo feito o curso secundário no Ginásio "Nogueira da Gama", de Jacareí. Frequentou a Escola Politécnica de São Paulo e, posteriormente, a Régia Universidade de Piza (Itália), onde realizou também um curso de letras clássicas. Regressando ao Brasil, dedicou-se, primeiro, às atividades de construtor. Foi inspetor federal de ensino, presidente da Sociedade Taubateana de Ensino, professor da Escola de Comércio, Catedrático do Colégio Estadual e Escola Normal de Taubaté e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa. Desempenha atualmente o cargo de catedrático de literatura e língua vernácula do Colégio Estadual e Escola Normal de Taubaté, onde reside. Fundou várias revistas e jornais, tendo colaborado em revistas e jornais do país. Alistou-se entre os estudiosos de folclore e etnografia brasileira. Em 1923 "descoberto por Monteiro Lobato", publicou o seu primeiro livro, "As moreninhas", poemas regionais. Um dos fundadores da Sociedade Taubateana de Esnino. Membro da Sociedade Paulista de Escritores, Associação Paulista de Imprensa, The American Academy of Policial and Social Science de Filadelfia (Estados Unidos), etc. Bibliografia: "As moreninhas", poemas regionais, S. Paulo, Curitiba, Ed. Guaíra, 1923, 130 p.; "Poemas vermelhos", com prefácio de Monteiro Lobato, Curitiba, Ed. Guaíra, 1947, 95 p., 19x14 cm.; "Mar glorioso", soneto, in "Coletânea de Poetas Paulistas", por Enéas de Moura, Rio. Ed. Minerva, 1951, p. 133-134, 24,5x17 cm.

Humberto Ambrogi - Nasceu a 10 de agosto de 1886, tendo morado, desde criança, em Taubaté, para onde seus pais transferiram residência. Faleceu no dia 30 de outubro de 1944. Na terra de adoção, fêz os estudos primários, ingressando mais tarde no Seminário Arquidiocesano desta capital. Depois de sete anos de curso, abandonou-o por falta de vocação eclesiástica. Sua vocação era artística. Violonista, pintor, etc. Além de artista, poeta, foi químico, pirotécnico, ferragista, etc. Bibliografia: "Melancolia", "O fantasma da metempsicose", "Brasil" e "Deus", sonetos, in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária.

Paraibuna


Adélio Camargo - Nasceu em Paraibuna, onde aprendeu as primeiras letras. Freqüentou, mais tarde, o Colégio Arquidiocesano. Foi Juiz de Paz e é gerente da Caixa Rural de Paraibuna. Prosador e poeta. Bibliografia: "Os nossos barcos", poesia, in "Poetas do Norte de São Paulo", por Inocêncio Candelaria, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes.

Benedito Mario Calazans - Nasceu a 13 de março de 1911, em Paraibuna, onde fêz seu curso primário. Fêz curso secundário em Taubaté, onde, por igual, se formou em filosofia e teologia, matérias que aperfeiçoou em Roma, mais tarde. Foi o fundador e é o orientador da "Lareira". É capelão-militar da Aeronáutica e professor de teologia, dogmática e ética na "Lareira". É inspetor do ensino religioso da Arquidiocese de São Paulo, assistente diocesano da Juventude Feminina da Ação Católica e da Juventude Operária, assistente da Universidade Católica, além de ocupar outros cargos no magistério religioso. Bibliografia: "Colheita em Sichar", poesia, in "Poetas do Norte de São Paulo", por Inocêncio Candelaria, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 1950.

Enéas Alpoim de Moura - Nasceu a 18 de julho de 1910. Cursou o Ginásio Diocesano de Taubaté e o Colégio "Pinto Ferreira" de Petrópolis. Bacharel pela antiga Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, tendo iniciado o curso jurídico em Niterói, onde permaneceu até o 5.º ano. Assistente social do P.D.F.. Foi redator do "Diário de Notícias" e colaborador da "Revista da Semana". Lecionou nas cadeiras de geografia e história de diversos ginásios do Distrito Federal. Membro do P.E.N. Clube do Brasil. Contista, poeta, ensaísta, antologista. Bibliografia: "O rancho das cruzes", contos, Rio, Epasa, 1944; "Coletânea de Poetas Paulistas", Rio, Ed. Minerva, 1951, 352 p., 24,5x17 cm.; "Mater", poesia, in "Coletânea de Poetas Paulistas", p. 230.

Francisco Eugênio de Toledo - Nasceu a 2 de julho de 1860. Formado, em 1883, pela Faculdade de Direito. Colaborou na "Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro", na "Gazeta Jurídica", em "O Direito", etc. Bibliografia: "Curiosidades da ciência", S. Paulo, Casa Duprat, 1903; "Leis e fórmulas processuais", S. Paulo, Casa Editora Mofreita, 1904; "Contratos e obrigações mercantis", S. Paulo, Casa Editora Mofreitas, 1905; "Nulidade de processo civil e comercial", S. Paulo, Tip. J. P. Cardoso, 1906; "Confissão judiciária", S. Paulo, Tip. Augusto Siqueira & Cia., 1917; "Manual do Direito Civil das pessoas", S. Paulo, Emp. Editora Brasileira, 1920; "Atentado ao pudor", S. Paulo, Emp. Editora Brasileira, 1921; "Análise da Constituição Federal", S. Paulo, Emp. Editora Brasileira, 1922.

Helvino Ferreira de Moraes - Nasceu a 11 de julho de 1876. Faleceu a 30 de setembro de 1930. Criou-se em Taubaté, onde aprendeu as primeiras letras, dedicando-se, desde logo, à literatura, de preferência à poesia satírica. Trabalhou como guarda-livros, militou na imprensa, inscreveu-se na Academia Taubateana de Letras, armou polêmicas, etc. Bibliografia: "Domínio do terror", série de sonetos satíricos, inédito; "Domínio do terror (II)", "A Câmara", "Retrato de um presidente" e "Honestos" e "Doutos", poesias satíricas, in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 13-8-1950.

Joaquim Antonio Marcondes - Nasceu a 27 de junho de 1894. Fêz o curso primário em S. José dos Campos. Em seguida, passou algum tempo na Fazenda Bom Jesus, de propriedade de seus pais, onde se entregou ao estudo de literatura, gramática e contabilidade. Transferiu-se para esta Capital, trabalhando como guarda-livros em algumas casas comerciais. Depois, com a idade de 16 anos, ingressou na Estrada de Ferro S. Paulo Railway. Mais tarde, foi nomeado primeiro escriturário do Departamento do Tráfego. Matriculou-se na Faculdade de Farmácia e Odontologia da Universidade de S. Paulo, obtendo o grau em Odontologia. Mudou-se então para Taubaté, cidade em que até hoje exerce a sua profissão, mantendo na "Voz do Vale do Paraíba", onde é redator, a secção "Crônica da Semana". Colabora também na Rádio Difusora de Taubaté e na Rádio Tupi de S. Paulo. Poeta, romancista, radialista, etc. Bibliografia: "Cestinha de orquídeas", peça radiofônica; "Engano fatal", peça radiofônica; "Engano fatal", peça radiofônica.

Maria de Lourdes Calazans - Nasceu a 17 de outubro de 1895. Foi redatora, durante onze anos, da revista infantil "O Periquito", e é autora de vários livros de literatura infantil. Professora normalista do Grupo Escolar "João Kopke". Redatora da revista "Ruth". Bibliografia: "O jogo da leitura", 1944; "Método de leitura" S. Paulo, Tip. Instituto Dona Ana Rosa.

Manuel Pereira Guimarães - Nasceu a 12 de março de 1865. Faleceu nesta Capital a 23 de abril de 1948. Formado, em 1887, pela Faculdade de Direito de S. Paulo, tendo, a 6 de fevereiro de 1907, recebido o título de doutor em borla e capelo. Foi promotor público da cidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, tendo deixado essas funções em virtude de seu credo monarquista, por ocasião da proclamação da República. Instado por Prudente de Morais, aceitou, porém, o cargo, entregando-se à advocacia e auxiliando os juízes de órfãos da Capital, como curador de menores e interditos. Foi um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo, tendo concorrido para a construção de sua sede. Era mesário da Santa Casa de Misericórdia de S. Paulo e membro do Conselho Fiscal da Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Historiador, biógrafo, etc. Bibliografia: "IV centenário do descobrimento do Brasil", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo", 6, 1901, 110 p.; "João Ramalho", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo", 7: 270-279, 1902; "Nota relativa á escritura de doação da Capela da Graça", in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo", 8: 564, 1903.

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Nicanor Tolosa Ortiz - "Rui Blaz". Nasceu a 29 de novembro de 1896. Fêz seus estudos primários no Grupo Escolar "Dr. Cerqueira César", em sua terra natal; os secundários, no então educandário do Convento de Santa Clara, dos capuchinhos da Veneranda Ordem Terceira, em Taubaté; e os superiores na Escola Normal Secundária da Praça, pela qual se diplomou em 1912, tendo pertencido à turma noturna regida por José Feliciano. Freqüentou, a seguir, a Faculdade de Direito de S. Paulo, colando grau em 1921. Cursou até o quarto ano a Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade do Rio de Janeiro. Em Santos, onde se radicou, exerce a profissão de advogado, tendo sido lente de psicologia da Escola Normal Livre "José Bonifácio", do Ginásio Luso-Brasileiro e do Liceu Feminino Santista. Além das suas atividades jornalísticas e forenses, é professor de português da Escola Normal e da Escola de Comércio, instituições da Associação Instrutiva "José Bonifácio". Foi redator-secretário do "Jornal do Comércio". Diretor responsável da revista "Flama". Colabora em muitos jornais de S. Paulo e de Santos, entre êles "A Gazeta", de S. Paulo, e a "Tribuna", de Santos. Contista, romancista, historiador, poeta, professor, jornalista, etc. Bibliografia: "Primeiro olhar", contos; "Marília de Dirceu", romance histórico; "Vila Rica", romance histórico; "Vila Rica", in "O Bom Ginasiano", por Máximo de Moura Santos e Francisco Lopes de Azevedo, I.ª série, Rio, Alves, 1942, p. 78-80.

Pedro Uzzo - Nasceu a 3 de outubro de 1901 em Paraibuna, onde cursou o Grupo Escolar "Dr. Cerqueira César", frequentando, a seguir, o Colégio Arquidiocesano e a Escola Normal Secundária da Capital. Formado pela Escola de Farmácia e Odontologia de Pindamonhangaba. Cirurgião-dentista. Desde que se instalou com sua clínica em Santos, começou a participar da vida jornalística e literária santista, colaborando em seus principais órgãos de publicidade. Entre as revistas e jornais em que colaborou, figuram "A Flama", "Brasilidade", "Estrêla Azul", "Tribuna", de Santos, e "Diário de S. Paulo", desta capital. Romancista, poeta, cronista, etc. Bibliografia: "Penca de aratacas", romance regionalista, S. Paulo, Sociedade Impressora Paulista, 1939, 271 p. 19x13 cm.; com capa e ilustrações do A.; "Suinãs", poesias, S. Paulo, Saraiva, 1948, 187 p., 20x14 cm., com capa do A.

Péricles Nogueira Santos - Nasceu a 6 de setembro de 1919. Fêz o curso primário na cidade natal e o secundário no Ginásio do Estado da capital. 1.º Tenente da Fôrça Policial do Estado, tendo entrado para as fileiras militares a 14 de março de 1938. Foi professor de matemática em Taubaté. Colaborador de várias revistas e jornais da capital e do interior. Poeta. Bibliografia: "Lâmpadas votivas", versos, Taubaté, Gráf. Universal, 1945.

Rui Calazans de Araújo - Nasceu em Paraibuna a 23 de fevereiro de 1910. Fêz seus estudos no ginásio do Estado da Capital (1923-1928). Formado, em 1934, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Foi professor do Colégio Universitário da Faculdade de Direto. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo e da Ordem dos Advogados. Tem colaborado em vários jornais e revists da Capital, tendo sido redator do "Diário Nacional". Historiador, biógrafo etc. Bibliografia: "Procissões antigas de São Paulo", "Festas joaninas"; "Pinto Ferraz", estudo biográfico.

Pindamonhangaba


Abelardo Vilas-Boas - Nasceu em Pindamonhangaba a 8 de abril de 1921. Fêz seus estudos no Ginásio Municipal de sua cidade natal. Formado, em 1942, pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Formado, em 1942, pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Durante o curso, foi assistente particular do Prof. Maurice Byé, da Faculdade de Direito de Toulouse, que, no Rio, lecionou economia política. Desempenhou também as funções de assistente responsável pelo setor do Sal da Coordenação de Mobilização Econômica. Assistente técnico do Departamento de Economia Industrial da Federação das Indústrias. Membro do Seminário de Legislação Social da Faculdade de Direito de S. Paulo. Economia. Bibliografia: "Elementos técnicos e econômicos para a organização da agricultura", 1943; "Índice da produtividade", 1944; "Industrialização e renda nacional", 1944; "Relação da troca no Brasil", 1947; "Efeitos das desvalorizações cambiais", 1950.

Alexandre Ribeiro Marcondes Machado (Juó Bananére) - "Juó Bananére". Nasceu a 11 de abril de 1892. Faleceu nesta Capital a 22 de agosto de 1933. Em Araraquara, iniciou os estudos primários. Transferiu-se, posteriormente, para Campinas, onde fêz os preparatórios, matriculando-se,
logo a seguir, na Escola Politécnica de S. Paulo. Formou-se em 1917. Em Araraquara, compôs versos satíricos e humorísticos, que publicou em jornais do Interior. Sempre se recusou a aceitar empregos. Obtinha recursos, para suas despesas extraordinárias, dos jornaizinhos que fundava e imprimia. Uma vez de posse do diploma de engenheiro civil, associou-se ao dr. Otávio Ferraz Sampaio, instalando, nesta Capital, um escritório técnico de construções sob a razão social de Sampaio-Machado. Construiu numerosos edifícios, entre os quais o Palacete Chavantes, à rua Benjamin Constant. Foi um entusiasta da arquitetura de estilo colonial. Viajou pelo interior do Estado de Minas Gerais em busca de motivos arquiteturais. Financeiramente independente, dedicou-se, de novo, à musa satírica, adotando o pseudônimo de "Juó Bananére". Fundou, com Voltolino, o semanário humorístico ilustrado "O Piralho" e, depois, "O Queixoso", glosando os principais fatos do dia. Tornou-se, de 1917 a 1930, "o terror dos políticos" (Raimundo de Menezes). Concorreu também para a fundação de "O Estadinho", ao lado de Júlio de Mesquita Filho, Antônio dos Santos Figueiredo, Ademar de Paula (O Pintor), Moacir Piza ("Antonio Pais"), Hilário Tácito, Raul de Freitas, etc. Em 1917, publicara, de colaboração com Moacir Piza, um folheto intitulado "Galabaro, Libro de saneamento suciali", panfleto de crítica ao cônego Valois de Castro. Intitulava-se, humoristicamente, "Barbieri i giurnaliste mais universale, é també du Cubatô", membro da "Gademia Paulista di Letteras", sócio do "Palestra Intalia", "Barbieri do Oxiton Luigi", etc. A 13 de maio de 1933, lançou o "Diário do Abaxo Piques", com o programa de "órgano ingapotado do fascismo italiano i do Oglio di Moscô in Zan Paolo. Giurnale profondamente onesto, pulliticamente afará tuto no impussive para stá sempre du lado dimi". Colaborou, em plena ditadura, na "A Manha", do Barão de Itararé. "A obra de "Juó Bananére" é mesmo pendant racional da época itálica, da qual parodia o título", "Juo Bananére" é um produto legítimo, mas, antes de tudo, produto completo da velha cidade, do Largo de S. Francisco, da Avenida S. João, do Braz, da Barra Funda. No seu cancioneiro paulistano, tudo isso está presente" (Otto Maria Carpeaux). Bibliografia: "Galabaro", de colaboração com "Antônio Pais" (Moacir Piza) e Voltolino, S. Paulo, s.c.p., 1917, 36x16 cm.; "La divina increnca", sátira, Ed. Livraria da Globo, Irmãos Mazzano, S. Paulo, 1924, 134 p.; "La divina increnca", 9.ª ed.; "Diário do Abaxo Piques. Diário semanale di grande impurtanza. Proprietá di una suciatá anonima cumpletamente disconhecida. Direttore: Cav-Uff. Juó Bananére", S. Paulo, 1933; "Arquitetura nacional", álbum artístico.

Alexandre Salgado Machado - Nasceu a 22 de novembro de 1914. Realizou os primeiros estudos em Boituva, os secundários no Colégio Cordimariano em S. Paulo e filosofia e parte dos estudos teológicos em vários colégios. Não concluiu o curso eclesiástico. Dedica-se particularmente ao latim, ao espanhol e ao português, idiomas de sua preferência, sem contar o francês e o inglês. Musicista, tem composto numerosas músicas sacras. Foi professor de português na Escola Normal e no Colégio Estadual "João Gomes de Araújo", na Escola de Comércio "Dr. João Romeiro" e no Ginásio Noturno, de sua terra natal. Colabora nos jornais pindenses. Fêz várias traduções de obras dos grandes clássicos latinos. Tradutor, poeta, etc. Bibliografia: "Ad sodales", por Horácio, trad.

Amélia de Godói Correia - Nasceu a 21 de maio de 1872. Faleceu nesta capital a 2 de dezembro de 1900. Fêz os primeiros estudos no Colégio Andrada, de sua cidade natal. Freqüentou, nesta capital, o Colégio Brasília Buarque, fazendo depois o curso de Escola Normal, pela qual se diplomou. Foi professora e mais tarde diretora de grupo escolar de Pindamonhangaba e em S. Paulo. Poetisa. Bibliografia: "Versos".

Antônio de Godói Moreira e Costa - "Antônio de Godói". Nasceu a 23 de setembro de 1873. Faleceu nesta capital a 29 de abril de 1905. Feitos os estudos preliminares e de humanidades, matriculou-se, em 1890, na Faculdade de Direito de S. Paulo. Bacharelou-se em 1894. Quando acadêmico, colaborou em vários jornais e revistas paulistas. Escreveu para a "Revista Literária", de Amadeu Amaral; "Álbum", de Artur Azevedo; e "A Semana", de Valentim Magalhães. Foi delegado do govêrno federal junto ao Ginásio do Estado, 4.°, 2.° e 1° delegado auxiliar da capital. Ocupou o cargo de redator-secretário do "Correio Paulistano", que deixou para assumir a chefia da Polícia de S. Paulo. Redigiu "O Brasil" (1889) e colaborou no "Gil Braz" (1903) e em "Nova Cruz" (1905). Com Mário Tavares, Elói Chaves e Plínio de Godói, foi redator, ao tempo de estudante, de periódico literário "Viola". No "Correio Paulistano", escreveu uma série de crônicas sob a epígrafe "Naipes de pau" e "Cartões postais". Foi Herculano de Freitas quem o atraiu para êsse matutino, que então contava com a colaboração de Amadeu Amaral, Venceslau de Queiroz, Gomes Cardim, Alberto de Sousa e Batista Pereira. Adotou, às vêzes, o pseudônimo de "Silvestre da Mata". Foi com o de "Egas Muniz" que assinou as croniquetes de "Cartões postais", Gostava de equitação, pelota, tiro, etc. Poeta, cronista, "conteur" e historiador. "A vida, qualquer que seja - dizia Goethe - é bela". E a vida de Antônio de Godoi foi belíssima, proveitosa, magnífica (José Augusto Fernandes). "Antônio de Godói, a meu ver, era mais cronista de que outra coisa. Além disso, como "causeur", poucos havia iguais a êle" (Venceslau de Queiroz). "... uma criatura de alta espécie" (Alcântara Machado). "Nunca quis ser em letras senão um diletanti" (Antônio Sales). Bibliografia: "Dioguinho. Narrativa de um cúmplice em dialeto", sob o pseudônimo de "Silvestre da Mata", S. Paulo, Ed. Tip. Bentley Júnior, 1903. iv, 182 p., ils., 15x11 cm.; "Crônicas de Egas Muniz", contos, crônicas, crítica, etc., com prefácio de Venceslau de Queiroz, S. Paulo, Ed. Carlos Gerke & Rothschild, 1906, 252 p., 22x15 cm.; "Poesias", obra póstuma, com prefácio de Antônio Sales, S. Paulo. Ed. Tip. Carlos Gerke & Rothschild, 1906, 49 p.; "Excursão à ilha do Buzio", de parceria com Alberto de Sousa, S. Paulo, 1906; "Da romaria", in "Sonetos Brasileiros", de Laudelino Freire; também, in "Coletânea de Poetas Paulistas", por Eneas de Moura. Rio, Minerva, 1951, p. 58; "Hélade heroica", soneto, in "Poetas Pindenses", por João Martins de Almeida, "Tribuna do Norte", Pindamonhangaba; "A palmeira" e "Menção", in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocência Candelária, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 2-12-1951.

Antonio de Pádua Costa - Nasceu a 24 de janeiro de 1900. Faleceu a 6 de agosto de 1947. Fêz os primeiros estudos no Colégio de sua progenitora. Estudou algumas matérias do curso secundário com o professor Pinto Pestana. Foi, durante cerca de 20 anos, funcionário da E. F. Campos de Jordão e, depois, pertenceu ao quadro de escriturários da Companhia, dirigiu, de 1937 a 1938, a "Tribuna do Norte", de que já era colaborador. Poeta, jornalista, etc. Bibliografia: "Votar em branco", soneto, satírico, in "Poetas Pindenses", "7 Dias", Pindamonhangaba; também, in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 23-11-1952; "Lábio de "baton"", idem.

Antonio Raposo de Almeida - Nasceu a 22 de agosto de 1854. Iniciou os estudos de humanidades na Bahia, depois matriculou-se na Faculdade de Direito de Recife. Teve de abandonar o curso acadêmico. Regressou à sua terra natal, começando logo a colaborar no "Pindamonhangabense". Transferindo sua residência para S. Bento de Sapucaí, nessa cidade fundou "O Americano" e "O Liberal", tendo sido vereador, presidente da Câmara e juiz municipal. Em S. José do Paraíso, para onde se mudou mais tarde, fundou dois jornais: "Teófico Otoni" e Gazeta do Paraíso", tendo ocupado os cargos de delegado de polícia e promotor público. Eleito deputado por Minas Gerais, passou a residir em Pinhal (1887-1888), exerceu as funções de curador geral e juiz-de-órfãos. Fundou "O Pinhalense". Nesta capital, trabalhou posteriormente no "Comércio de S. Paulo", fundou e dirigiu "A Tribuna" e colaborou na "Gazeta" e na "Notícia". Foi também redator de "O S. Paulo". Em Santos, estabeleceu-se como advogado, foi redator-chefe do "Diário de Santos" e, em 1919, lançou mais um jornal: "Santos-Jornal". Membro do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo". Jornalista, historiador, orador, etc.

Do Livro "Dicionário de Autores Paulistas", São Paulo, 1954, de Luis Correia de Melo.

 
 
 
 
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