Nº 58 | julho / agosto 2014
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Simpósio de Cunha e Encontro de Musicologia | Luciano Valentini Zucarelli

O Instituto de Estudos Valeparaibanos e os organizadores da vigésima nona edição do simpósio de história do Vale do Paraíba encerraram a programação do evento com bons motivos para regozijo.

A feliz escolha do tema e a forma como foi trabalhado conferiu leveza e riqueza ao encontro que não deixou de trazer contribuições acadêmicas importantes para os estudiosos e interessados em conhecer um pouco mais sobre a música no Vale do Paraíba.

Foram cinco dias de conferências, mesas de debates, comunicações acadêmicas e muita música de boa qualidade.

Entre os conferencistas, destaques para o Prof. Dr. Regis Duprat, emérito docente e pesquisador da Universidade de São Paulo, que proferiu a conferência de abertura apresentando parte dos resultados de suas pesquisas realizadas na região nos idos finais dos anos 1960 e início dos anos 1970; e para o Prof. Dr. Paulo Castagna, professor do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista e também pesquisador em musicologia, que apresentou, na conferência de encerramento, os últimos resultados de seu trabalho de organização do acervo musical do maestro João Antonio Romão, de Pindamonhangaba-SP.

Os professores Luís Henrique Guimarães e Gabriela Velozo Marcondes esmeraram-se na escolha de seus convidados. Como palestrantes, o público presente pode compartilhar da experiência e do conhecimento especializado de nomes como o do professor Ernesto Velozo dos Santos, compositor do Hino Municipal de Cunha, do luthier Carmo Camargo Júnior, do professor Victor Amato dos Santos, maestro da banda municipal de Cunha, do mestre de folia de reis e do divino, Toninho Alves, do mestre de folia de reis do oriente Neto de Castro, do professor Wellington Villa Nova, pesquisador da Festa do Divino, e tantos outros.

Uma deferência especial ao município-sede foi prestada pelo IEV através de uma mesa de debates sobre a Revolução de 1932, visto que a cidade de Cunha-SP teve papel estratégico no desenrolar dos acontecimentos belicosos da época.

Concorrendo ainda para o cumprimento dos objetivos do simpósio de permitir a produção e divulgação de novos estudos sobre o tema anual, um livro sobre a história da música em Cunha, de autoria de João José de Oliveira Velozo e Victor Amato dos Santos, foi lançado no terceiro dia do simpósio.

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Sean Luiz de Oliveira, após conduzir uma oficina de poesias, apresentou seu livro Voando ao som do vento..., e Sônia Gabriel fez o lançamento de No quintal da bruxa, título que homenageia a escritora Ruth Guimarães.

Em vários momentos, o evento alcançou o clímax com a participação de excelentes músicos locais. No dia da abertura, a execução do hino nacional brasileiro, em viola caipira, por Edilson dos Santos Graça, o "tucano", foi algo extraordinário. Outras participações áureas foram as apresentações de Giliard Fagundes e da União Musical Cunhense.

A manhã de encerramento foi contemplada com conferência e a assembleia geral para definição como de praxe, do novo local e tema para realização do XXIX simpósio.

O legado do encontro de Cunha, todavia, parece que não irá se limitar às contribuições apresentadas. Por sugestão do professor pesquisador Paulo Castagna, vislumbra-se a possibilidade de organização, a partir de 2015, de um encontro anual de musicologia que pode vir a ser um evento de referência aos estudiosos da música no país. Um primeiro encontro está para acontecer em setembro e, quem sabe, boas novidades serão noticiadas.
 
 
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