Nº 58 | julho / agosto 2014
Focus

Academia de Letras de Lorena: formação e atuação | Adilson Roberto Gonçalves

Como contribuição da Academia de Letras de Lorena para a mesa que discutiu a história de diversidades no âmbito das literaturas, apresento a transcrição de minha fala no evento, mantendo o tom coloquial da apresentação, removendo apenas vícios da oralidade, sem modificar o conteúdo. Na sequência está um extrato da discussão havida após a apresentação, contendo os elementos principais de avaliação da importância e atuação das Academias de Letras, em particular a de Lorena.

Transcrição da apresentação

Obrigado pela oportunidade. Obrigado pela atenção e comparecimento de todos vocês. Eu sou Presidente da Academia de Letras de Lorena e hoje estava previsto para ser o mediador desta sessão, mas houve um remanejamento. Estou aqui para falar um pouco da Academia e trouxe exemplares de duas coletâneas que nós temos. A do ano passado, de 2012, e a de 2011. Essa é nossa contribuição literária principal. O palestrante Francisco Piorino Filho, da Academia Pindamonhangabense de Letras, colocou aqui sobre a importância das Academias e a de Lorena surgiu com essa prerrogativa: de ter ali um espaço cultural para divulgação das letras. Esse era o grande objetivo nosso.

Nós tivemos ali uma ação não direcionada, ou apoiada pelo Poder Público - pelo menos não no início - porque não foi procurado. Foram os literatos da cidade, aqueles que estavam envolvidos com a cultura, não somente a literatura clássica, mas também com a parte sociológica, a parte da expressão das artes, da fotografia e das ciências exatas também. Esse grupo que propôs montar essa Academia. Nós fizemos isso em 2009, mas as conversas começaram um pouco antes, desde 2008, sobre a necessidade disso ser feito. Depois, nós temos todo o apoio da Secretaria Municipal de Cultura - o nosso endereço é a própria Casa da Cultura, onde funciona também a Secretaria de Cultura de Lorena. Ou pelo menos a gente não tem grandes entraves com a Prefeitura, que já é um grande avanço. Porque outras atividades às vezes não avançam porque nós temos entraves com a Prefeitura. Mas nós conseguimos. Conseguimos, montamos a Academia e, em março de 2009, ela foi oficialmente instalada por meio da elaboração de estatuto, aprovação desse estatuto perante aqueles que são chamados Membros Fundadores e registramos esse estatuto.

Caminhamos ao longo de 2009 já com algumas reuniões para a população com o objetivo de fazer uma posse solene, que somente aconteceu em agosto. A ideia era nós fazermos junto com o Dia da Padroeira da Cidade, que é 15 de agosto, que coincide também com a data do falecimento de Euclydes da Cunha. Mas, por uma questão de calendário, ficou para o dia 16 de agosto de 2009.

Euclydes da Cunha foi escolhido como Patrono da Academia de Letras de Lorena. Nós tínhamos que ter alguém em quem nos basearmos. Isso foi, na verdade, o que mais me chamou a atenção, porque eu sou desse grupo que vem das ciências exatas. Eu sou professor de Química e tenho toda minha formação em Química. Mas antes de ser químico, eu sou um escritor. Todos nós somos escritores. Então, desde a minha adolescência, tenho os meus escritos, tenho meus poemas, sou um escrevinhador, como diz o outro. Ou como diz a Ruth Guimarães, que é a nossa madrinha da Academia de Letras. Ela que esteve no dia da nossa posse, entregou o diploma a cada um de nós. Eu disse a ela que sou um químico-poeta. Ela falou: "não, és um poeta, talvez um químico também". Mas isso nas palavras de Ruth Guimarães, que muito nos honrou e honra todo ano comparecendo às nossas reuniões festivas.

Então, nós montamos aquele grupo com a ideia de montar a Academia com 30 membros. Foi-me perguntado hoje se não há muitas disputas, como fica a vaidade, o jogo, o embate de egos dentro da Academia. Dos 30 membros, nós só conseguimos povoar naquele primeiro momento 25. Quer dizer, não havia disputas. Havia espaço ainda. Então nós mostramos que havia espaço. Não tinha porque haver disputa. Claro que nós temos ali correntes ideológicas todas, correntes de credo todas, não há importância. O objetivo maior nosso é a perpetuação, a valorização das letras e da cultura de Lorena, especificamente, e, claro, do Vale do Paraíba todo. Mas sem ter conotações políticas, ideológicas, como tem de ser qualquer associação. Guardamos as nossas diferenças em casa e na hora da reunião nós estamos ali para defender o interesse comum. Terminada a reunião, podemos fazer nossos embates políticos, éticos, religiosos. Não temos problema nenhum quanto a isso, afinal de contas somos seres humanos providos de todas as imperfeições possíveis.

Mas isso aconteceu em 2009. Tivemos, então, um falecimento, tivemos uma saída. Nós conseguimos fazer uma eleição para ocupação das seis vagas remanescentes que havia e conseguimos hoje povoar. Tivemos um falecimento ano passado, o Carlos Edson Chagas, que ocupava uma das nossas cadeiras - já estava acometido de doença há um certo tempo - e houve uma desistência. Porque o nosso estatuto permite isso. Nós somos imortais dentro do exercício da nossa posse da cadeira da Academia. Entendemos que há problemas pessoas que têm as suas questões particulares e, no caso, um dos Acadêmicos precisou se ausentar totalmente para cuidar de interesses familiares, problemas de saúde e pediu para sair da Academia para poder abrir espaço para outro ocupar. Já fizemos a eleição e vamos ter agora no dia 24 de agosto, que vai ser o nosso aniversário de quatro anos, simultaneamente a posse desses dois novos membros.

Então nós temos 30 membros. Nessa coletânea, que é na verdade a que saiu o ano passado, a de 2012, que é a mais recheada de todas, nós conseguimos pela primeira vez colocar no final, praticamente a última página, a lista de todos os Acadêmicos. Só que essa obviamente está desatualizada, porque como eu falei, houve a saída desses dois. Mas nós temos os patronos todos. O Péricles está aqui. O Péricles Eugênio da Silva Ramos é o patrono na cadeira 26. Nós temos Euclydes da Cunha como Patrono da Academia, e cada uma das 30 cadeiras tem o seu patrono. Algumas, então, já têm a segunda ocupação. A lista dos ocupantes é a que estava em vigência em 2012.

Por que Euclydes da Cunha? Em função da passagem dele por Lorena. Ele morou em Lorena por dois anos. Foi exatamente quando do lança-mento de "Os Sertões". Então nós pegamos esse marco e colocamos como o objeto para ser trazido para dentro da Academia. Para nós foi muito importante marcar isso, porque foi ali onde Euclydes, segundo os relatos todos, corrigiu os exemplares; ele recebeu os exemplares de "Os Sertões" com erros tipográficos e fez a correção volume por volume, exemplar por exemplar, para poder distribuir aquilo, para sair, porque ele era muito perfeccionista. E foi interessante; para mim, particularmente, foi um grande chamamento para participar dessa Academia. Sendo originário das ciências exatas, e tendo Euclydes da Cunha como Patrono, que é exata-mente um engenheiro-escritor ou escritor-engenheiro, segundo Ruth Guimarães - já iria classificá-lo como: "não, ele é um escritor... acabou sendo engenheiro por uma casualidade". Mas é essa a natureza dele que, vamos dizer, eu senti um grande chamamento, uma grande semelhança a isso para poder estar lá.

Temos dentro de nossos membros, escritores, como Daniel Munduruku, que é representante da tribo dos índios Munduruku, que é um dos representantes do Brasil, um dos setenta representantes do Brasil na Feira de Frankfurt, na Alemanha, que vai ocorrer daqui a dois meses. Ele foi um dos setenta selecionados no Brasil para representar a literatura brasileira lá, e estará lá. Ele é o nosso Daniel Munduruku. Escreve livros para crianças. Ele tem um arsenal da contação da mitologia indígena fenomenal. Os livros em escolas - que eu saiba algumas redes particulares de ensino usam os textos do Daniel nos seus livros, no seu material didático. A Conceição Molinaro também é escritora, além de ser professora em Taubaté, membro da Academia Taubateana de Letras. Escreve, vamos dizer, reconta a obra de Monteiro Lobato, e possui os seus livros. Mas eu cito os dois porque são na verdade, do nosso conjunto de ocupantes, os dois que são literatos, que são autores, são aqueles que, de certa forma, vivem do livro e para o livro. Os demais são escritores, têm os seus livros, mas a maioria de sociologia; nós temos o Padre Mário, por exemplo, que tem uma obra grande na área teológica. Nós temos a própria Irmã Olga de Sá, também está aqui como membro, e outros que têm, arriscam seus poemas, como eu e outros colegas. A gente sempre arrisca porque um poema nunca é algo pronto. Na verdade, o poema é aquilo que está dentro da gente. Quando eu passo aquilo para o papel já não é exatamente aquilo que estava dentro de mim. E quando outro lê, então, pior ainda. Já não tem vínculo nenhum com aquilo que estava dentro de mim. Mas, é uma forma de nós fazermos a difusão.

E o que é também importante, por própria iniciativa do Professor Nelson Pesciotta, que foi um dos idealizadores desde o início para se constituir a Academia de Letras, foi nós trazermos o público para a Academia. Como nós fazemos isso? Nós temos reuniões mensais, todos os meses nós temos reunião da Academia aberta ao público. Todas as reuniões nossas são abertas ao público. Nós fazemos lá uma meia hora, quarenta minutos antes, uma sessão administrativa para resolver eventualmente alguma eleição, quando nós temos algum problema financeiro - não temos problemas financeiros, pelo menos até agora não -, mas alguma questão logística ou de aprovação, de assinatura de atas, coisas dessas tradicionais, e depois nós fazemos uma reunião. Normalmente começa às 4 horas no sábado, terceiro sábado do mês. E ali nós temos uma programação que envolve sempre um acadêmico fazendo uma apresentação, ou a oração ao seu patrono, uma homenagem ao seu patrono, ou falar sobre algum fato literário, cultural, artístico importante para ser trazido ali, debatido com os que estão presentes, aberto a todos; ou algum convidado. Dependendo da nossa programação, convidamos pessoas, vários outros acadêmicos que já estiveram lá, pessoas que têm a divulgação também cultural e literária fazem a sua apresentação também com debate; e o Momento da Poesia, onde todos os presentes podem falar os seus poemas, podem falar os seus textos, podem declamar de outros autores. Então é aberta ao público. Esse é o fator importante.

Ampliar imagens

E uma questão também que nós decidimos, mas ela está ainda no papel, é a criação da Academia Jovem. A Academia Jovem, também proposta pelo Professor Nelson Pesciotta. O Professor Nelson Pesciotta foi o primeiro Presidente da Academia, ficou por dois anos e todos já sabendo que o Professor Pesciotta ia se perpetuar na Presidência da Academia. Foi uma surpresa que ele - inclusive saiu da própria Presidência do IEV - resolveu sair da Presidência da Academia. Temos de dar um pequeno desconto, ele já tem alguns anos e vai completar 90. Não que ele estivesse cansado, não. Ele está aí atuando, ativo, em todas as atividades, mas ele queria também delegar para que outros pudessem fazer e aí, talvez, esse seja o grande defeito que a Academia tenha: aquele conjunto de insanos me elegeu como Presidente e re-elegeu agora, no começo do ano, por mais dois anos. Então, talvez seja um defeito que a Academia tenha é esse. Um conjunto de insanos que lá estão.

Mas por proposta dele nós aprovamos a Academia Jovem. A proposta, o formato inicial é criar uma correspondência a cada um dos Acadêmicos, cada um desses Acadêmicos seria um padrinho de um jovem - vamos definir o que é jovem, temos jovens desde os setenta anos de idade, e jovens de dez anos de idade. Essa definição de jovem ainda vai ser colocada, mas o projeto é mais voltado para as escolas. São os estudantes, ensino fundamental, ensino médio, para que eles venham então pertencer à Academia por um certo período, talvez dois anos - nós vamos ainda ver o formato -, apadrinhado por um Acadêmico e vai ter essa Academia Jovem montada, porque vai ter o seu estatuto, vai ter o seu modus operandi e vai eleger um Presidente e vai ter também essa dinâmica. A ideia seria, em sábados alternados com o que a Academia já oficialmente faz, a Academia Jovem também mostrar a sua obra literária, também mostrar a sua produção. Esses jovens são um celeiro muito grande de conhecimento, formam um celeiro muito grande de atividade literária. Nós precisamos resgatar, precisamos tirar esse jovem do seu anonimato, ou ficar escondido apenas lá no seu Facebook com seus 140 caracteres que levam a alguma coisa, mas existe muito mais do que isso. Então nós queremos trazer esse jovem para dentro da Academia dessa forma.

E como o tema desta mesa-redonda fala sobre as histórias de diversidades, nós temos as nossas adversidades que são muitas para poder vencer essas barreiras todas. Somos todos auto-financiados, quer dizer, nós pagamos uma semestralidade e é isso que custeia também o nosso livro. Até agora só conseguimos fazer um livro por ano. A ideia é que nós fizéssemos três, quatro por ano. Essa é a grande produção que a Academia vai fazer: as obras literárias. Por enquanto, estamos fazendo a quarta Coletânea, que será lançada no dia 24 de agosto. Ficam todos convidados a ir a Lorena. Dessa vez por ser uma cerimônia maior, vai ser no Instituto Santa Tereza, que é na Avenida Peixoto de Castro, na entrada de Lorena, às 16 horas. Vai ser uma cerimônia mais longa, mais festiva. Vamos ter mais falas. A família da Ruth Guimarães estará presente. Ela está convidada, mas não sabemos, em função da questão de saúde, se ela poderá estar presente, mas os filhos, o Joaquim, que esteve hoje aqui, já confirmou presença para fazer também uma apresentação do pai, do Botelho fotógrafo. Nós vamos fazer uma exposição de fotos e lançaremos a quarta coletânea que está aqui na Editora Santuário, aqui na gráfica, esperamos que não tenha nenhum problema com o nosso calendário. Então nós teremos o lançamento da quarta coletânea. Nessa terceira coletânea, nós tivemos um pequeno apoio da Sociedade Amigos da Cultura de Lorena. Está escrito na apresentação, inclusive a Presidente e Vice-Presidente da Sociedade fizeram uma carta de agradecimento; na verdade, nós é que agradecemos a eles, e nós conseguimos custear isso. Agora, estamos pleiteando - que isso é importante também: temos declaração de utilidade pública municipal para poder pleitear recursos junto ao município, um subsídio, algo mensal. Eles dizem que podem passar uma coisa pequena, mil, dois mil reais por mês. Bom isso pra nós. Um livro desses, mil exemplares, com cinco, seis mil reais conseguimos fazer porque nós não temos direitos autorais, é um material relativamente simples que nós temos aqui. Mas quer dizer, nós conseguiríamos atingir aquela meta de ter 3 ou 4 publicações por ano.

Mas dentro das diversidades é importante colocar isso que eu falei no início. A Academia de Lorena foi montada com essa questão literária, com a questão cultural, mas também dentro dessa diversidade. Nós temos lá três universidades fortes: os Salesianos - a Unisal, nós temos os Sa-lesianos também lá da Fatea, do Instituto Santa Tereza e a USP, que era a antiga Faenquil, a Escola de Engenharia onde eu trabalho. Nós temos um elenco, um universo ali muito grande de profissionais. Então nós temos uma diversidade muito grande ali. E foi com essa natureza que nós montamos. Ou seja, não é só aquele que escreve o verso bonito, não é só aquele que escreve a crônica clássica. Nós temos ali todos os tipos de escrita. Aqui vocês vão poder ver. Nós temos teatro, a fotografia do Ercio Molinaro na capa, nós temos ensaios, nós temos poemas, nós temos contos, temos de tudo um pouco. Literatura religiosa também aqui dentro. Então essa questão eclética é que de certa forma para nós, dá um entendimento da força da Academia.

Com isso eu finalizo. Acho que vai abrir para perguntas daqui a pouco. E mais uma vez agradeço especialmente ao Alexandre Barbosa a oportunidade de estar aqui, de poder compartilhar com vocês um pouco da nossa história, do que aconteceu na Academia de Lorena e parabenizar o Congresso todo porque, realmente, eu não pude estar em uma boa parte das apresentações, mas acompanhei pelo Facebook, pelos comentários que alunos fizeram, realmente foi de um sucesso grande. Deve ser um marco. É um simpósio histórico, uma marca histórica no Vale do Paraíba o que aconteceu essa semana aqui. Mais uma vez, obrigado.

Discussão posterior

A professora de Português, Rosângela, da cidade de Potim perguntou o que fazer para motivar os jovens a ler, produzir textos e se interessar pela linguagem escrita. Apesar da resposta mais fácil ser "não sei", eu disse que é possível mostrar aos jovens que há várias linguagens e aproveitar a deles da internet para transmitir outras. A própria jovem professora, recém formada, tem dificuldades de chegar aos alunos dois ou três anos mais jovens. Motivemos os jovens a participar. Eles têm uma linguagem própria e temos de mostrar que is-so nada mais é que uma forma de expressão. Devemos buscar essa linguagem e mostrar que são várias formas de dizer a mesma coisa e não adianta falar outra língua que o outro não se interessará e não vai prestar atenção.

Falei sobre o projeto "Engenho e Arte", em desenvolvimento na USP, que tem por objetivo a produção de textos não literários e não científicos por alunos dos cursos de Engenharia. Apesar da dificuldade, há alguns estudantes que se propuseram a produzir textos de opinião que deverão ser publicados com recursos da própria universidade e divulgados pelas cidades do Vale do Paraíba.

O colega Eddy Carlos da Academia Cachoeirense de Letras indagou sobre a interação entre as Academias e informei ser isso muito importante, já iniciado com a Primeira Reunião das Academias de Letras do Vale do Paraíba, em julho de 2011, de iniciativa da Academia de Pindamonhangaba. Temos de continuar essa tarefa, com outros encontros, circulando a responsabilidade da organização do evento pelas demais Academias.

A cobrança do resgate da obra de Osmar Pimentel é respondida pela atuação do Dr. Hugo Di Domenico, Acadêmico de Lorena, cujo patrono é esse crítico literário. A obra de Osmar Pimentel tem sido resgatada em nossas coletâneas.

Considerações finais

Academia é menos para preservar a língua, e mais para divulgar a língua e as diversas formas da linguagem. Se o que é dito não chega ao interlocutor, algo está errado. Ou foi proposital para esconder, manter em segredo aquela informação, para que fique apenas de domínio de poucos. Ou foi por má vontade. Mas também não se pode subverter sem critérios toda a linguagem, com o risco de perder a erudição, tornar tudo raso, sem profundidade, sem boa fundamentação e argumentação.

Adilson Roberto Gonçalves é doutor em Química, professor da USP-Lorena e presidente da Academia de Letras de Lorena.

 
 
Supermercados Leão Valle e Azen Sociedade de Advogados
 
 
  © 2007 • 2014 Jornal O Lince, tem o que ler  | Tel.: (12) 9 9138 5576 | redacao@jornalolince.com.br
  Rua Alfredo Penido, 101, Jardim São Paulo
  Aparecida, SP | CEP 12570-000