Nº 58 | julho / agosto 2014
Ágora

Vale Metropolitano: um olhar estatístico III | Da Redação

PIB Total



A análise do mapa da produção e distribuição de riquezas no Vale do Paraíba, quando centrado no produto interno bruto total ou per capita, aponta para informações que, ao mesmo tempo em que confirmam proposições do senso comum como a de que os municípios que margeiam a Via Dutra possuem estatísticas econômicas e sociais mais favoráveis, apresentam, por outro lado, situações que escapam às ilações corriqueiras e deixam interrogações a exigir um aprofundamento das análises, como, por exemplo, o destaque isolado de Jambeiro e o fato de Roseira apresentar PIBs superiores a Aparecida, Lorena e Cruzeiro.

Os dados colhidos - e aqui publicados - do livro Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, (Emplasa/Governo do Estado de São Paulo, 2012), apresentam dados do IBGE e da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) que merecem apreciação criteriosa para que se possa compreender a configuração geoeconômica da região.

O quadro-resumo da sub-região 1 mostra, com clareza, que os municípios mais ricos são os que possuem melhores índices de desenvolvimento humano, muito embora no quesito longevidade, cidades pacatas como Paraibuna, Santa Branca e Igaratá, igualem ou superem a próspera São José dos Campos que concentra quase 3/4 da riqueza total.

Na segunda sub-região, mais uma vez as cidades pequenas e economicamente inexpressivas são aquelas que permitem, em média, que a vida vá mais longe.

Destaque para a histórica cidade imperial de São Luiz do Paraitinga, onde a média de vida alcança os impressionantes 84 anos, a maior de todo o Vale do Paraíba. Campos do Jordão, outra cidade serrana e tranquila, está em situação oposta.

PIB PER CAPITA



As estatísticas geoeconômicas mais usuais, como, por exemplo, o PIB per capita ("por cabeça" ou por indivíduo), ocupam-se de estabelecer e apresentar cálculos de média que desconsideram a desigual distribuição de renda em uma determinada região. Assim, os dados servem para fins comparativos entre populações gerais de espaços bem delimitados.

O mapa ao lado apresenta uma tendência interessante: à medida em que se afasta da calha do rio e à medida em que se distancia da grande megalópole paulista, os números ficam mais rarefeitos.

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Tal lógica, entretanto (embora não constante do mapa), não se apresenta do lado fluminense que possui cidades com altas taxas de industrialização e riqueza ainda que mais distantes da capital-metrópole do estado.

O Vale do Paraíba como eixo parece ser um conceito frágil para explicar o desenvolvimento da região.

SUB-REGIÃO 3



Na região dominada por Guaratinguetá, embora a concentração do PIB na sede sub-regional seja bem menor, isso não se apresenta como condição de superação do seu maior problema: os baixos índices de escolaridade, especialmente em Cunha e Potim.

À exceção de Guaratinguetá e Aparecida, as demais cidades encontram-se no grupo 5 do Índice Paulista de Responsabilidade Social.

SUB-REGIÃO 4



A mais pobre das sub-regiões é também a que apresenta, junto aos baixos índices de escolaridade, a maior disparidade quanto a longevidade, qual seja, enquanto em Bananal se vive, em média, 83 anos, na vizinha cidade de Areias, essa média alçança apenas 52 anos, ou seja, a menor de todo o Vale do Paraíba.

GRUPO IPRS



O Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS) resulta da parceria entre a Assembleia Legislativa paulista e a Fundação SEADE.
 
 
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