Nº 56 | março / abril 2014
Panopticum

Vale Paraibanos no Dicionário de Escritores Paulistas | Da Redação

Guaratinguetá II



JOSÉ ANTONIO DE ARANTES MONTEIRO – Nasceu a 4 de abril de 1902. Feitos os estudos preliminares, cursou o Ginásio do Estado, onde fêz os preparatórios. Formado, em 1929, pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Magistrado. Exerceu a judicatura em Atibaia, etc. Juiz da 2.ª Vara da Família e Sucessões da Capital. Bibliografia: “Codificação do direito internacional”, S. Paulo, 1925; “Da qualidade do comerciante”, S. Paulo, 1929.

JOSÉ BRITO BROCA – “Alceste”. Feitos os estudos primários, ingressou na Escola Normal de sua terra natal, pela qual se diplomou. Fêz jornalismo nesta capital, tendo pertencido ao corpo de redatores da “Gazeta”, que ainda representa no Rio de Janeiro, onde reside há muitos anos. Colaborou na revista “A Cigarra”. Mantém, na “Gazeta”, uma correspondência epigrafada “Bilhetes do Rio”, em que recorda episódios da vida literária brasileira. Redator-chefe do “Jornal de Letras”. Cronista, historiador, crítico, “conteur”, etc. “...incrível Brito Broca, uma das criaturas mais lidas do Brasil, um homem que se dedica, de corpo, alma e espírito, à literatura, como nenhum outro até hoje se dedicou. Não tem segredos para Brito Broca qualquer problema literário não ùnicamente do Brasil, mas até do estrangeiro” (Alcântara Silveira). Bibliografia: “Americanos”, crítica literária, Coleção Caderno Azul, Curitiba, Guaíra, 1944, 81 p., 19x14 cm.; “Tibério”, por Gregorio Marañon, trad.

JOSÉ DE CASTRO SILVEIRA – Nasceu a 12 de junho de 1919. Fêz, em sua cidade natal, os estudos primários, no Grupo Escolar “Alfredo Pujol”. Cursou humanidades no Ginásio Nossa Senhora de Lourdes, de Botucatu. Formado, pela Faculdade de Ciências Econômicas do Rio de Janeiro. Redator do vespertino “A Gazeta” desde agôsto de 1944. Tem colaborado em vários jornais e revistas do país. Ensaísta. Bibliografia: “Filhos e netos...”, ensaio.

JOSÉ DE PAULA RODRIGUES ALVES – Nasceu a 16 de outubro de 1882. Faleceu em Buenos Aires a 6 de maior de 1944. Era engenheiro geógrafo pelo Colégio Militar do Rio de Janeiro. Formado, em 1905, pela Faculdade de Direto de S. Paulo. Ingressando na carreira diplomática, foi mandado servir, no ano seguinte, em Haya, após ter prestado serviços, como secretário, na Terceira Conferência Pan-Americana, realizada na capital da República, sob a presidência de Joaquim Nabuco. Em 1908, foi transferido para Londres. Permaneceu na capital inglêsa até 1913, quando, promovido a 1.º secretário, seguiu para Buenos Aires. Na Argentina fi-cou dois anos, tendo sido por duas vêzes Encarregado de Negócios. Em 1915, foi removido para Estocolmo e promovido, por merecimento, a conselheiro de embaixada e, em 1917, a ministro residente, na capital sueca. Enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em 1918, foi designado para servir em Pekin, onde se deteve de 1920 a 1921. Removido para Assunção, permaneceu no Paraguai até 1922. Regressando ao Brasil, o Itamarati o nomeou seu delegado à Quinta Conferência Pan-Americana reunida em Santiago do Chile em 1923. Nomeado embaixador do Brasil na Argentina, partiu para Buenos Aires. Redigiu, com Antônio Carlos de Sales Júnior e Pedro Odilon do Nascimento, o jornal “A Época”, órgão do Círculo Jurídico Acadêmico. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo. Historiador. Bibliografia: “Fatores históricos da proclamação da República no Brasil”.

JOSÉ NOGUEIRA – Nasceu a 7 de julho de 1878. Faleceu nesta Capital, no ano de 1940. Acometido de terrível mal, viveu paralítico durante os últimos vinte anos. Colaborou em vários jornais e revistas da época, tendo sido redator da “Gazeta do Norte”. Figura no “Anuário de Jacareí” de 1906. Bibliografia: “Penumbra”, versos, 1902; “Ser velho”, in: “Sonetos brasileiros”, de Laudelino Freire; também, in “Coletânea de Poetas Paulistas”, por Eneas de Moura, Rio, Minerva, 1951, p. 69.

JOSÉ RODRIGUES PINTO – Nasceu a 11 de fevereiro de 1903. Fêz os estudos preliminares no grupo escolar de sua cidade natal e os secundários no Ginásio S. Joaquim, de Lorena. Cursou depois a Escola Normal, diplomando-se em 1919. Fêz, a seguir, o curso de aviação, tendo o “brevet” de aviador militar. Frequentou, também, a Escola de Farmácia e Odontologia de Pindamonhangaba. Lecionou na escola urbana de Marcondésia (Olímpia). Poeta. Bibliografia: “Tardes sem sol”, versos, S. Paulo, Impressora Comercial, 1940, 73 p.

LICURGO DE CASTRO SANTOS – Nasceu a 7 de janeiro de 1853 em Guaratinguetá, onde fêz os primeiros estudos. Cursou depois o Colégio Universitário Fluminense e o Colégio “Alfredo Gomes”. Faleceu a 20 de janeiro de 1893. Formado em 1876 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Médico do Departamento Nacional de Saúde. Foi suplente de deputado federal, vereador e prefeito de Assis. Residiu no Rio de Janeiro e em Formoso, tendo sido médico chefe do Núcleo Bandeirantes. Formado, seguiu para a Europa, de onde regressou em princípios de 1878, estabelecendo consultório em sua terra natal. Quando acadêmico fundou, com outros colegas, as revistas “Imprensa Médica” (1872) e “Arquivos de Medicina” (1874). Em Guaratinguetá foi redator de “O Cinco de Janeiro” e “O Atalaia”. Fêz parte do I Congresso Paulista de 1891. Antes de morrer – conta Lafaiete de Toledo – escreveu ao “Estado de S. Paulo” a seguinte carta: “Estou profundamente doente e sinto-me muito mal. Parece-me que morrerei hoje ou amanhã, de uma febre grave. Estou, porém, lúcido e afirmo solenemente as minhas convicções filosóficas e republicanas de tôda a minha vida”. Fôra o fundador do Partido Republicano de Guaratinguetá e de Lorena. Em 1891, tomou assento, como senador, na Assembléia Constituinte, tendo nessa qualidade, assinado a Constituição Republicana. “O dr. Licurgo honra, prolonga e engrandece o renome do país” (Raimundo Corrêa); “... era um democrata ardente e convicto” (Lafaiete de Toledo). Bibliografia: “Littré – comemoração da morte do chefe do positivismo”, S. Paulo, 1885; “Duas palavras sôbre a filosofia positivista e o espiritualismo”, Campinas, 1888, 208 p., in-8.º.

LINDOLFO GOMES, LINDOLFO EDUARDO GOMES (JAIME DE FLAUBAS) – Nasceu a 12 de março de 1875. Fêz os estudos primários e secundário em Rezende, Barra Mansa e no Rio de Janeiro. Passando sua infância e juventude no interior de vários Estados, consagrou-se às tradições e aso contos populares nacionais, ao mesmo tempo em que escrevia trabalhos de ficção para jornais e revistas. Poeta, folclorista e teatrólogo, dedicou-se, também, ao gênero didático. Foi inspetor de grupos escolares, inspetor técnico de ensino, lente de português na Escola Normal de Juiz de Fora. Redigiu o “Astro”, de Rezende; “O Correio de Minas”, “O Farol”, o “Diário do Povo” e o “Estado”, de Belo Horizonte. Apareceu escrevendo poesias. Estreou-se, porém, como contista, publicando, em 1893, o volume “Iriantes”, a que se seguiram vários livros de novelas, romances, versos, etc. Colaborou na revista literária “Crônica”; em “Palmeirense” e “Colombo”, de Rio Novo; “O País”, “Gazeta de Notícias”, “Renascença”, “Guitarra”, etc., do Rio de Janeiro; “Arquivo Literário”, de Lisboa. É colaborador efetivo do “Diário Mercantil”, de Juiz de Fora; da “Revista Lusitana”, de Lisboa; do “Jornal do Comércio”, da “Revista da Academia Brasileira de Letras”, da “Revista de Língua Portuguesa” e “Filologia e História”, “Revista Filológica”, do Rio de Janeiro; da “Revista de Filologia Portuguesa” e da “Revista Nacional”, de São Paulo, etc.. Escreveu também para as revistas literárias do Juiz de Fora. “Excelsior”, “Palestras”, “Marília” e “Diário Mercantil”, e no “Dicionário da Academia Brasileira”. Fêz parte de diversos congressos de Instrução Pública, tendo sido membro da comissão que elaborou o projeto básico da reforma do ensino normal, que foi posto em vigor em Minas. É membro das Academias Mineira e Carioca de Letras, da Academia Brasileira de Filosofia, da Sociedade Brasileira de Folclore, da Federação das Academias de Letras do Brasil, do Instituto Histórico de Ouro Preto e de várias outras instituições. Bibliografia: “Iriantes”, contos, E. Cia. Tipográfica do Brasil, 1893; “Vida Galante”, novela, Juiz de Fora, Tip. Matoso, 1896; “Mortalhas”, romance, Cataguases, Tip. Batista; “Maria da Graça”, novela, publicada em rodapé no “O Farol”, Juiz de Fora; “Trechos Líricos”; “Contos do Natal”; “Alma em Flor”, Juiz de Fora, Tip. Matoso, 1896; “Rimance”, sonetos, Juiz de Fora, Tip. Matoso; “Festas Populares”, comédia, alegorias, hinos, apólogos e poesias diversas, Juiz de Fora, Ed. “Revista do Ensino Mineiro”, 1902, 152 p. 18x14 cm.; “Motivos”, Juiz de Fora, Tip. d’”O Farol”; “Regras práticas de ortografia”, Juiz de Fora, Tip. Brasil, 1908, 198 p. 18x11 cm.; “Luto Lusitano”, poemeto, Juiz de Fora, Tip. Brasil; “A autoria das cartas chilenas”, Juiz de Fora, Tip. Bra-sil, 1932; “Filha Morta”, poema, Juiz de Fora, Tip. “O Farol”; “45 Sonetos”, Tip. Zappa, 1934; 2.ª ed., publicada pela Academia Mineira de Letras, Belo Horizonte; “Pedras no Telhado”, comédia em 1 ato; “Opinião”, teatro; “Às escuras”, teatro; “Quo Vadis?”, teatro; “Marido conquistado”, teatro; “Precisa-se de uma mulher”, teatro; “Cá em casa”, teatro; “O secretário”, teatro; “O fantasma do morro”, teatro; “Uma pela outra”, teatro; “Anjo da Paz”, teatro; “Era uma vez um pastorinho”, teatro; “O pessoal da moda”, teatro; “Modos e modas”, teatro; “Estudos de português”; “Emprêgo do infinito pessoal e impessoal”; “O problema Cristal”; “Perfil bio-bibliográfico de Aureliano Pimentel”; “Tiradentes e a História”; “Metafonia”; “Biografia de Carlos Gomes”; “Elogio de Morais e Silva”; “A tradicional fazenda de São Mateus”; “Lições de língua pátria”; “Primeiros exercícios de aritmética”, “Primeiros exercícios de leitura”; “O ditado na escola primária”; “Fôlhas secas”, Belo Horizonte, Ed. Queiroz Breyner, 1939, 68 p.; “Festa escolares”; “Instruções para a escrita vertical”; “Leitura manuscrita”, São Paulo, Edições Melhoramentos, 1939, 164 p.; “Alguns subsídios gramaticais”; “Esbôço histórico da instrução em Minas”; “Ortografia simplificada da língua portuguesa”, Ed. “Feira do Livro”, 1938, 50 p.; “Contos populares”, folclore; “Nihil Nova”, folclore; “Tradições e Folclore”; “Culto das tradições nacionais”, folclore; “Contos populares brasileiros”, 2.ª ed., São Paulo, Edições Melhoramentos, 1948, 256 p., 18x13 cm.; “Leitura manuscrita”, 12.ª ed., São Paulo, Edições Melhoramentos, s/d.

LUIZ GUIMARÃES DE ALMEIDA – Nasceu a 26 de outubro de 1917. Em sua cidade natal, onde faleceu a 13 de julho de 1952, concluiu os cursos primário, secundário e normal, exercendo, na infância e adolescência, atividades de comerciário. Foi, quando estudante, redator de vários periódicos locais – “O Grêmio”, “O Eco”, etc., tendo sido colaborador efetivo do “Correio Paulista” e “O Paraíba”. Um dos fundadores do Grêmio Literário “Rui Barbosa”. Também participou da fundação da “Casa Castro Alves”, em Guaratinguetá. Iniciando a carreira no magistério, foi professor primário no grupo escolar “Presidente Vargas”, de Pariquera-Açu”, no litoral sul paulista, sendo posteriormente removido para o de Itambé, em Barretos. Diretor da “Revista Seara”. Catedrático, mediante concurso, da secção de Educação do Ensino Normal; titular efetivo na Escola Normal e Ginásio Estadual de Caçapava. Foi, de 1944 a 1949, redator da revista “Educação”. Tem colaborado, em prosa e verso, em jornais e revistas de S. Paulo e do Rio de Janeiro: “Jornal de S. Paulo”, “Fôlha da Manhã”, “O Estado de S. Paulo”, “O Jornal”, etc.; “Revista Administração Pública”, “Revista do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos”, etc. Em 1944, iniciou o curso jurídico, que concluiu, na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Historiador, sociólogo, ensaísta, poeta, etc.

PAULO GUIMARÃES DE ALMEIDA – Nasceu no ano de 1912. Fêz o curso de humanidades no Colégio S. Joaquim, de Lorena. Diplomado pela Escola Normal de sua cidade natal, onde é lente de português. Colabora em vários jornais e revistas de S. Paulo. Pedagogo e ensaísta.

SILVIO GALLICHO – Nasceu a 17 de julho de 1894. Faleceu em 29 de outubro de 1942. Fêz o curso primário em sua terra natal. Autodidata. Foi repórter da “Gazeta de Notícias”, do Rio de Janeiro, e um dos fundadores e, por muito tempo, redator secretário da “Gazeta de Mogi”, de Mogi das Cruzes. Publicou várias poesias em revistas e jornais da região. Poeta. Bibliografia: “Papel de embrulho”, poesias, Mogi das Cruzes, Est. Gráf. Mogiano, 1940, 52 p., 21x14 cm.

TÚLIO (ESPÍNDOLA) DE CASTRO – Nasceu a 12 de março de 1889. Professor diplomado pela Escola Normal da cidade de seu nascimento. Foi diretor do grupo escolar “Dr. Pádua Sales”, de Jaú, e lente da Escola Normal de Comércio. Redigiu “O S. Bernardo”, tendo sido, também, redator de outros periódicos e revistas. Com o autor deste “Dicionário”, fundou, em S. Bernardo, um periódico intitulado “Relâmpago”, que teve curta duração. Inspetor do ensino em Jaú, membro da Sociedade Paulista de Escritores, etc. Aposentou-se no magistério em 1950. Poeta, autor didático, conferencista, etc. Bibliografia: “Campos e arrebóis”, leitura infantil para escola primária, Jaú, Tip. e Papelaria Cavalheiro, 1926. 208 p., 18x13 cm; “Terra bonita”, menção especial da Comissão do Departamento de Educação, S. Paulo, 1939; “Jaú: poema comemorativo do aniversário da cidade”, Jaú, Tip. Martins, 1949, 4 p. 22x14 cm.

Igaratá



BENEDITO SAMPAIO – Nasceu a 11 de abril de 1883. Fêz os estudos primários no Grupo Escolar “Coronel Carlos Pôrto”, de Jacareí, e os secundários no Seminário Episcopal de S. Paulo. Foi lente de português e depois diretor do Ginásio do Estado em Ribeirão Prêto, cidade onde fundou e dirigiu o Colégio Sampaio. Foi também lente de português da Escola Normal de Piraçununga e do Ginásio do Estado em Campinas. Manteve polêmicas, sôbre questões de linguagem portuguesa, com Silveira Bueno, Vasco Botelho do Amaral, etc. Seu livro “Elementos de gramática portuguesa”, foi premiado pela Academia Brasileira de Letras. Escreveu para jornais e revistas de Campinas, Ribeirão Prêto e S. Paulo. Filólogo, poeta, tradutor, etc. Bibliografia: “Questões de língua”, S. Paulo, Edições Melhoramentos, 1938; “Falar certo”, S. Paulo, Edições Melhoramentos, 1939, 224 p., 18 cm; “Elementos de gramática portuguesa”, obra premiada pela Academia Brasileira de Letras”; “O Cosmorama da cidade”, Campinas; “Leituras fáceis”; “Hélicon”, versos; “Fedro”, fábulas; “Taça vazia”, versos, S. Paulo, Emp. Gráf. “Revista dos Tribunais”, 1941, 218 p., 19x14 cm; “Polêmicas alegres de gramática”, S. Paulo, Emp. Gráf. “Revista dos Tribunais”, 130 p., 19x13 cm; “Seleta da língua portuguesa”, S. Paulo, Escolas Profissionais Salesianas, 442 p., 24x16 cm.; “Eu bem sabia”, in: “O Bom Ginasiano”, por Máximo de Moura Santos e Francisco Lopes de Azevedo, 1.ª série, Rio, Alves, 1942, p. 190-192; “Para o Alto” e “Alfinete e espada”, poesias in: “Poetas do Norte de S. Paulo”, por Inocêncio Candelaria, “Gazeta de Mogi”, Mogi das Cruzes, 14-1-1951.

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Jacareí



ALMEIRINDA RODRIGUES DE MELO – Formada pela Escola Normal da Praça. Lecionou no Rio Grande do Sul. Regressando a S. Paulo, fundou, quando professora no grupo escolar do Sul da Sé, uma escola noturna, com ensino e material escolar grátis, denominada “Escola Popular”. Figurou, por essa razão, no programa “Honra ao Mérito” instituído radiofonicamente pela Standart Oil Co. Mais tarde, desenvolveu o seu empreendimento criando cerca de cinquenta estabelecimentos de ensino dêsse gênero, sob a designação geral de “Associação das Escolas Populares”. Organizou vários mapas do Brasil localizando as suas prelazias, acompanhadas de um caderno anexo com a descrição das atividades missionárias em cada sede. Fêz também, para a comemoração do “Dia do Papa”, um estudo documentativo da bandeira pontifícia, explicando o seu simbolismo, tendo escrito um trabalho sôbre a história do sêlo postal. Tem colaborado em quase todos os órgãos católicos. Historiadora, educacionista, etc. Biblioteca: “Para conhecer e amar a Jesus”, 1936; “A Santa Ceia e os convivas de Jesus”, com um prefácio da professora Carolina Ribeiro, 1942; “O livro de ouro das crianças”.

AUGUSTO DE SIQUEIRA CARDOSO – Nasceu a 30 de janeiro de 1858. Faleceu nesta Capital a 12 de junho de 1917. Formado, em 1881, pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Foi promotor público e curador geral em Descalvado e Piraçununga (1882-1883), juiz municipal de Jaú, Dois Córregos e Paraibuna (1885). Advogado na Capital, onde ocupou o cargo de membro do Conselho Fiscal da Caixa Econômica do Estado. Foi eleito vereador suplente da Câmara Municipal, no quatriênio de 1896-1899, secretário da Cia. Paulista de Vias Férreas e Fluviais, organizador e diretor do escritório da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro e Navegação (1896-1905), contador e pagador da Comissão de Obras Novas e de Saneamento e Abastecimento de Águas da Capital. Membro do conselho fiscal da Caixa Econômica. Sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo. Historiador, genealogista, etc. Bibliografia: “Livro de família. Alguns apontamentos genealógicos sôbre os ascendentes de Malta Cardoso, originários de Jacareí, Estado de S. Paulo”. Tip. Duprat & Cia., 56 p.; também, in: “Revista do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo”, 19: 43-71, 1914.

BENEDITO MESQUITA PEREIRA – Nasceu a 9 de fevereiro de 1898. Fêz o curso primário na Escola Modêlo “Caetano de Campos” e o secundário na Escola Normal da Praça. Foi professor de escola rural e de grupo em Itatiba, professor de português na Escola Profissional Masculina, etc. Professor particular das matérias do ciclo ginasial e do colégio. Começou a sua vida literária em 1918, no periódico “Esmeralda”, de Santa Rita do Passo Quatro. Em Itatiba, colaborou no jornal “A Reação”. Aí fêz crítica literária, analisou e debateu problemas educacionais, deu asas à inspiração poética. Em 1920, veio para a Capital. Em 1926, mudou-se para Santos. Na “Tribuna” inseriu uma crônica epigrafada “Antropofagia” e enviou trabalhos para o “Diário de Rio Claro” e para “A Gazeta”, desta Capital (1929). Neste ano, retornou a S. Paulo e aqui fundou o Externato “Júlio Mesquita”, que teve pouca duração. Lançou então a sua “História do Brasil”. Interessou-se, em seguida, pelo jogo de xadrez, escrevendo a respeito nos vespertinos “A Gazeta” e “Diário Popular” repetidamente (1930-1938). Em 1946, iniciou no “Correio Paulistano” uma secção, “Fila de erros”, e mais tarde voltou a tratar do jogo de xadrez no “Diário de S. Paulo”. Membro da Associação Paulista de Imprensa. Historiador, ensaísta, educacionista, etc. Bibliografia: “Caderno de história do Brasil”, S. Paulo, Tip. A. Tisi, 1929.

CANDIDO MARTINS DA SILVEIRA ROSA – Nasceu a 16 de janeiro de 1838. Faleceu em Franca a 21 de outubro de 1903. Dedicou-se, desde jovem, ao estudo a língua latina e da francesa e arte musical. Matriculou-se, a 23 de junho de 1857, no Seminário Episcopal. Recebeu ordens menores a 17 de abril de 1859. Sagrou-se presbítero em 1860. Foi pároco de Franca. Camareiro secreto de S. S. o Papa e comendador do Império. Em 1896, já era cônego quando foi elevado a Monsenhor. Fundou, em França, o Colégio N. S. de Lourdes, o Externato S. José e o Colégio S. Paulo. Concorreu também para a fundação, em Passos (Minas), de um colégio. Bibliografia: “Divindade de Jesus Cristo”, sob o pseudônimo de “Hildebrando”, série de 45 artigos, in: “Tribuna de Franca”.

FRANCISCO DE TOLEDO MALTA – Nasceu a 23 de fevereiro de 1857. Faleceu nesta Capital a 29 de setembro de 1918. Formado, em 1880, pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Dedicou-se, desde logo, ao jornalismo, tendo colaborado na “Província de S. Paulo”, na “Gazeta da Tarde”, etc. Fêz parte da redação de “A Opinião Nacional”. Formado, foi nomeado promotor público de Piracicaba. Recusou, porém, o cargo, partindo para Araraquara, onde se consagrou à advocacia. Em 1882, exerceu, nessa cidade, as funções de juiz municipal. Fêz-se mais tarde lavrador. Proclamada a República, foi eleito deputado estadual e depois deputado federal. Secretário da Fazenda no govêrno Rodrigues Alves. Autor do “Manifesto de apoio a Prudente de Morais”. Abandonando a carreira política, dedicou-se ao mutualismo e foi tabelião. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo. Publicista. Bibliografia: “Manifesto de apoio a Prudente de Morais”; “A crise e seu remédio”, economia política, 1899, 111 p.

FRANCISCO GASPAR DA SILVEIRA MARTINS (FRANCISCO GASPAR, JOSÉ VELHO) – “Francisco Gaspar” – “José Velho”. Nasceu a 20 de outubro de 1869. Faleceu nesta Capital a 21 de abril de 1921. Fêz em sua terra natal os primeiros estudos. Veio, depois, para a Capital, empregando-se, como tipógrafo, na Casa Garraux, hoje Tipografia Brasil. Em 1899, entrou para o quadro de funcionários da Prefeitura Municipal, em cujo cargo se aposentou por estar sofrendo de paralisia progressiva. Sofreu muito na velhice. Foi também político socialista, candidatando-se, sem resultado, a deputado estadual, pelo Partido Operário de S. Paulo. Seu nome figura em uma das ruas da Capital. Com Artur Goulart, participou da fundação da revista “Nova Cruz”, Homem de letras vocacional, sua vida foi essencialmente literária, tendo colaborado em quase todos os jornais e revistas do país, publicando versos, crônicas, biografias, crítica, comentários, etc. Publicou vários livros de versos e alguns panfletos. Está incluído na antologia “Sonetos Brasileiros”, de Laudelino Freire. Poeta, cronista, biógrafo, etc. “Inteligente, afetuoso, resignado” (Eugênio Egas). Bibliografia: “Tiradentes”, panfleto; “Ninféias”, versos; “A revolução”, panfleto; “Uma visita agradável”, opúsculo; “Florário”, versos; “Flutuantes”, versos; “Brumas”, fantasias; “Calvário do sonho”, versos, S. Paulo, Ed. Casa Vanorden, 1920, 130 p.; “Os acadêmicos”, inédito; “Frivolidades”, inédito; “Menina e moça”, soneto in: “Poetas do Norte de S. Paulo”, por Inocêncio Candelária, “Gazeta de Mogi”, Mogi das Cruzes; “Menina e moça” e “Mendigo”, in: “Coletânea de Poetas Paulistas”, por Eneas de Moura, Rio, Minerva, 1951, 352 p., 24,5x17 cm., p. 45.

HENRIQUE DE MACEDO – Nasceu a 29 de dezembro de 1880. Faleceu nesta Capital a 21 de setembro de 1944. Fêz os estudos primários e secundários, em sua terra natal, no Ginásio “Nogueira da Gama”. Quando, em 1897, cursava o segundo ano do Ginásio do Estado, nesta Capital, fundo, com José Américo de Paiva e Fausto Lex, o quinzenário “O Paladino”. Aos 15 anos de idade, quando estudava no ginásio Jacareense, publicou um ensaio de fundo espiritualista. Fêz conferências em Jacareí, S. José dos Campos e Taubaté. Vindo para S. Paulo, matriculou-se na Faculdade de Direito, cujo curso não concluiu, transferindo-se, mais tarde, para a Faculdade de Medicina, que frequentou até o terceiro ano. Nos intervalos dos estudos, fêz-se advogado de defesa em sua cidade de nascimento, chegando, certa vez, a ser nomeado juiz substituto. Formado pela Escola Homeopática do Rio de Janeiro. Doutor em filosofia pela Universidade de Ciências Ocultas de Calcutá e médico pela Universidade de Filadélfia. Durante a epidemia de gripe de 1918, dirigiu, ao lado do dr. Militão Pacheco, o hospital de emergência, instalado pela União Espírita Santo Agostinho. Militou na imprensa, tendo fundado as revistas “Iris” e “A Saúde”, e o jornal “A Tribuna”. Trabalhou, ao lado de Arlindo Leal e Olímpio, no “Comércio de S. Paulo”. Colaborou na revista “Crisálida”, de Jacareí, e no “Farol”, de Serra Negra. Escreveu também para o “Correio Paulistano” e o “Jornal do Comércio”, já então funcionário dos Correios e Telégrafos de S. Paulo. Também exerceu cargo na Secretaria da Fazenda. Redigiu “A Borboleta”, revista literária que se fundou nesta Capital em 1898, e foi secretário de “O Progresso”, órgão da Companhia Construtora e de Crédito Popular (1906). Com Afonso Schmidt. Gastão Costa, Quintino de Macedo e outros, fêz parte da redação do quinzenário “O Cromo” (1906). Co-fundador da Loja Teosófica de S. Paulo. Traduziu poesias de autores franceses, espanhóis e italianos. Era membro da Academia de Ciências e Letras, presidente da União Espírita Santo Agostinho, fundador da Loja Teosófica, fundador e presidente da “Loja Veritas”, secretário da Ordem da Estrêla do Oriente, presidente da Associação da Unidade Mental, secretário da Ordem Maçônica Mista, etc. Cavalheiro de Ordem da Ta-vola Redonda. Poeta, cronista, orador, tradutor, etc. Bibliografia: “Pátria brasileira”, prosa; “Paisagens que passam”, crônicas; “Prosa nobre”, conferências teosóficas e maçônicas, vertidas para o espanhol, inglês, francês e italiano; “Nova primavera”, versos, menção honrosa da Academia Brasileira de Letras, S. Paulo, Tip. Santos e Macedo, 1924-1925, 190 p.

JOÃO FELICIANO FERREIRA DA SILVA – Nasceu a 4 de fevereiro de 1862. Faleceu no dia 28 de maio de 1944. Fêz o curso primário em sua terra natal e formou-se pela Escola Normal da Boa Morte, hoje Padre Anchieta, em S. Paulo. Lecionou, em Jacareí, no Grupo Escolar “Carlos Pôrto”, no Colégio S. Miguel, hoje Escola Profissional Agrícola, Industrial e Mista “Cônego José Bento”, na Escola de Agricultura e Pecuária “Washington Luís”, no Ginásio “Nogueira da Gama” e na Escola Noturna, aposentando-se com 28 anos de magistério. Foi Delegado de Polícia em Santa Isabel, secretário da Câmara, membro do Conselho Consultivo, diretor da Biblioteca Municipal e orador oficial da cidade de Jacareí. Fundador da “A Tribuna” e “O Democrata” e colaborador de vários jornais da região. Cronista, historiador, conferencista, etc. Bibliografia: “Almanaque de Jacareí para 1906”; “O Maneco da Roda”, crônica de costumes, in: “Almanaque de Jacareí para 1906”; “Dona Alice”, poesia humorística, in: “Almanaque de Jacareí para 1906”; também in: “Poetas do Norte de S. Paulo”, por Inocêncio Candelaria, “Gazeta de Mogi”, Mogi das Cruzes.

Do Livro “Dicionário de Autores Paulista”, São Paulo, 1954, de Luis Correia de Melo.

 
 
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