Nº 53 | setembro / outubro 2013
Editorial

Sob o signo das liberdades | Benedicto Lourenço Barbosa

Por ter sido o fundador, batizado (dado o nome), registrado e ensinado os primeiros passos, o Editor do Jornal “O Lince” me concede o privilégio de elaborar o editorial de aniversário.

Este jornal é sucessor de outro denominado “A Verdade”, portanto nasceu com este comprometimento às verdades lógica, ontológica, dialética, jurídica e histórica. Mas, não fica por aí, também está comprometido com o bem, com a sabedoria, a beleza, a justiça e as liberdades. Liberdades aqui significando emancipação, autonomia, independência e ausência de servidão, de escravidão.

A liberdade resulta de processos evolutivos que passam por diferentes estágios: biológicos, psicossociais, econômicos, religiosos, políticos e outros. Todos, de alguma forma, interdependentes com tudo que os cerca.

Tanto o homem como os demais seres vivos têm suas limitações. Mesmo as estrelas, os planetas, os cometas e as galáxias tem suas rotas, seus caminhos celestes ou espaciais, dali não podendo se desprender sob o risco da instauração do caos.

Os seres vivos deste planeta dependem da luz, do calor, do ar, da água, do solo...

Enquanto no útero materno, o ser humano depende totalmente de sua mãe. Quando nasce, aprende a respirar, a mamar, a engatinhar, a andar, a falar e, de liberdade em liberdade, vai à escola, à igreja, ao clube, adquirindo autonomia jurídica e política a partir dos 18 anos. Mas a liberdade plena fica sempre como objetivo a alcançar.

As liberdades buscadas são, essencialmente: sair da ignorância em busca do saber; curar-se das doenças em busca da saúde plena; deixar a miséria em busca da abundância; livrar-se das superstições em busca da racionalidade e da espiritualidade; abandonar os vícios em busca das virtudes, deixando assim, definitivamente, todo tipo de escravidão para alcançar a libertação.

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Há mais de 500 anos, com a invenção da imprensa por Johannes Gutemberg, a humanidade dá um grande salto a partir da escrita que se multiplica e possibilita a democratização do saber, permitindo a impressão da Bíblia e tantos outros livros importantes para a história da humanidade. Em pouco tempo, os jornais vão ganhando seus espaços e contornos.

Hoje, o jornal eletrônico (via computador/internet) e as redes sociais, desde que utilizadas com qualidade, ampliam, e muito, as possibilidades de comunicação.

A internet permitiu que o público, sempre alvo do discurso do livro, da cátedra, da tribuna, do altar e do palco, passasse a gozar da liberdade de também se expressar.

O desenvolvimento das tecnologias também tem levado à libertação do excesso de trabalho, pois houve época em que se trabalhava de sol a sol com jornadas diárias de 12, 14 e até 16 horas de pesado labor. A enxada foi substituída pelo arado e este pelo trator e pelas máquinas agrícolas.

A inovação tem sido uma realidade a continuar. É necessário que também as ciências humanas caminhem pari-passu com as tecnologias.

O Jornal O Lince nestes sete anos de vida nova, adentrando ao oitavo, tem demonstrado seu comprometimento com seus propósitos, sem deixar de lado as tecnologias. Pode ser lido e conhecido, através da internet, além das cidades próximas, das fronteiras nacionais e dos oceanos produzindo seus próprios textos e transmitindo outros, escritos por especialistas, nossos colaboradores. Agradecemos a todos!
 
 
 
 
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