Nº 49 | janeiro / fevereiro 2013
Panopticum

Luzes de Aparecida - Jean Chad | Da Redação

Jean Chad, natural e residente de Aparecida-SP começou a fotografar quando ainda era uma criança, sendo que fotografava graças ao avô que o deixava tirar algumas fotos dos passeios que normalmente eram no litoral. “Naquela época era difícil a prática da fotografia para uma criança, não tanto pelo fato de os filmes permitirem poucas fotos, mas sim porque não era comum ver uma criança com uma câmera na mão”, e de fato não era, como relembra, pois normalmente ao dar uma câmera para uma criança naquela época era comum achar que as fotos seriam desperdiçadas ou que poderia estragar a câmera, afinal câmera não é brinquedo.

Começou a fotografar com câmeras Kodak, que eram maioria na região em sua época, principalmente as automáticas. “Lembro-me perfeitamente delas assim como meu avô ensinando a colocar o filme e o flash” relembra, sendo que em sua formação foi muito importante a atuação do avô que encorajava a prática.

A primeira vez que teve contato com uma câmera profissional foi com uma câmera que ganhou em um concurso de fotografia em Taubaté-SP em 1989; era uma Canon AE-1 usada de 1981. “Foi fascinante, era incrível ter aqueles botões e marcas na lente e era pesada”, porém ao ganhá-la veio o grande erro que hoje relembra com carinho e alerta aos que adentram no mundo da fotografia hoje em dia: “Ao receber a câmera ganhei um curso de fotografia prática para me ensinar a lidar com ela, porém eu recusei, na realidade estava mais pensando em ir comprar filme e já testar a câmera, mas não sabia nada de fotografia manual e achava que era só apertar o botão como nas outras” Esse fato como relembra é um dos motivos a criar os “Treinos de Fotografia” aonde pessoas com qualquer nível de experiência possa participar de um passeio fotográfico, tendo como principal meta a educação e troca de experiências na fotografia, pois como alerta: “o fotógrafo que não treina e não presta atenção aos demais, assim como suas críticas, independente de conhecimento está fadado a prisão do ego”. Então os treinos de fotografia vieram de um erro do passado: “Foi catastrófico, me lembro de ter comprado os filmes, coloquei-os na câmera e saí. Empenhei-me bastante, achava que as fotos iriam sair a oitava maravilha do mundo por causa daquelas lentes, claro coisa de criança, porém ao mandar revelar veio a surpresa, o laboratorista me informa que muitas queimaram ou ficaram escuras e que a recuperação era impossível”, obviamente Jean não conhecia os controles manuais de sua nova câmera e aquele momento de não querer o curso prático foi uma aprendizagem; “eu achava que era só apertar os botões”.

Depois disso Jean aprendeu a lidar com os controles manuais de sua câmera e o resultado você vê hoje nas fotos atuais. Jean tem grandes influências de Henri Cartier-Bresson, Sebastião Salgado e Ansel Adams em suas fotos, retratando os aspectos humanos e suas diversas vertentes. “Acho fascinante o modo como Bresson retratava as pessoas e isso me influenciou porque gosto de expressões humanas, gosto de retratar o dia a dia, é o que chamamos de fotografia de rua”.

Ampliar imagens

Conheceu a fotografia digital já nos seus primórdios, pois como técnico em informática tinha acesso às novidades. “Eu instalava os drivers e programas para fotógrafos profissionais. Lembro-me da Sony Mavica e o sistema PhotoCD criado pela kodak na década de 90. Eu tinha acesso à PhotoCDs e câmeras digitais por causa de alguns clientes que eu prestava manutenção”.

A primeira câmera digital de Jean foi uma Creative Labs Webcam Go. “Era uma Webcam que destacava e virava câmera digital, tinha 0,3 MP, eu me divertia muito com ela, pois não me preocupava com custo e poderia testar novas técnicas”. Hoje em dia ter uma câmera digital é muito fácil, mas antigamente não era, pois o custo benefício era caótico, as câmeras eram caras demais e entregavam uma qualidade medíocre em comparação com o filme.

Hoje em dia Jean tem se dedicado mais aos passeios fotográficos aonde aprimora suas técnicas e compartilha o conhecimento. Um grande conselho que dá sempre a todos os fotógrafos é a prática da conversa e colaboração. “Muitos fotógrafos não compartilham o conhecimento, acham que sabem tudo e ainda falam que estou brincando quando digo que aprendo nos passeios, sendo que normalmente acham que vou para ensinar, mas se é humilde para perceber que não se detêm todo o conhecimento sobre determinada área então você descobre que há muito ainda com que aprender”. E uma frase que Jean sempre destaca é “Ter nenhuma limitação como limitação” de Bruce Lee e “Caminhando pouco a pouco a calma conduz, e pensando em passos de gigante a mente produz”, pensamento próprio.

Para ver mais fotos de Jean visite:
facebook.com/jeanchadfotografia
flickr.com/jeanchad
E-mail: jean.chad@yahoo.com.br
 
 
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