Nº 54 | novembro / dezembro 2013
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Publicações do bimestre | Da Redação

O travesseiro da mulher borboleta



De performer a poetisa, Rhosana Dalle decidiu dar ao público outra de suas faces enfeixando seus escritos em livro.

São poesias e textos em prosa exalando atraentes perfumes à espera dos borboleteios do leitor em busca das fragrâncias do ser encontradas na volatilidade de uma mulher também borboleta. Parece estar nesta circularidade o núcleo do livro: na sutileza do mostrar-se, uma mulher borboleta se torna aroma a requerer o suave pouso do leitor.

O livro com o qual Rhosana estreia no mundo das letras impressas nasce muito bem recomendado.

Verônica Dalle, jornalista e irmã da autora, considera que Rhosana levará o leitor “para um mundo por um caminho que ela conhece bem, o caminho da pura arte”.

Já o escritor Gabriel Chalita sugere que o leitor, calma e pausadamente, percorra o que denomina “solo sagrado da revelação”, dado que, para ele, “o poeta tem olhos de ver. A poesia é assim. Livre. Autônoma. Encantada. Qualquer que seja o poema ele precisa ser visitado. Por quem quer visitá-lo. Ele não exige aceitação. Nem explicação. Mas ele tem o poder do encantamento. E ao ver, se for generoso e corajoso, revela delicadamente o que vê. Sem a intenção de unanimidade, sem a pretensão de obrigar a outros que também vejam. Apenas mostra. Apenas conta o que viu. Às vezes, às gentes – Rhosana diz que adora gente – outras, ao travesseiro.”

A contundência do também jornalista Márcio Campos é o apelo definitivo à leitura ao dizer que a autora “conseguiu transformar palavras e frases em pura seda [...] Se você acha que este é mais um livro comum de poesias e linhas se entrelaçando em alguns momentos pela rima, vai se surpreender com o vôo da ‘borboleta’.”

Elogios não poupados também foi a tônica da noite de autógrafos realizada no Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina, em Pindamonhangaba, onde se reuniram, em solene sessão, no dia 29 de novembro, os membros da Academia Pindamonhangabense de Letras.

“Orgulhosamente caipira por nascença, honesta por decência, mãe por natureza e poetisa... em legítima defesa...” Rhosana busca enlaçar o leitor com os (des)encantamentos da rotina diária da mulher de hoje.

Não poderia ter melhor forma e conteúdo o batismo literário desta filha da princesa várias vezes premiada em concursos literários de sua terra natal e de outras plagas.

Voo inaugural: poesia a oito mãos



O que acontece quando quatro pessoas talentosas colocam as mãos na massa tendo como receita muita inspiração e como ingrediente um universo de palavras ressignificadas pela experiência e pelo sentimento? Poesia. Poesia com sabor de encantamento a ser digerida com a alma.

Foi o que fizeram os vencedores do VII Festival de Poesia de Pindamonhangaba. Os três primeiros colocados e mais uma finalista resolveram juntar suas receitas, misturar seus ingredientes e dar ao público um livro de poemas da melhor cepa.

Altair Fernandes (1º colocado), Juraci Faria Conde (2ª colocada), Maurício Cavalheiro (3º colocado) e a finalista Meire Carvalho reuniram seus poemas em um voo inaugural coletivo, pois apenas enquanto coletivo é que o adjetivo inaugural caberia ao planar desses versados poetas.

Segundo Juraci Faria, “Voo Inaugural: poesia a oito mãos nasceu da convivência fraterna, amorosa e poética entre os irmãos Altair Fernandes e Meire Carvalho com os amigos Juraci Faria e Maurício Cavalheiro. Mais do que a celebração da primeira colheita coletiva dos irmãos e amigos nos campos da poesia, esta obra registra o despertar de Meire Carvalho neste terreno fértil da existência sagrada e humana. A poesia é anjo adormecido em nossa alma. É magia de ouvidos atentos à intuição. Pássaro que vem de longe, muito longe, que nos desperta e nos concede mais do que o par de asas: o desejo de voos profundos aos nossos céus interiores e o sonho de voos longínquos ao coração de nossos leitores”.

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Impresso pela Gráfica São Benedito, de Pindamonhangaba, a obra de 90 páginas ainda traz o halo revigorante das ilustrações da brilhante Marina Oliveira, que também é responsável pela arte da capa.

O lançamento aconteceu no dia 26 de setembro, em um sarau realizado na Biblioteca Rômulo D’Arace e a noite de autógrafos deu-se em sessão solene da Academia Pindamonhangabense de Letras, no dia 25 de outubro. Quatro dias depois faleceria Meire Carvalho, a autora cujo poema “voo inaugural” deu título ao livro.

História da Educação no Vale do Paraíba Paulista



Desde meados da década de 1980 verifica-se na área da História da Educação brasileira a emergência de novos temas, objetos e fontes. Dentre a diversidade de produções historiográficas, o recorte regional foi um dos caminhos utilizados pelos historiadores para abordar, investigar e implementar pesquisas para o entendimento de dinâmicas locais que, por sua vez, contribuíssem para ampliar horizontes e reinterpretar concepções até então cristalizadas. O Vale do Paraíba paulista não ficou à margem desse movimento. Esta obra oferece resultados de teses, dissertações e pesquisas que trabalharam a dinâmica histórico-educacional de diversas cidades valeparaibanas focalizando processos escolares em instituições públicas e privadas e problematizando eventos que extrapolaram os intramuros dos estabelecimentos de ensino entre os anos de 1870 a 1980. Esta coletânea, além de se tornar importante referência para o entendimento da complexa relação entre micro e macro, marca o pioneirismo de autores que se propuseram a se aventurar no terreno da história da educação regional enquanto campo relevante de conhecimento, investigação e pesquisa.

Esta coletânea marca a pioneira iniciativa de reunir estudos que privilegiaram a história da educação no Vale do Paraíba paulista. Trata-se de uma variedade de pesquisas que focalizaram dinâmicas escolares de estabelecimentos públicos e privados, além de investigarem eventos sobre intelectuais da região. Com recortes históricos muito precisos, cada artigo evidenciou a complexa relação da educação com outras instituições e/ou organizações sociais. É uma obra rica – em temas e fontes, períodos e lugares – que marca o esforço de cada autor em entender a educação brasileira a partir das experiências locais de cidades valeparaibanas.
(Da orelha e quarta capa do livro)
 
 
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