Nº 54 | novembro / dezembro 2013
Panopticum

Vale Paraibanos no Dicionário de Escritores Paulistas | Da Redação

Caçapava



BENEDITO GONÇALVES – Trabalhou em “O Jambeirense”, de Jambeiro, “A Semana”, de Caçapava, “O Paranapa-nema”, de Presidente Prudente, “O Imperial”, de Lins, “Gazeta”, de Garça. Bibliografia: “Espôsa virgem”; “Glória, amor e cocaína”.

BENEDITO REPUBLICANO BRASIL – Estudou as primeiras letras em Caçapava, a 15 de novembro de 1895. Cursou a Escola Normal de Guaratinguetá e a Escola de Odontologia e Farmácia de Pindamonhangaba, não tendo concluído êste curso. Exerceu o magistério em S. Luís do Paraitinga e em Eugênio de Melo, onde foi diretor das Escolas Reunidas, assim também em Santa Luzia; adjunto e diretor do grupo escolar “Rui Barbosa”, de Caçapava e inspetor escolar de S. José dos campos, em cujo cargo se aposentou. Colaborou em vários jornais e revistas, entre as quais “O Regional”, de Caçapava, “Vida Moderna”, de S. Paulo, etc. Bibliografia: “Mimosa pudica”, versos, Caçapava, Ed. “O Regional”, 1923, 164 p., 16x12 cm.

FRANCISCO ALVES MOURÃO – Nasceu em Caçapava a 8 de junho de 1887. Fêz os preparatórios no Ginásio do Estado, nesta Capital. Matriculou-se, em 1919, na Faculdade de Direito de S. Paulo, cursando sòmente o primeiro ano. Delegado regional do Ensino no Estado de S. Paulo, onde fêz toda a carreira do magistério público. Secretariou o órgão republicano “Correio da Semana”, fundado, nesta Capital, em abril de 1910. Jornalista e escritor, colaborou em jornais e revistas da época. Educacionais. Bibliografia: “Palestras paternais”, Itatiba. Tip. de “A Reação”, 1920; “Pátria”, in “O Bom Ginasiano”, 1.ª série, por Máximo de Moura Santos e Francisco Lopes de Azevedo, Rio, Alves, 1942, pp. 25-26, 19x14 cm.

FRANCISCO DA ROCHA FERREIRA – Nasceu a 9 de março de 1897 em Caçapava, onde fêz os primeiros estudos. Cursou, a seguir, a Escola Normal desta capital, diplomando-se em 1918. Trabalhou sempre na imprensa, tendo sido redator do vespertino paulista “A Gazeta”, onde permaneceu de 1922 a 1926. De 1922 a 1924, redigiu “O Ateneu”. Figura, também, entre os redatores do “Correio Paulistano”. Estêve na Europa, quando da guerra ítalo-etíope, como repórter internacional. Colaborou na “Vida Moderna”, na “A Cigana”, na “A Garoa”, na “Ilustração Paulista”, etc., bem como em outras revistas e jornais do país. Escreveu para “Feira Literária”. Estreou-se, como autor, em 1917, ano em que editou o seu livro de versos “Sons”. Posteriormente, dedicou-se à ficção escrevendo romances e novelas. Várias de suas obras foram traduzidas, alcançando algumas três edições. Fêz conferências literárias e artísticas na Capital e no Interior. Diretor da Companhia Pan-Americana de Seguros. Poeta, romancista, homem de imprensa, conferencista, etc. “Um lindo livro “Sons”, aplausos”. (Olavo Bilac). Bibliografia: “Sons”, versos, São Paulo, Ed. “O Pensamento”, 1917, 24x17 cm; “Céus”, versos, São Paulo, Tip. Arlindo Alves, 1921, 86 p., 24x14 cm.; “Sóis”, versos, São Paulo, Tip. Arlindo Alves, 1922; “Sangue azul”, poemas em prosa, São Paulo, Ed. Livraria Zenith, 1923, 126 p., ils., 17x12 cm.; “O pecado original”, versos, São Paulo, M. Vítor, 1924; “Morrer na véspera”, romance, São Paulo, Irmãos Ferraz, 1926, 180 p., 19x14 cm.; “O fundo do espêlho”, poemas, São Paulo, Ed. Livraria Hispano-Americana, 1929, 97 p., 19x14 cm.; “Morrer na véspera”, nova edição, 1929; “Morir en la víspera”, romance, tradução de B. Sánchez-Saez, Ercila, Santiago, Chile, 1930; “Tentação de ser feliz”, poemas em prosa, São Paulo, Emp. Gráf. “A Capital”, 1933, 160 p.; 19x14 cm.; “Glória”, versos, Rio, José Olímpio, 1935, 182 p., 18x14 cm; “Glória”, versos, tradução de Abner Petrone, Collezione Iberia, Salerno, 1937; “O pecado original”, 2.ª edição, com prefácio de Monteiro Lobato, São Paulo, “A Bôlsa do Livro”, 1944, 88 p.; “O pecado original”, tradução inglesa de W. Saddler, 1946; “Morrer na véspera”, 3.ª ed., 1946; “Tentacion de ser feliz”, tradução de Claudia Blasquez, Madrid, Ed. Ibéria, 1951; “O poeta soneto do Bem”, in “Coletânea de Poetas Paulistas”, por Eneas de Moura, Rio, Minerva, 1951, p. 142.

Ampliar imagens

HERMÓGENES EDGAR PORTES – Nasceu a 19 de abril de 1896. Faleceu nesta Capital a 8 de agosto de 1948. Fêz os primeiros estudos em sua cidade natal no Grupo Escolar “Rui Barbosa”. Ocupou, na mocidade, o cargo de oficial do Registro Geral e de Hipotecas. Jornalista vocacional, aos 10 anos de idade distribuía folhetins manuscritos, escritos de parceria com Genaro Rodrigues. Mais tarde, fundou, com Ledo Sousa, o periódico crítico e humorístico “O Parafuso” e, com Décio Abramo, a revista “Filmundo” e “Discos e Música”. Colaborou no “Jornal do Povo”, no “O Regional”, etc. Em 1924, veio para a Capital, onde se fixou, tendo sido diretor da APISP. Em meio à vida de jornal e de boêmia, escreveu diversos livros. “Sem luar e sem sabiá”, foi censurado pelo D.C.I., que lhe cortou diversos trechos. Foi comerciário. Poeta, contista, novelista, etc. Bibliografia: “Mulheres de todo mundo”, contos e novelas, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1927; “Catecismo do P.R.P.”, S. Paulo, 1936; “Sem luar e sem sabiá”, versos, obra mutilada pela Censura, S. Paulo, 1938; “Versos e reversos das moedas brasileiras”, S. Paulo, 1940; “Mulheres de todo o mundo”, 2.ª ed., S. Paulo, 1944; “Sem luar e sem sabiá”, 2.ª ed., S. Paulo, Emp. Gráf. “Revista dos Tribunais”, 1948, 119 p.

João Machado Gaia – Nasceu a 1.º de março de 1906. Já falecido. Iniciou os estudos primários em 1914 no Grupo Escolar “Rui Barbosa”, passando, em 1916, a frequentar o Grupo Escolar de Botucatu, para onde se transferiram seus pais, que, no ano seguinte, retornaram ao Vale do Paraíba, fixando-se em Cachoeira Paulista. Matriculou-se no Grupo Escolar “Dr. Evangelista Rodrigues”. Colaborou em revistas e jornais da zona e, tendo vocação para a literatura teatral, escreveu duas peças, que foram várias vezes representadas. Poeta e teatrólogo. Bibliografia: “Nhô Pafúncio”, revista em um prólogo e dois atos, Cachoeira Paulista, 1926; “Isso agora é seu”, revista, Cachoeira Paulista, 1926.

Para ler o texto completo, baixe a versão em pdf clicando na imagem abaixo.

Este documento não pode ser reproduzido sem o consentimento expresso dos autores. A transgressão desta regra implicará em penalidades da lei. Baixe o texto "Vale Paraibanos no Dicionário de Escritores Paulistas"
   (48KB)
 
 
Valle e Azen Sociedade de Advogados Nossa Casa Móveis
 
 
  © 2007 • 2014 Jornal O Lince, tem o que ler  | Tel.: (12) 9 9138 5576 | redacao@jornalolince.com.br
  Rua Alfredo Penido, 101, Jardim São Paulo
  Aparecida, SP | CEP 12570-000