Nº 54 | novembro / dezembro 2013
Memória

La Salle 50 anos atrás | Edson Reis

Foi no primeiro sábado do mês, exatamente sete de dezembro de 1963, que ocorreu mais uma formatura dos alunos do Ginásio La Salle, ainda situado no final da Avenida Rio Branco, em Aparecida, em dois momentos: a celebração de ação de graças, pela manhã, na tradicional Basílica e, à noite, a solene entrega dos diplomas aos formandos, no auditório do Cine Aparecida.

Após um ano de dedicação aos estudos, com muita atenção e exigência dos dedicados irmãos Lassalistas e professores leigos voltados a formar e educar uma nova geração de moços para o desenvolvimento pessoal e social da sociedade local e regional, pois agregava jovens das mais variadas cidades valeparaibanas.

Os ensinamentos da língua Pátria com o Irmão Chiquinho, a exatidão dos cálculos matemáticos com a seriedade do Irmão Mauricio, as fórmulas físicas, químicas e biológicas das ciências com as quais Irmão Hilário solicitava mais atenção em suas aulas, o ’je parle français ‘ do Caetano, o Irmão que ministrava as aulas de Francês, intercalando com as músicas como fazia o cantor e english teacher Irmão Urbano as pronúncias em inglês se tornavam mais fáceis de assimilar.

Dos leigos, a criatividade nas linhas de desenho do professor João, e, na prática da Educação Física, com a presença marcante do professor Mahss, pois salientava constantemente a célebre frase ‘mens sana in corpore sano’ e a jovialidade contagiante do Professor Jose Luiz Pasin e as aulas de Estudos Sociais brasileiros fazendo a interação dos jovens com nossa história real.

Contando, na orientação e direção do exemplar estabelecimento de ensino, com a dedicação impar do admirado Irmão Vito, que de tanto empenho na vida leiga tornou-se o tão querido Gentil Vian, aparecidense de coração e alma em todas suas boas obras na vida publica.

Com a fanfarra campeã do Estado, sob a batuta do Pedro Bala, contando com o clarim que nos lábios do Paulão emitia suave som que encantava os ouvidos de todos os componentes e os tornava mais entusiasmados na evolução do desfile para a alegria dos assistentes.

E ocorreram diversas apresentações no ano citado, iniciando com a ida dos estudantes, que no intervalo das aulas integravam a então fanfarra, ao programa televisivo intitulado S.S. Show, na TV Paulista, o canal 5, da Organização Victor Costa, numa exibição que teve na plateia a grande musa da televisão brasileira Hebe Camargo, ladeada por Branca Ribeiro do Mundo da Mulher.

Já em Aparecida, a fanfarra recepcionaria a então tradicional Romaria dos estudantes vizinhos da cidade de Guaratinguetá, realizando a Páscoa dos estudantes organizada pelo então dinâmico Centro Estudantino da chamada Atenas do Vale, que, neste ano, foi celebrada pela primeira vez no pátio frontal da chamada Basílica Nova.

Ao silenciar, no dia 3 de junho daquele ano, com o falecimento do Papa João XXIII, voltou a ter apresentações em duas cidades cujo Padroeiro é Santo Antonio, a primeira em uma exibição noturna após a novena preparatória dedicada ao referido santo em Cachoeira Paulista.

E a segunda, no próprio dia da festa do padroeiro, sendo antes do início e após o termino das solenes celebrações religiosas, como estão nas fotos que registram o evento que, guardada com carinho, é exibida garbosamente por um dos integrantes da mesma, em Guaratinguetá.

Nos desfiles do dia da Pátria, recebendo os aplausos calorosos da população que assistia com respeito à apresentação estudantil do próprio ginásio, era também um ponto de honra para a fanfarra acompanhar o entusiasmo do desfile das estudantes do Colégio da Padroeira.

E com a chegada do dia 12 de outubro, finalizava-se a apresentação pública acompanhando, com respeito, a procissão em honra a Padroeira do Brasil.

No período das provas finais do ano, o mundo foi surpreendido com o noticiário envolvendo o assassinato do Presidente John Kennedy, que ocasionou certa apreensão mundial, mas com a orientação de Irmão Benildo para que a ocupação mental dos alunos fosse concentrada nos estudos para bom proveito das matérias nos exames que finalizariam o curso ginasial.

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De cima pra baixo e da esquerda
para a direita:
Fila 1 – José Afonso Martins, Décio Barbosa, Sebastião Moreira Cesar, Palermo, Amauri Barbosa, Carlos Cavaterra, Osvaldo Celso, Hamilton Roma, Messias Paula Santos e Aílton Barbosa

Fila 2 – José Luiz Pasin, Carlos Otoni, Orlando, Henri Caropreso, Afonso, Dalton Nose

Fila 3 – Luiz Vilela, Renato Arantes, Francisco Sá, Go Amaral, Nilson, Luiz Carlos Coragem, Norival Teixeira, Antonio Amaral e Aureliano Paixão

Fila 4 – Marco Filippo, Sidney Bittencourt, Crespo, Francisco Roberto, Edson Reis, Francisco Chesco Vieira e Moacyr Limongi, ladeados por dois dos diretores do Ginásio La Salle: irmão Vito e irmão Hilário.


Numa foto exibida pelo Sebastião Moreira Cesar, que cita ter recebido do fotógrafo Sansão, um dos Guardiões da Santa, que entre outros companheiros tem o Joaquim Dias, João de Sousa, o Toninho Minair, o Ciro – que certamente registraram em suas máquinas esta cena na porta da Basílica de Nossa Senhora Aparecida – mostra a turma de formandos.

Foram fotografados, ao final da missa de ação de graças, pelo sucesso dos estudos, todos com o traje de terno e gravata, como se exigia na ocasião, simbolizando elegância e respeito aos que se encontravam presentes para os atos litúrgicos e sociais.

José Afonso Martins, Décio Barbosa, Sebastião Moreira Cesar, Palermo, Amauri Barbosa, Carlos Cavaterra, Osvaldo Celso, Hamilton Roma, Messias Paula Santos, Aílton Barbosa, o professor José Luiz Pasin, que foi o Patrono da turma, Carlos Otoni, Orlando, Henri Caropreso, Afonso, Dalton Nose, Luiz Vilela, Renato Arantes, Francisco Sá, Go Amaral, Nilson, Luiz Carlos Coragem, Norival Teixeira, Antonio Amaral, Aureliano Paixão, Marco Filippo, Sidney Bittencourt, Crespo, Francisco Roberto, Edson Reis, Francisco Chesco Vieira, Moacyr Limongi, ladeados por dois dos diretores do Ginásio La Salle: Irmão Vito e Irmão Hilário.

Pelas palavras do evangelho de São Mateus, muitas vezes ouvido nos bancos ginasianos “é pelo fruto que se conhece a árvore, pois a árvore boa dará bons frutos” e quando Jesus diz que “nenhuma das minhas ovelhas se perderá”, conforme São João, ao observar, com detalhes, a foto e os nomes sentiremos a concretização dos fatos, pois recebida a formação de uma árvore boa no campo educacional, os frutos ali formados se espalharam pelo mundo a realizar o seu papel nas mais diversas atividades funcionais e profissionais contribuindo com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e perfeita.

São cinqüenta anos da formatura que ajudou a constituir uma plêiade de homens inseridos na história real do país, conforme apregoava o mestre José Luiz Pasin.

Edson Reis é radialista e ex-aluno da turma de 1963 do Colégio La Salle de Aparecida-SP

 
 
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