Nº 54 | novembro / dezembro 2013
Genealogia

Reconstituindo a História de Aparecida XI | Benedicto Lourenço Barbosa

Maria do Carmo de França



Maria do Carmo de França nasceu em Aparecida/SP, por 1860 e aí faleceu aos 10-05-1940, com 80 anos. Filha do Sargento Manuel Eduardo Laurentino (1802-1868) e de Carolina Maria de Jesus. Casou-se em Aparecida/SP, com Isaac Júlio Barreto, nascido em Aparecida/SP, por 1841, e aí falecido aos 04-01-1895, filho do Tenente Antonio Júlio Barreto e de Francisca do Carmo Rangel ou Francisca Pereira Rangel, e por esta neto de Domingos Pereira Fialho e de Rita Maria de Jesus, bisneto de Manoel Pereira Fialho e Maria Madalena de Jesus, trineto de Capitão André Bernardes de Brito e de Margarida Nunes Rangel. Maria do Carmo e Isaac são pais de:

1. Maestro Benedicto Júlio Barreto, nascido em Aparecida/SP, aos 19-04-1886 e aí falecido, aos 02-04-1956 com 69 anos. Casado em Aparecida/SP, aos 11-05-1906, com Amélia Maria de Freitas, nascida por 1884 em Rio Claro/RJ e falecida em Aparecida/SP, ao 01-05-1922, filha de Marcolino Antonio de Freitas (Agente dos Correios em Aparecida no início do século XX) e de Amélia Maria Valladão.

2. Maria Benedicta Barreto, nascida em Aparecida/SP, por 1888, e aí falecida aos 06-11-1970, com 82 anos. Casada, em Aparecida/SP, com Oscar Randolpho de Lorena, maestro nascido em Cachoeira Paulista/SP, por 1882, e falecido em Aparecida/SP, aos 04-05-1962, com 80 anos, filho do Maestro Randolpho José de Lorena e de Justina Augusta Barbosa.

3. Maria Luzia Barreto, nascida em Aparecida em 15-12-1891 e aí falecida aos 03-07-1915. Casada, por 1910, com Domingos Braga Filho, filho de Domingos Braga e de Mathilde Machado.

Dr. Benedicto Meirelles Freire



Benedicto Meirelles Freire, nasceu em Guaratinguetá/SP, aos 26/10/1879 e aí faleceu aos 19/12/1937, com 58 anos. Filho do Capitão Francisco Meirelles Freire e de Maria Francisca de Meirelles Freire. Eram seus irmãos o Cônego Manoel Meirelles Freire e Carmelita Meirelles Freire. Casado com Ondina Corrêa Meirelles. Pais de: Francisco Meirelles Freire, Ondina Meirelles Taques Bittencourt e Manoel Meirelles Freire. Entre seus netos, Sonia Aparecida Taques Bittencourt casou-se com o General de Exército Paulo Neves de Aquino, e Marly Taques Bittencourt casou-se com José Armando Zollner Machado, que foi Prefeito de Guaratinguetá e Deputado Estadual.

Benedicto Meirelles Freire fez seus estudos primários em sua terra natal e os estudos de humanidades no Ginásio Nogueira da Gama, em Jacareí/SP. Foi para o Rio de Janeiro e cursou medicina, tendo concluído o curso em 1º de fevereiro de 1906.

Exerceu a medicina primeiramente em Matão/SP, tendo depois se fixado em Guaratinguetá/SP. Atendia também as cidades vizinhas e logo recebeu o título de “Médico dos Pobres” por sua bondade e desprendimento. Foi também médico legista.

Atendia diariamente em Aparecida, a partir das 9:30 h., na Farmácia do Américo Alves, para onde se dirigia com seu fordinho. Atendia também nas fazendas, na zona rural.

Foi homenageado, após sua morte, conferindo nome a duas praças: uma em Aparecida e outra em Guaratinguetá, onde há um monumento de bronze.

Sepultado no Cemitério dos Passos em um mausoléu com obras do escultor Armando de Magalhães Corrêa.

Padre José Lopes Ferreira



José Lopes Ferreira, nasceu em Aparecida/SP aos 16 de dezembro de 1890 e aí faleceu aos 29-09-1940, filho de José Lopes Ferreira, nascido em Portugual e aqui falecido em 1925 e de Maria Eulina de França Ferreira, nascida por 1853 e falecida em 1906. Avós paternos: Manoel e Marcolina Lopes Ferreira. Avós Maternos: Manuel Eduardo Laurentino e Carolina Maria de Jesus. Padre Lopes era cunhado de Antonio de França Souza, Bernardo Vilela, Francisco Ferreira (Chico Santeiro) e irmão de Maria Amelia Ferreira, freira.

Com dez anos entrou para o Seminário Redentorista onde fez os estudos básicos e fez profissão religiosa aos 25-02-1908. Os estudos de filosofia e teologia fez na Alemanha, onde recebeu a ordenação sacerdotal em 31-07-1913 (há cem anos).

Trabalhou na Paróquia da Penha, em São Paulo, esteve em Goiás e depois em Perdões/SP. Passou por vários conventos e os últimos 05 anos ficou em Aparecida onde foi Redator-Chefe do Jornal “Santuário de Aparecida” e de seu suplemento “Ecos Marianos”. Traduziu para o português os livros “Escola da Perfeição Cristã” e “Paixão”.

Como descendente de português, de acordo com o redator do Ecos Marianos de 1941, página 8, era muito franco em suas expressões, não mandava dizer, dizia ele mesmo o que achava necessário ou útil, embora doesse às vezes aos interessados.

Aparecida o homenageou, por ter sido o primeiro Padre Redentorista nascido na cidade, dando o seu nome à uma rua do bairro de São Roque/Aroeira.

Padre Lopes era tio do Padre José Geraldo de Souza, salesiano e primo do Padre Isaac Barreto Lorena, redentorista.

João Lourenço Barbosa Filho



João Lourenço Barbosa Filho nasceu aos 12-06-1939, em Delfim Moreira/MG e faleceu em Aparecida/SP, aos 14-06-1995, filho de João Lourenço Barbosa e de Maria José Beraldo. Casado, aos 28-10-1964, em Aparecida/SP, com Maria Regina Teixeira, nascida em São Bento do Sapucaí/SP, aos 11-03-1944, filha de Faustino Teixeira Pinto e de Regina Motta Teixeira. Pais de:

1. Márcia Cristina Lourenço Barbosa, nascida em Aparecida/SP, aos 03-09-1965, e aí casada com Antonio Carlos de Oliveira Teixeira.

2. Marco Aurélio Lourenço Barbosa, nascido aos 09-09-1966 em Aparecida/SP e aí casado com Fábia Rangel Teixeira, aos 19-06-1992.

3. Jefferson Faustino Lourenço Barbosa, nascido aos 22-10-1969 em Aparecida/SP e aí falecido aos 04-07-2008.

4. Rodrigo Benedictus Lourenço Barbosa, nascido aos 05-02-1975, em Aparecida/SP, e aí casado com Janaína Bittencourt do Amaral ao 01-05-1998, nascida em Aparecida/SP, filha de Antonio Francisco do Amaral e de Mércia Rodrigues Bittencourt Ferraz do Amaral.

5. João Paulo Lourenço Barbosa, nascido aos 18-09-1980 em Guaratinguetá/SP e aí casado com Cristiane Diniz Ferraz.

João Lourenço Barbosa Filho, em Aparecida desde 1941, foi seminarista redentorista e diocesano. Bacharel em Ciências Jurídicas, Taubaté/SP, foi industriário, bancário e comerciante. Exerceu a Vereança em Aparecida/SP, por cinco (5) mandatos consecutivos, de 1964 a 1988, por 24 anos, durante os mandatos dos Prefeitos: Aristeu Vieira Vilela, Manoel Alves Nunes, Vicente de Paulo Penido, Alfredo Bourabebe e Aristeu/Antonio Marcio de Siqueira.

Foi Presidente da Câmara de Aparecida e como tal fez a entrega ao Papa João Paulo II, na Basílica Nacional, em 04-07-1980, do Título de Cidadão Aparecidense.

Foi festeiro de São Benedito no ano de 1968, quando reintroduziu a rifa de um carro para custear as despesas da festa.

Participou, como co-organizador, de memoráveis caminhadas: ao bairro do Bonfim, à Igreja de São Lázaro (Gomeral/Pedrinhas), de Lagoinha a Aparecida, de Piquete a Campos do Jordão pela Serra da Mantiqueira, de Aparecida a Igreja de Nossa Senhora de Santa Cabeça, de Aparecida a Passa Quatro e tantas outras.

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Joaquim Garcia dos Reis



Joaquim Garcia dos Reis, nascido por 1874 no bairro dos Motas, em Guaratinguetá/SP, e falecido em Aparecida/SP, aos 13-07-1958, com 84 anos, filho de Manoel Garcia Filho, falecido em 26-01-1910 e de Ana Maria dos Reis, esta falecida aos 30-01-1913. Avós paternos: Manoel Garcia de Souza Barbosa e Francisca Maria de Jesus. Avós maternos: Tenente Antonio da Silva Reis e Claudina Pereira Filho. Casado aos 19-11-1904 com Maria Augusta Lino, nascida em Guaratinguetá/SP, aos 28-08-1888, filha de Manoel Lino da Silva e de Ana Maria de Jesus. Pais de:

1. Ana Garcia dos Reis, nascida em Guaratinguetá/SP, onde se casou.

2. Benedito Garcia dos Reis, nascido em Guaratinguetá/SP, aos 19-02-1908 e falecido em Aparecida/SP ao 18-10-1984. Casado com Maria Augusta Lima.

3. José Garcia dos Reis, nascido aos 20-10-1914 em Guaratinguetá/SP e falecido em Aparecida/SP, aos 25-09-1987. Casado, civilmente, em Aparecida/SP, aos 12-05-1942, com Maria Benedita Pereira, nascida aos 06-12-1915, em Silveiras/SP.

4. Francisco Garcia dos Reis, nascido aos 10-02-1920, em Guaratinguetá/SP. Casado ao 01-09-1940, em Aparecida/SP, com Antonina Ribeiro de Oliveira, nascida aos 02-12-1922, em Aparecida/SP.

5. Erasmo Garcia dos Reis, nascido aos 14-12-1922, em Guaratinguetá/SP, e falecido, em Aparecida/SP, aos 09-07-2000. Casado aos 19-03-1956, em Aparecida/SP, com Maria Aparecida de Souza, nascida aos 02-08-1929, em Taubaté/SP, e falecida aos 07-05-1981, em São José dos Campos/SP.

6. Nelson Garcia dos Reis, nascido aos 27-12-1924, em Guaratinguetá/SP, e falecido em 19-08-2013, em Caraguatatuba/SP. Casado com Andradina Andrade Ribeiro, nascida em Aparecida/SP, aos 24-07-1927, filha de Benedito Ribeiro de Oliveira e de Andrelina Ribeiro de Andrade.

7. Homero Garcia dos Reis, nascido em Guaratinguetá/SP, aos 26-04-1926, e falecido aos 18-10-2011. Casado com Terezinha de Aguiar Garcia, aos 30-04-1950. Ela nascida em 23-05-1928 e falecida aos 18-12-1999.

8. Maria Garcia dos Reis, nascida aos 21-08-1930, em Aparecida/SP. Casada aos 15-03-1949, em Aparecida/SP, com Ruy Abdemun, nascido aos 30-06-1929, filho de Adib Abdemun e Dinorah da Silva. Casou-se posteriormente com Nelson Leite da Silva.

9. Marai José Garcia dos Reis, nascida em Guaratinguetá/SP, por 1918 e falecida na infância, com 10 anos.

Antonio Martiniano de Oliveira Borges, Major Martiniano



Antonio Martiniano de Oliveira Borges, o Major Martiniano, nasceu em Aparecida/SP, aos 03-06-1830, e faleceu em Guaratinguetá/SP ao 01-03-1830.

Filho de Francisco de Assis de Oliveira Borges, o Visconde de Guaratinguetá, e de Ana Silvéria Umbelina do Espírito Santo.

O Visconde de Guaratinguetá foi Alferes e lojista em Aparecida, Juiz de Paz no Distrito de Aparecida, em 1832. Foi também tesoureiro da Capela, participando de sua Mesa Administrativa. Durante sua gestão foram reconstruídas as duas torres da Basílica Velha de Aparecida

Eram seus tios o Arcipreste Joaquim Anselmo de Oliveira e o Monselhor e Vigário Antonio Martiniano de Oliveira.

Entre seus dezesseis irmãos por parte de pai, destacamos:

Dr. José Martiniano, Deputado Provincial; e

Dr. Francisco de Paula Oliveira Borges que foi Presidente da Província da Paraíba, o que hoje equivaleria ao cargo de Governador de Estado.

Major Martiniano foi Vereador em Guaratinguetá/SP, onde também foi Delegado de Polícia, Capitão (em 1854) e Major (em 1860).

Foi proprietário da Fazenda Ronco, em Lorena/SP, que passou a pertencer a Guaratinguetá/SP por questões de limites.

Foi Administrador e Tesoureiro da Capela de Aparecida de 1890 e 1892 juntamente com o Cônego Dr. Monte Carmelo, capelão.

Cavaleiro da Ordem da Rosa, distinção recebida do Governo Imperial por serviços prestado durante a Guerra do Paraguai.

Comendador da Ordem de São Gregório Magno, concedido pela Santa Sé, por serviços prestados à Igreja.

O Colégio Nossa Senhora do Carmo, das Irmãs Salesianas em Guaratinguetá/SP, recebeu importante contribuição que o Major deixou em testamento para a educação de meninas órfãs.

Casou-se em Areias/SP, com Ana Maria da Silva Leme, ali nascida, em 1839, e falecida em São Paulo, em 1907, filha do Major Manoel da Silva Leme, fazendeiro, e de Maria Joaquina da Conceição.

Não deixou descendentes.

Benedicto Lourenço Barbosa é Mestre em Ciência e autor do livro Nossas Origens - 300 anos de História de Aparecida-SP.

 
 
 
 
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