Nº 52 | julho / agosto 2013
Editorial

Simpósio histórico | Alexandre Marcos Lourenço Barbosa

Senão costumeiro é desejável que a avaliação suceda as ações humanas, ao menos as conscientes e planejadas.

O encerramento das atividades do XXVII Simpósio de História do Vale do Paraíba, acontecido entre 22 e 27 de julho, evento que resultou de uma parceria entre o Jornal O Lince e o Instituto de Estudos Valeparaibanos, suscita indagar se os desideratos iniciais foram alcançados e em que medida.

Antes porém, é preciso balizá-los para que os mesmos se coloquem como referência ao juízo.

Organizados em quatro grandes eixos, os objetivos propostos visaram sobretudo:
1. reunir pesquisadores e escritores em torno do tema Literatura e História fomentando a pesquisa em diferentes campos disciplinares;
2. estabelecer uma aproximação entre pesquisadores, escritores e profissionais da educação, estimulando o diálogo entre a academia, o universo editorial e a escola, buscando uma sintonia entre "pensares e fazeres".
3. realizar um simpósio que trouxesse, pela qualidade e abrangência, a singularidade de fazer juz aos 40 anos de fundação do Instituto de Estudos Valeparaibanos, com programação multifacetada e centrada na temática estabelecida.
4. divulgar os resultados obtidos através dos mais variados meios, em especial, pela publicação dos Anais.

Isso posto, cumpre-nos apresentar o saldo que, a nosso ver, pode ser considerado bastante positivo:
1. Planejamento – encerrada, em Cachoeira Paulista-SP, a assembleia que decidiu pela escolha do tema e da cidade-sede, membros do IEV, da equipe O Lince e colaboradores voluntários puseram-se a planejar. Foram quatro meses para a concepção de um modelo de simpósio que articulasse elementos das realizações anteriores com algumas ações inovadoras que resultariam na adoção de um formato híbrido. Dentre elas a realização de ações mensais denominadas pré-simpósio.
2. Autosustentabilidade – diretriz básica, a capacidade de autofinanciamento orientou as ações desde o primeiro momento. Para tanto, diversas parcerias bem sucedidas foram firmadas com prefeituras e empresas privadas dando ao simpósio o suporte necessário à sua consecução.
3. Divulgação regional – simpósio dessa magnitude não poderia prescindir de um efetivo esforço de divulgação regional. E foi o que se fez. As mídias impressa, radiofônica, televisiva e digital foram acionadas, constituindo uma rede de transmissão de informações que cobriu não apenas o Vale do Paraíba como também outras regiões do território nacional.
4. Networking acadêmico-profissional – a constituição e o acionamento de uma rede de contatos foi salutar para que se desenhasse o conteúdo do simpósio. Neste sentido, pesquisadores e escritores, ao responderem de forma imediata ao chamado da Comissão Organizadora, conferiram conteúdo de qualidade ao arcabouço inicial.
5. Saberes construídos – uma das mais importantes contribuições do XXVII Simpósio de História do Vale do Paraíba foi a de ter permitido a construção de saberes inauditos que passam, a partir de agora, a constituir o patrimônio cultural nacional.
6. Por uma pedagogia nova – o estreitamento do diálogo entre pesquisadores, escritores e profissionais da educação, especialmente docentes, poderá permitir a introdução de novos conteúdos e estratégias nos currículos escolares.
Certo que há muito a fazer. A principal meta do semestre é a publicação das quase 700 páginas produzidas e que integram os Anais. Depois disso, a popularização: fazer chegar a informação ao público em geral. Não são tarefas fáceis, mas cruciais se o que se deseja é despertar pessoas e instituições para a importância histórica e literária do Vale do Paraíba.

Um simpósio histórico a descortinar possibilidades. Se a competência e o empenho já demonstrados se reapresentarão... só o tempo dirá.
 
 
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