Nº 50 | março / abril 2013
Publicando

Publicações do bimestre | Da Redação

Canções de Travessias



Terceiro livro de Darci Queluz, o autor assim o apresenta o seu livro de poemas após publicar dois romances:

"Andei inventando versos por aí desde a juventude. No início, pelos cantos das folhas dos cadernos da escola. Mais tarde, nos guardanapos de papel das lanchonetes. Houve um momento em que eles surgiram em folhas de papel de embrulho do comércio da família. Eu, na medida do possível, procurava guardá-los, mas eles desapareciam quase sempre. Então tomei a decisão de montar um caderno de poesias. O que aconteceu foi que ao invés de perder alguns poemas, eles desapareceram todos de uma vez. Já não era mais tão jovem, entretanto tinha fôlego e teimosia. Recomecei praticamente do zero. Mais esperto, escrevi meus versos em diferentes portadores, como agendas de trabalho, blocos de anotações e até mesmo em cadernos. Foi assim que consegui reunir alguns poemas e depois de muito tempo resolvi publicá-los. Digitei-os no computador, seguro de não mais perdê-los, mas inconformado com alguns deles, decidi revisá-los. A revisão demorou mais do que previra e antes de terminá-la a placa-mãe do computador "queimou". 'Foi tudo para o espaço'.
Então cheguei à conclusão de que eu jamais publicaria meus versos.

Passaram-se quase dez anos e, certo dia, por acaso, encontrei um conjunto destes poemas digitados e até encadernados. Eu não me lembrava mais deles. E com alegria retornei ao protelado projeto de publicação de antigos versos. Não eram muitos, no entanto, eram os que restavam da inusitada e severa seleção por que passara toda a minha obra em versos.

Ofereço-os agora, juntamente com outros que me surgiram recentemente, desejando que lhes dêem algum deleite.

Só espero que em 21 de 12 de 2012 eles não despareçam para sempre."


Sinfonia para martelos



Depois de Toda surdez será castigada (2012), o poeta Carlos Jr. apresenta sua nova coletânea: Sinfonia para martelos, livro publicado em março pela Editora Penalux.

Os poemas deste volume vêm com a mesma rebeldia e a inconformidade marcadas em sua primeira publicação. Carlos Jr. usa a palavra e o verso para exorcizar suas revoltas e desafetos; a literatura como forma de se posicionar no mundo e se afirmar perante uma sociedade cuja hipocrisia lhe provoca palavrões. Na orelha do livro, o escritor João Neto permite entender um pouco da essência do poeta e do teor de sua obra: “Embora despreze e ataque a injustiça de seu tempo, não deve ser confundido com aqueles que, tomados de um esquerdismo infantil, se nomeiam arauto dos pobres, uma vez que mesmo estes também não estão isentos do deslumbramento pasmaceiro da cultura contemporânea, como se depreende em Só admiram os inúteis/ Artistas descartáveis/[...]/ Querem matar a cultura/ Injetar ideias fast-food (Não Dê Arte Para Todos).

Sim, há versos ingênuos, beirando o clichê. É bom, no entanto, evitar juízos apressados, já que Carlos Júnior, neste livro, aproxima-se destemido desse recurso para revelar-nos o ridículo da chamada experiência humana.

Numa época marcada por uma acomodação ditada pelo mercado, sua ousadia determinará um desacordo com o já feito, com a mesmice. Qualidade rara nesta província tupiniquim na qual nos chafurdamos.

É isto: Carlos Jr., como já o fizera em seu livro anterior, incita-nos agora, em Sinfonia Para Martelos, com ecos de cena punk, a cair na real. E isso não é pouco.

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Cadernos de Folclore nº 22



Há anos, desde 1986, O Museu do Folclore de São José dos Campos publica seus “Cadernos de Folclore”. Primeiro, através da Comissão Municipal de Folclore e, desde 1999, pelo Centro de Estudos de Cultura Popular.

Através dos cadernos, espaço contínuo para publicação de estudos de folcloristas da região, o Vale do Paraíba ganha o registro sistemático de sua cultura folk

O livro ‘O Saber e o Fazer no Museu do Folclore’ é o 22º volume da coleção e foi lançado no dia 9 de dezembro de 2012 na área externa do Museu do Folclore e contou com a presença de cerca de 150 pessoas.

A obra é de autoria do historiador Fábio Martins Bueno com fotos de Maria Siqueira Santos.

“Fazedores”, familiares, convidados e membros presidentes e diretores da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e do Centro de Estudos de Cultura Popular prestigiaram o evento de lançamento.

O livro é baseado no Programa Museu Vivo, realizado nas tardes de domingo no entorno do Museu do Folclore, e mostra um pouco da vida e do conhecimento de 19 ‘fazedores’ da cultura popular local que fazem parte da atividade. Entre eles estão nomes conhecidos como das figureiras Maria Benedita dos Santos (Dona Lili) e Maria Benedita Vieira (Mudinha).

“Estamos muito felizes pela publicação de mais um volume da Coleção Cadernos de Folclore, mas esta foi especial, pois ajuda a divulgar e reforçar um programa que já dura quase 15 anos; além de valorizar as pessoas que fazem e mantém a tradição da cultura popular”, enfatizou a folclorista e cientista social Angela Savastano, presidente do CECP, durante o lançamento do livro.

O livro do pesquisador Fábio Martins Bueno, com tiragem de 1.500 exemplares, contou com o projeto grá-fico do Magno Studio e publicação da JAC Editora

De distribuição gratuita, o Caderno de Folclore nº 22 pode ser retirado na Biblioteca Maria Amália Correa Giffoni (ao lado do Museu do Folclore).

A distribuição será estendida a bibliotecas públicas e outras entidades culturais de todo o Brasil.

A obra também pode ser lida pela internet, no blog do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP).
 
 
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